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segunda-feira, 14 de maio de 2012

As novas meninas dos chocolates

Autor: Annie Murray
Edição: 2012, Março
Páginas: 464
ISBN: 9789892317748
Editora: ASA

Sinopse:
Na sua juventude, Edie, Ruby e Janet partilhavam sonhos enquanto se dedicavam à deliciosa tarefa de fazer chocolates na famosa fábrica Cadbury, em Inglaterra. Duas décadas depois, o mundo está radicalmente diferente e as vidas das amigas também. Agora, a geração seguinte está a crescer e a enfrentar os seus próprios desafios.
Greta, a filha da temperamental Ruby, é tão bela quanto infeliz. A sua vida familiar foi sempre instável, o que a levou a procurar refúgio junto das suas amigas, na fábrica de chocolates Cadbury, onde também trabalha. Mas tudo vai piorar com o regresso da sua detestável irmã, Maureen. E assim, enquanto Inglaterra vive a euforia da louca década de 1960, Greta precipita-se para um casamento que rapidamente destruirá os seus sonhos românticos. Grávida e sem-abrigo, é acolhida pela maternal Edie e pelo marido, Anatoli. Mas o amor e segurança deste refúgio em breve serão despedaçados por uma tragédia que mudará as suas vidas para sempre…
Uma heroína inesquecível, uma história de destinos cruzados, segredos antigos… e um amor capaz de mudar tudo.

A minha opinião:
Depois de ler As meninas dos chocolates,  não poderia deixar de ler a sequência e o desenvolvimento das personagens Ruby, Edie e Janet com as familias que constituiram no pós-guerra (entre 1932 e 1971).
 
Este novo romance superou as minhas expectativas e envolvi-me completamente no sentir de Greta (personagem príncipal), a encantadora filha de Ruby  que depois do caótico e perturbado crescimento com a mãe e a irmã procurava muito mais para a sua vida.
David Weale, um quacre inglês/ Rudi Mayer, judeu israelita (personagem princípal) é admirável pela sua tenacidade em encontrar um sentido e equilibrio com a sua identidade na sua apaixonada e árdua existência em Israel com Gila e Shimon.
Anatoli e Edith que extraordinário casal!
Personagens consistentes e verossimeis criam empatia e emoção no leitor com as suas dificuldades, anseios, angústias, afetos e objetivos.
 
A ligação de Greta e Pat à fábrica dos chocolates Cadbury, assim como de Ruth e Edith é mais vincada neste romance mas ainda assim breve.
 
Um romance sobre emoções e sentimentos num mundo em reestruturação (Inglaterra) e conflito (Israel). Sobressai o valor da amizade apesar das diferenças e a força das relações familiares. Uma sensitiva e bem urdida trama numa linguagem fluída e realista sobre histórias de vidas que se cruzam num passado recente e bem presente.
 
Recomendadissimo.

sábado, 31 de março de 2012

As meninas dos chocolates

Autor: Annie Murray
Edição: 2011, Outubro
Páginas: 496
ISBN: 9789892316130
Editora: ASA

Sinopse:
Edie, Ruby e Janet são amigas e dedicam-se a fazer chocolates na famosa fábrica Cadbury, em Inglaterra. As suas vidas poderiam ser de sonho, não fossem as atribulações familiares e a eclosão da Segunda Guerra Mundial.
Edie casa muito jovem. A sua fé no futuro é ilimitada mas o destino tem outros planos para ela. Com apenas dezanove anos, Edie enfrenta a guerra sozinha e tomada pela dor após a perda do marido e do filho. Até que uma noite, durante um bombardeamento, uma criança abandonada é deixada ao seu cuidado…Entretanto, a sua jovial amiga Ruby, apesar do medo de ficar solteirona, acaba por se casar com Frank, desconhecendo o seu carácter temperamental.
E há também Janet - inteligente, bondosa e atraída pelos homens errados. Profundamente magoada pela sua última relação amorosa, Janet está convencida de que nunca mais se apaixonará.
Mas David, a criança que Edie acolhe, conquista o coração de todos. E quando tem idade suficiente para questionar a sua verdadeira identidade, David vai novamente transformar as suas vidas e proporcionar-lhes algo com que nunca sonharam …
Três mulheres cujas vidas são marcadas pela amizade, a guerra e o amor por uma criança.

A minha opinião:
Romance sobre a forte relação de amizade entre três jovens mulheres de Birmingham, num período marcado pela segunda guerra mundial (entre 1939 e 1959).  Mulheres com passado e personalidades muito diferentes que se entreajudam e apoiam num período crucial da história, onde as circusntâncias e escolhas definem os seus percurso de vida.
Não fiquei plenamente satisfeita com as personagens ou a própria narrativa, que me pareceu globalmente superficial. Com excepção do último capítulo, 1957-59, não senti emoção ou empatia pelas personagens.

Apesas das suas quase 500 páginas é um romance que se lê rápidamente e sem esforço, porque a narrativa é leve e explora essencialmente as vivências das personagens e os seus sentimentos. De referir, que os chocolates e a fábrica Cadbury são uma promessa quase ausente, se considerarmos o título do livro, que no texto nem uma página ocupa, apesar da adaptação da fábrica no esforço de guerra e subsistência.

A devastação e sofrimento que esta guerra causou, é sentido e compreendido no último capítulo. Com as personagens Anatoli Gruschov, aliado de origem germânica e Hermann Mayer, judeu sobrevivente aos campos de concentração nazis, encontrei o realismo e humanismo que esperava deste romance.

Esteticamente apelativo, este livro proporciona momentos de dispersão numa agradável leitura, mas não correspondeu às minhas expectativas.