Mostrar mensagens com a etiqueta Cecelia Ahern. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cecelia Ahern. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 4 de março de 2020

A Última Carta

A minha opinião:
Revi recentemente, pela enésima vez, o filme "P.S. Eu amo-te". Um sinal para ler "A última carta", uma sequela do livro que não li. A história é tão boa que tenho curiosidade em saber mais sobre este romance emotivo.

"Pede a Lua. Se falhares, permanecerás sempre entre as estrelas".

A prosa desta jovem escritora é maravilhosa. Não é à toa que ficámos rendidos ao seu romance de estreia quando ela tinha vinte e um anos. Contudo, as diferenças entre o filme e o livro são assinaláveis, o que não é surpreendente. 

Holly procura a magia que as cartas de Gerry criaram após a sua morte como forma de mitigar a dor da separação. Seis anos depois fala no assunto para um podcast e... toca algumas pessoas. 

Um romance leve sobre uma tema díficil como é a morte. Não a podemos controlar mas podemos controlar a maneira como a deixamos. Uma nova perspectiva. Continua a ser um romance emotivo e simultaneamente divertido, proeza que muito admiro. Ela conseguiu de novo, desta vez com uma Holly diferente e o Clube P.S. Eu amo-te. Muito bom. 

Autor: Cecelia Ahern
Páginas: 320
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9789896659608
Edição: 2020/ fevereiro

Sinopse:
Faz sete anos que o marido de Holly Kennedy morreu — seis, desde que ela leu a sua última carta, na qual ele lhe pedia que encontrasse coragem para forjar uma nova vida. Holly orgulha-se da forma como tem evoluído e crescido. Até que recebe a mensagem: «Precisamos desesperadamente da sua ajuda, Holly. Estamos a ficar sem ideias e...» — ela respira fundo, em busca de energia — «… todos nós estamos a ficar sem tempo.» Os membros do Clube P. S. Eu amo-te, inspirados nas últimas cartas do seu marido, Gerry, querem que Holly os ajude a escrever as suas próprias mensagens de despedida para os que lhes são queridos. Holly vê-se atraída, de novo, para um mundo que se esforçou tanto por deixar para trás. Relutante, começa a relacionar-se com o clube, mesmo quando a amizade deles ameaça destruir a paz que ela acredita ter alcançado. Porque cada uma dessas pessoas espera de Holly a ajuda para deixar algo significativo àqueles que mais ama, ela embarcará numa jornada notável que a desafiará a questionar se abraçar o futuro implica trair o passado e o que significa amar alguém para sempre…

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O Meu Encontro com a Vida


Autor: Cecelia Ahern
Edição: 2012, Julho
Páginas: 320
ISBN:9789722348492
Editora: Presença

Sinopse:
Nos últimos anos, a vida de Lucy Silchester não tem corrido como ela idealizara. No entanto, isso não parece incomodá-la, uma vez que para cada coisa desagradável que lhe acontece, há sempre uma maneira de a contornar contando uma mentira. Um dia, quando chega a casa, Lucy encontra um envelope com um convite para se encontrar com a vida, que aparentemente ela anda a negligenciar. A partir desse momento, as suas mentiras irão ser desmascaradas – a menos que Lucy aprenda a dizer a verdade sobre o que é realmente importante para si.Comovente, divertido e enternecedor, O Meu Encontro Com a Vida conta o que acontece quando desistimos da vida, mas ela se recusa a desistir de nós.

A minha opinião:
Adoentada e "hibernada", que mais poderia eu ler do que "O Meu Encontro com a Vida". Uma leitura mágica e fantasiosa que nos reporta para assuntos sérios com ligeireza e galhardice, ou não fosse um livro de Cecelia Ahern (autora de P.S. Eu Amo-te). Comparo-a a Marc Lévy no seu estilo singular e único, marcado por réplicas sagazes, respostas espirituosas, opiniões inteligentes, e assim levar-nos a reflexões profundas, balanços até, através de estórias inusitadas que se reflectem no leitor. Neste, Lucy confronta-se com uma outra personagen que não é mais do que a personificação da sua Vida.
"(...) coisas muito comuns na sociedade moderna. Estamos doentes, vamos ao médico, tomamos antibióticos. Estamos deprimidos, falamos com um psiquiatra, ele talvez nos dê antidepressivos. Temos cabelos brancos, vamos pintá-los. Mas, com a nossa vida, tomamos decisões erradas, às vezes sentimo-nos tristes, ou assim, mas temos de seguir me frente, não é? Ninguém consegue ver o nosso intimo, e se não se consegue ver - se uma radiografia ou uma câmara não o consegue fotografar -, nos dias que correm é porque não existe."
(pag. 112)
 
Como a sinopse revela, Lucy era uma mulher inteligente, espirituosa, encantadora, culta e viajada, mas como consequência do fim de uma relação afetiva com um egocêntrico convicto e empedernido, começou uma espiral de mentiras, que assentavam todas umas nas outras e tornou a sua vida uma grande mentira, assim como esvaziou de sentido a sua relação com os outros que nada de si, concretamente, sabiam.
Vida, ou Cosmo Brown, é a personagem que vem confrontar Lucy com a verdade e aproximar-se de todos os que realmente importam e se importam com a sua vida. Personagens fascinantes, todas bem definidas no enredo e bem caraterizadas.
 
"Como passei a carregar esse enorme segredo de que ninguém sabia, essa grande bola de mágoa que se transformara em raiva, que muitas vezes se transformou em pena, depois em solidão porque nunca tive as conversas necessárias para me ajudarem a superar como deve ser, sentia-me sózinha na minha secreta realidade. (...)
Caíra de uma enorme altura e ficara presa naquilo a que se poderia chamar um sítio bastante frágil que fácilmente se quebraria fazendo-me cair de novo... "
(pag. 54)
 
Sempre que leio algum romance de Cecelia Ahern fico comovida e divertida, o que parece uma combinação de opostos - uma contradição. Emoção e Humor. Penso que essa combinação é a razão do seu sucesso e o motivo porque desejo ler o que escreve. 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Livro do Amanhã

Autor: Cecelia Ahern
Edição: 2011
Páginas: 280
ISBN: 9789722346214
Editora:  Editorial Presença
Coleção: Champanhe e Morangos

Sinopse:
Tamara Goodwin tem dezasseis anos e vive confortavelmente numa mansão moderna com seis quartos, habituada a ter tudo o que quer quando quer. Mas, quando o pai morre deixando inúmeras dívidas, Tamara e a mãe não têm outra alternativa senão vender tudo e ir viver com parentes para um lugar distante e isolado junto ao castelo de Kilsaney. Para Tamara o choque parece inultrapassável, até que um dia uma biblioteca itinerante chega à vila trazendo consigo um misterioso livro encadernado a couro e fechado com um cadeado dourado… O que a jovem descobre entre as páginas está prestes a mudar toda a sua percepção do presente...

Imprensa:
«Um autêntico page-turner...cheio de originalidade e personagens coloridas. Mais um sucesso de Ahern.»
News of The World

«Esta história vertiginosa, uma inegável proeza de Ahern, deixa o leitor sob o efeito de um sortilégio.»
Publishers Weekly

«Num original gótico moderno, este apaixonante romance desenrola-se numa atmosfera de segredos familiares, intrigas e magia.»
Booklist

A minha opinião:
Por qualquer razão inexplicável, os livros de Cecelia Ahern atraem-me e acabo por os adquirir mas nunca tinha conseguido ler nenhum. Finalmente, decidi-me a ler "O livro do Amanhã" e fiquei rendida a este maravilhoso romance e a esta escritora. Agora, devo "devorar"todos os outros livros que dela foram publicados.

Concordo que as criticas da imprensa não são nada exageradas e efecttivamente é um autêntico page-turner, com uma narrativa suave, mágica e vertiginosa, pontuada por descrições em que visualizo o meio em que a acção se desenrola, bem como sentimentos e emoções dificilmente expressos por palavras.

Lindo...

Tamara Godwin de 16 anos, tinha tudo o que o dinheiro pode comprar. Era insolente, sarcástica e prepotente porque esperava tudo e pensava que merecia tudo só porque todas as pessoas que conhecia tinham essas coisas. Vivia no presente e nunca pensava no amanhã. Com o suícidio do pai e a consequente expropriação de tudo o que tinham, a vida de Tamara e da mãe mergulha no caos. A mãe fica perdida e alienada e recorrem à familia -o tio Arthur e a tia Rosaleen que as acolhem enquanto se restabelecem.

Desde o ínicio da estadia em casa dos tios, Tamara detectou muitas incongruências. Viva e perspicaz como era, foi seguindo as pistas e num dado dia surgiu uma situação misteriosa e inexplicável, que se torna intrincado para o leitor. Neste ponto, a trama de Tamara adensa-se, com emoções ao rubro que são transmitidas ao leitor que não consegue suspender a leitura, até ao desfecho.

Mais do que o conteúdo, é a forma como esta estória é contada. Apesar do apelo à fantasia e misticismo, a consciência critica e analista da personagem principal na sua relação consigo própria e com os outros, torna esta leitura um bom exercício reflectivo.

Como exemplo:

"Não tem nada que ver com religião, não tem nada que ver com a estabilidade mental, mas tem tudo que ver com o instinto natural do espirito humano, que é ter esperança mesmo quando ela já não existe, a menos que seja um completo cínico. Tem que ver com o amor, com perdermos alguém que amamos, com uma parte de nós que nos é arrancada e que faríamos quase tudo, ou acreditariamos em qualquer coisa, para que ela nos fosse devolvida. É a esperança de que um dia voltaremos a vê-lo, que ainda o sentimos próximo de nós. Uma esperança destas ... não nos transforma em pessoas fracas. É a descrença que nos torna fracos. A esperança torna-nos mais fortes, porque traz cosigo o sentido da razão. Não uma razão acerda do modo, ou do motivo pelo qual ela nos foi retirada, mas uma razão para vivermos. Porque é um talvez."