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domingo, 24 de fevereiro de 2013

A Última Duquesa

Autor: Daisy Goodwin
Edição: 2012, Outubro
Páginas: 384
ISBN: 9789896264079
Editora: Esfera dos Livros
  
Sinopse:
Cora Cash, possivelmente a herdeira mais rica da América nos anos 1890, foi criada a acreditar que o dinheiro lhe podia abrir qualquer porta. Bonita, com um guarda-roupa invejável, vive no meio do luxo de uma mansão em Newport. Mas a sua autoritária mãe deseja vê-la casada com um nobre inglês. Pouco interessada nos sentimentos da filha, envia-a para Inglaterra para garantir o tão desejado casamento aristocrático. Cora fica consternada com a receção. As grandes casas que frequenta são geladas e muito desconfortáveis. Sem casa de banho e aquecimento central. Os corredores enchem-se de intrigas, e nas caves, nas alas dos criados, reina a coscuvilhice. Só quando perde o seu coração para o duque de Warehamm, um misterioso homem que quase não conhece, é que Cora percebe que está a jogar um jogo para o qual não está devidamente preparada, que não entende, mas onde a sua felicidade futura pode ser o preço.

A minha opinião:
Não sei se será por me sentir cansada e um tanto tensa, que esta leitura não me agarrou e arrastou-se bem mais do que o esperado. Gosto de romances históricos e descobrir diferenças de conduta e valores no sec. XIX tem o seu quê de fascinante, mas as personagens não as senti como credíveis, e como tal carismáticas. Outro aspeto que me desiludiu foi a opulência que me pareceu absurda dos Cash, quando o objetivo deveria ser realçar os excessos dos muito ricos do Novo Continente, em contraste com a decadência da aristocracia cheia de pergaminhos do Velho Continente.

Não vou alongar-me até porque é raro não apreciar um romance senão na sua totalidade, pelo menos em parte, mas este achei-o extenso, exaustivo em pormenores e assim um tanto maçador. Faço a ressalva sobre o meu estado de espírito que não se coadunou com esta leitura mais pausada e descritiva, mas não achei "brilho" ou "encantamento" nesta narrativa ou sequer nos diálogos. Um retrato de época sem glamour.