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domingo, 31 de outubro de 2021

O Livro do Conforto

 

A minha opinião: 

O livro do conforto é isso mesmo. Não poderia ser mais adequado. Como a nossa perspectiva pode mudar o nosso mundo. E esta perspectiva não depende apenas de condições externas, mas do prórprio leitor. O leitor que precisa de esperança e animo para ultrapassar as falácias que a depressão alimenta. Dicas e reflexões muito úteis de quem sabe. Um livro para ter à mão.

Matt Haig entrou no meu rol de leituras quando tive noção de que tinha um familiar próximo que sofria de depressão. E precisava de entender este flagelo e como ajudar. E o tempo e o bom senso, com o tanto que li, vão fazendo a diferença. Eventualmente, o livro do conforto pode ser o que alguém precisa e não é demais recomendar.

Autor: Matt Haig
Páginas: 272
Editora: Albatroz
ISBN: 978-989-739-137-8
Edição: 2021/ setembro 

Sinopse: 
O Livro do Conforto é uma coleção de singelas lições aprendidas em tempos difíceis e sugestões para melhorar os dias menos bons. Baseando-se em máximas, memórias e em vidas inspiradoras, estes pequenos textos celebram a maravilha da vida em constante mudança e são uma nova perspetiva sobre todos os seus altos e baixos. Porque a felicidade acontece quando nos esquecemos de quem devemos ser, Matt Haig lembra-nos de desacelerar e apreciar a beleza e imprevisibilidade da vida. Este é o livro que deve ter à mão quando precisar da sabedoria de um amigo, do conforto de um abraço ou de um lembrete para manter a esperança nos momentos mais difíceis.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

O mundo à beira de um ataque de nervos




A minha opinião:
Li o "Razóes para Viver" e fui agradávelmente surpreendida pela franqueza e honestidade do autor e quis repetir. 

No dia a dia não paramos para pensar. Matt Haig pensa e pensa muito. Tem tudo a ver com a sua saúde mental e consequentemente com a saúde física perceber o que lhe faz mal e superar ou evitar. Este livro é sobre a luta dele que é também a luta de todos nós. A nossa vida tornou-se dependente da tecnologia que evolui a grande velocidade e temos que rever e temos que rever a forma como a usamos. E com esta sociedade de consumo funciona. Não é ficção. O alarme já soou e sabemos disso pela ansiedade e solidão que grassa por aí.

Leitor convicto regista muitas notas pertinentes de outros pensadores num pequeno livro concebido para formar e consultar.

Uma leitura poderosa e realista que, nos faz dar mais valor à vida, sem medos e um outro conceito de tempo. Logo, uma leitura compulsiva. 
A linguagem acessível e a escrita organizada levou-me na corrente de ideias assertivas de Matt Haig, baseada na sua experiência pessoal. Exactamente como eu esperava. Muito bom.

Autor: Matt Haig
Edição: 2019/ abril
Páginas: 376
ISBN: 978-972-0-03174-7
Editora: Porto Editora

Sinopse:
E se o modo como vivemos estivesse programado para nos deixar infelizes? Toda a sociedade de consumo assenta na ideia de nos criar o desejo de ter o último modelo, em vez de nos contentarmos com o que temos; somos encorajados a sairmos de nós e a querermos outras vidas: uma receita quase infalível para a infelicidade.

Os índices de stresse e ansiedade estão a subir. Estamos cada vez mais ligados uns aos outros e, no entanto, cada vez mais isolados.

•Como manter o equilíbrio num planeta que nos enlouquece?
•Como preservar a humanidade numa era tão obsessivamente tecnológica?
•Como ser feliz quando somos incentivados a cultivar a ansiedade?

O mundo à beira de um ataque de nervos oferece uma visão pessoal e importante que procura compreender de que forma nos podemos sentir felizes, humanos e íntegros em pleno século XXI.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Como Parar o Tempo

Autor: Matt Haig
Edição: 2017/ outubro
Páginas: 320
ISBN: 9789898869470
Tradutor: Ana Beatriz Manso
Editora: TopSeller

Sinopse:
«Tal como basta apenas um instante para se morrer, também basta apenas um instante para se viver. Fecha-se simplesmente os olhos e deixa-se que todos os receios fúteis se esvaiam.»

O meu nome é Tom Hazard. Pareço ter 40 anos, mas não se deixe iludir… sou muito mais velho do que isso. Séculos mais velho. E este é o meu perigoso segredo.
Fui contemporâneo de Shakespeare, vivi em Paris nos loucos anos 20, cruzei os mares de uma ponta a outra. Eternamente a fugir do meu passado e à procura daquilo que me foi roubado. Mas sem identidade ou raízes, a vida eterna pode tornar-se um vazio.

Numa tentativa de voltar à normalidade, arranjei trabalho como professor de História. (Quem melhor para relatar o passado do que alguém que o viveu realmente?) Talvez desta forma consiga perder o medo de viver.
A única regra para pessoas como eu é nunca se apaixonarem. Infelizmente, descobri isto tarde demais.

Escrito com alma e coração, Como Parar o Tempo celebra aquilo que nos torna humanos e ensina-nos uma verdade universal: a vida deve ser vivida sem medos.

A minha opinião:
O tempo de que disponho para ler não é muito. O tempo... é a pedra basilar deste romance. A perspectiva do tempo. O tempo que nos consola, que ansiamos e receamos, e nos faz ver à escala o que valorizamos. 

Um romance que me acompanhou no meu corre corre habitual em que espaçadamente lia os pequenos capítulos, que alternam entre o passado e o presente da vida de Tom Hazard, quais contos se tratassem. 

Um romance peculiar. Uma premissa interessante. A hiperlongevidade. Com Tom Hazard.

A capacidade de analisar a natureza humana e partir sem criar laços, de acordo com os critérios de um líder de uma sociedade secreta de membros como ele. Afetos e emoções embaçadas. Memórias vastas e dolorosas como uma dor de cabeça. A música capaz de acordar emoções. O amor que nos faz viver momentos que duram para sempre. Um romance que nos ensina como se pode parar o tempo. O tempo que esqueci perdida entre as páginas do livro. 
Comecei a ler a história de uma personagem banal apesar de diferente e dei comigo numa outra dimensão. Gosto de ler um livro assim. Mais do que a trama é o potencial para nos colocar em sintonia com o que o autor nos queria transmitir e fazer sentir.  Vale a pena partir nessa viagem.

sábado, 18 de junho de 2016

Razões para viver

Autor: Matt Haig
Edição: 2016/ abril
Páginas: 260
ISBN: 978-972-0-04814-1
Editora: Porto Editora

Sinopse:

Um livro sobre como tirar o máximo partido da vida enquanto cá estamos. 

Aos 24 anos, o mundo de Matt Haig desabou: 

Durante algum tempo, fiquei parado junto ao abismo. Primeiro, a ganhar coragem para morrer; depois, a ganhar coragem para viver. 
Este é um relato na primeira pessoa sobre a forma como Matt mergulhou numa crise profunda, triunfou sobre uma doença que quase o matou e reaprendeu a viver.
Quando se está deprimido, sentimos que estamos sozinhos e que mais ninguém está a passar exatamente por aquilo que nos está a acontecer. Temos tanto medo de que os outros nos achem loucos que acabamos por interiorizar tudo. Temos tanto medo de que as pessoas nos ostracizem ainda mais, que acabamos por nos fechar numa concha. E não falamos sobre o que se passa connosco, o que é uma pena, pois ajuda se falarmos sobre o assunto.

A minha opinião:
Este é um testemunho importante que resulta da coragem de um homem em partilhar a sua experiência com uma doença como a depressão e explorando soluções que devem ser adequadas a cada um como razões para viver. 

Ler este livro foi opção quando a doença me tocou muito perto com um familiar chegado. Sabia bastante sobre o assunto porque infelizmente muitas são as pessoas com quem me cruzei ao longo dos tempos que sofriam deste flagelo. Algumas sabem-no e lutam bravamente contra, outras supõem que estão apenas infelizes afetadas por problemas banais, e outras ainda recusam encarar essa possibilidade por não serem malucos e não falam abertamente sobre o assunto mas apresentam sinais exteriores de risco como a ansiedade, a perturbação do pânico, entre outros.

Contudo este livro é mais abrangente porque nos faz encarar a vida e procurar tirar proveito dela realçando os aspectos positivos em que nos devemos focar, apreciar, sem ignorar o mundo em que vivemos e do qual fazemos parte em conjunto. Altos e baixos de quem sofre desta doença, como de qualquer existência. 

Descobri que a leitura é um excelente terapia porque "cada livro é fruto de uma mente humana num determinado estado" e "alguém que procura alguma coisa" como o leitor procura dentro de si com provisões de esperança e confiança. Apesar da escrita desarmada e fluída não consegui ler este pequeno livro todo de uma só vez e retomei-o sempre que precisava de acomodar e reter a informação que me transmitia. Gratificante, sem duvida, mas realista e como tal inquietante com o muito que desvenda, e simultaneamente redentor e positivo, mesmo que sem falsas esperanças de curas milagrosas.

Recomendo vivamente.