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domingo, 18 de setembro de 2011

A Próxima Vez

Autor:  Marc Levy
Edição: 2010, Março
Páginas: 232 
ISBN: 9789896660598
Editora: Contraponto

Sinopse:
Jonathan é um especialista em arte com uma paixão inexplicável pela obra do pintor russo Vladimir Radskin. Quando, nas vésperas do seu casamento, lhe chega a notícia de que uma galeria em Londres tem em sua posse cinco quadros do pintor – entre eles, possivelmente, a sua mítica última obra, A Jovem de Vestido Vermelho, misteriosamente desaparecida em 1868 –, Jonathan não hesita em partir.
Ao chegar a Londres, encontra Clara, a dona da galeria, e é acometido por uma forte sensação de déjà vu: certamente já viu aquele rosto, já ouviu aquela voz. Mas onde, e quando? Será que entre eles há algo mais em comum do que uma paixão por pintura?
A sua busca leva-os da galeria em Picadilly Circus a uma loja de tintas em Florença, de um laboratório no Louvre a uma misteriosa mansão em Inglaterra. Quanto mais Jonathan e Clara descobrem acerca da última obra de Radskin, mais descobrem acerca de si próprios: três vidas muito diferentes, três destinos entrelaçados, presos numa corrida contra o tempo...
 
A minha opinião:
Os livros de Marc Levy são arrebatadores e envolventes. A história surpreende-nos e prende-nos com dados que não cogitamos, mostra como os sentimentos podem ser eternos e os destinos de duas ou mais pessoas podem estar determinados.
Mas, o que mais me agrada são os bem humorados diálogos das personagens. E que personagens... maravilhosas!!!
Para mim, este escritor consegue ser prodigioso a contar uma história, porque, sem ser lamechas, escreve sobre a amizade e o amor de um modo profundo e sentido.

O Esplendor da Vida

Autor:  Sveva Casati Modignani
Edição: 2010, Setembro
Páginas:  368
ISBN: 978-972-0-04305-4
Editora: Porto Editora

Sinopse:
Depois de Desesperadamente Giulia, Sveva Casati Modignani dá continuação à história de Giulia de Blasco, uma das personagens-chave mais emblemáticas de toda a sua obra.

Giulia de Blasco é uma escritora de sucesso que venceu uma difícil batalha contra o cancro e conquistou o amor do cirurgião Ermes Corsini. Apesar disso, Giulia não consegue encontrar a serenidade que tanto deseja.
O seu filho Giorgio, de dezasseis anos, atravessa uma adolescência conturbada e acaba por influenciar negativamente a relação de Giulia e Ermes e fazer Giulia questionar as suas capacidades como mãe.
É no meio destas dúvidas e incertezas que surge Franco Vassalli, um enigmático e fascinante empresário, habituado a conseguir tudo o que quer...
Para Giulia começa assim mais um período dramático e intenso da sua vida.
 
A minha opinião:
Mais um livro desta talentosa escritora que me deixou presa numa animada intriga de personagens multifacetadas que se cruzam numa sequência de peripécias com uma extraordinária ironia.
Nenhuma das personagens é completamente boa ou completamente má e, mesmo nos piores, encontramos um lado bom e, nos melhores, também descobrimos um lado mau.
Giulia, um exemplo de sucesso depois das
vicissitudes da vida, é ainda assim uma mulher frágil, insegura, com dificuldade em conviver consigo mesma. Em suma, uma personagem complexa, feita de coerência e de contradições, de força e de fragilidades que lida com algumas adversidades com o problemático filho adolescente e vacila no amor arduamente reconquistado. Genuína na sua relação com os outros e verossímil para mim como leitor.
Fiquei arrebatada com o inteligente, charmoso e enigmático Franco Vassalli.
Frequentemente, fui surpreendida com facetas ou acções imprevisíveis que me mantiveram em suspense e empolgada em continuar a leitura até ao final.
É essa característica que adoro nos livros da Sveva Casati Modignani.

A Incrível e Triste História da Cândida Eréndira e da Sua Avó Desalmada

Autor:  Gabriel García Márquez
Edição: 2010, Maio
Páginas:  160
ISBN: 9789722031578
Editora: Dom Quixote

Sinopse:
Bem ao estilo de Gabriel García Márquez, este livro reúne sete histórias mágicas que reflectem a cultura sul-americana. As primeiras, um conjunto de seis contos fantásticos onde se misturam acontecimentos surreais e detalhes do quotidiano, contam-nos as alterações sofridas por pequenas e pobres povoações após estranhos acontecimentos que mudam a vida de todos os habitantes. A última, a novela curta que dá título ao livro, conta a história de Eréndira, uma adolescente obrigada a prostituir-se pela própria avó para a recompensar das perdas decorrentes de um incêndio acidental – um bizarro mas poderoso exemplo do realismo mágico de García Márquez.
A minha opinião:
Contos delirantes de um génio da literatura. Contos com um colorido próprio da cultura sul-americana em que a pobreza, a falta de recursos e as relações humanas são adulteradas com misticismo e dramatismo.

A Cama da Paixão

Autor:  Laura Lee Guhrke
Edição: 2010, Julho
Páginas:  312
ISBN: 9789722041126
Editora: Livros d’Hoje

Sinopse:
Londres, 1833. Quando numa noite Lady Viola conheceu o galante visconde John Hammond foi amor à primeira vista.
Vendo-se repentinamente envolvida numa relação séria, só se apercebeu da chocante verdade após o casamento: o seu amado John nunca tinha gostado dela verdadeiramente, casando com ela apenas pela sua fortuna... e o pior, é que ele não via nada de errado nisso. Desolada, Viola jurou nunca mais permitir que o canalha que a tinha enganado se voltasse a deitar com ela.
John, na verdade, nunca teve a intenção de ferir a bela e determinada mulher que se tornou numa estranha para ele. Agora, depois de anos de um casamento faz de conta, ele precisa de um herdeiro, e vê-se confrontado com um intrigante e atraente desafio: ter de seduzir a sua própria mulher. Ele tem de convencer Viola a regressar ao seu leito matrimonial, mas desta vez pode ser ele o único a perder o coração.
 
A minha opinião:
Um romance de época com os seus usos e costumes.
Um livro que se lê sem grandes pretensões, excepto o de encontrar uma história de amor entre nobres que estavam sujeitos a determinadas regras da sociedade. Amor no casamento nem sempre fazia parte dessas regras e era aceitável a existência de amantes. Divórcio, nem pensar.
Mas o orgulho e o perdão eram obstáculos consideráveis a uma relação como é o caso das personagens principais. A necessidade de assegurar descendência legítima vem alterar a situação e força o diálogo e a convivência, e deste modo, gradualmente os obstáculos vão sendo derrubados.
Uma história de amor previsível, mas muito agradável, que se lê descontraidamen te.

O Romance da Bíblia

Autor:  Deana Barroqueiro
Edição: 2010
Páginas:  352
ISBN: 9789898092748
Editora: Ésquilo

Sinopse:
«O Romance da Bíblia possui o riso que acontece debaixo da palma da mão entreaberta sobre a boca, mas igualmente o desfrute do gozo, ambiguamente trocado, tomado, pelo gosto do outro, no tactear da língua. Um livro de memórias ancestrais, que nos mostra o despertar da mortal e venenosa serpente das seitas religiosas, do obscurantismo, do sexismo com a sua rancorosa face. Mas, O Romance da Bíblia é ainda a beleza traba­lhada, cinzelada, com um bom gosto literário inusitado, eu diria mesmo raro, na ficção portuguesa. (…)
O livro de Deana Barroqueiro traz consigo a visão da mulher. Lúcido olhar, que ao longo dos séculos tem faltado à visitação deste universo da Bíblia: Velho Testamento moralista, repleto de anciãos preguiçosos, libidinosos e lascivos, de brutamontes ignorantes e violadores, convocados por um Deus irado frente à própria incompetência e à própria ima­gem, segundo a qual teria criado o homem, de quem afinal não gosta e castiga. E é precisamente no enredamento deste dilema, que se abrem as páginas do primeiro dos dezanove textos que, fragmentariamente, irão formar um todo literário uno: falando de Noé e de Jacob, de Isaac e de Sansão, de Asmodeu e dos circuncisos, de Labão e de Abraão, arrancando-os do seu pedestal de heróis divinos, com uma habilidosa cruel­­dade implacável.»
Maria Teresa Horta

A minha opinião:
O romance é uma reedição de outras duas obras da autora sobre lendas, parábolas e histórias do Antigo Testamento, com as suas personagens sacralizadas, mas escrutinadas do ponto de vista feminino e focando a condição da mulher. Foi esta a razão porque me interessei por ler este livro.
Assim, descobri um romance sensual, erótico, poético e muito violento, sobre uma época em que a falta de ética e moral originava um tremendo sofrimento e luta constante pela sobrevivência e integridade.
Não é possível o distanciamento, porque existe a clara noção de que não se trata de mera ficção, porque sabemos que esta obra é resultado de uma apurada pesquisa e investigação sobre o que existe documentado.
As mulheres eram propriedades, adquiridas por contrato, um bem que se dá, se troca ou se vende, segundo o interesse da família. Não eram consultadas ou ouvidas sobre os seus sentimentos e as suas vontades e o seu destino era consoante outros o designassem. Ora uma maldição, ora uma bênção, conforme a sua beleza, sagacidade, ou sorte.
Por tudo isto, penso que este livro é realmente de interesse colectivo. Absolutamente.

sábado, 17 de setembro de 2011

A Aia da Rainha

Autor:  Barbara Kyle
Edição: 2010, Fevereiro
Páginas: 560
ISBN: 9789896570583
Editora: Editora Planeta

Sinopse:
Na melhor tradição de Philippa Gregory, chega-nos agora um apaixonante romance histórico situado no tempo de Henrique VIII. Londres, 1527. Casar ou servir? Para Honor Larke, a escolha é clara: Pouco disposta a morrer de tédio como esposa obediente, ela deixa a casa do seu tutor, o brilhante sir Thomas More, e torna-se aia da rainha Catarina de Aragão. Um cargo onde aprenderá muita coisa, dado que terá de conviver com o orgulho, a paixão, a ganância, e ainda a consciência de um rei, que anseia desesperadamente pelo divórcio, a fim de poder casar-se com a ousada Ana Bolena. Honor, aia e fiel amiga de Catarina de Aragão, não pode compactuar com o ultraje que é feito à rainha e voluntaria-se para ser portadora de cartas desta para os seus aliados. No meio desta intriga palaciana, Honor fica subitamente na posse de um segredo que pode destruir um reino e a sua futura rainha…

A minha opinião:
Romance baseado em factos históricos e personagens reais no reinado de Henrique VIII, em que uma personagem secundária tem um papel preponderante no desenrolar dos acontecimentos, numa época de perseguições políticas e religiosas com terríveis atrocidades contra qualquer livre pensador.
Honor é uma jovem órfã que numa noite vive e testemunha alguns factos que marcam o seu futuro. Nessa noite, cruza-se com o polémico Thomas More. Mais tarde, contacta outro notável, o chanceler Cromwell.
Tendo a própria História como tema de fundo, surge também um romance apaixonante entre Honor e Richard Thornleight, e a coragem de ambos ao enfrentar as adversidades.

Como falar com um viúvo

Autor:  Jonathan Tropper
Edição: 2010, Julho
Páginas: 304
ISBN: 9789896720391
Editora: Suma de Letras, uma chancela Objectiva

Sinopse:
Doug Parker. 29 anos. Viúvo.
Quando casou com Hailey – linda, inteligente e dez anos mais velha – Doug prescindiu de uma vida despreocupada em Manhattan para ir viver numa pacata cidadezinha do estado de Nova Iorque com a mulher e o enteado. O idílio do casal termina tragicamente com a morte inesperada de Hailey, que deixa Doug afogado em sofrimento e Jack Daniels.
Doug sente-se incapaz de ultrapassar a morte da mulher e olhar para o futuro com esperança. Mas os problemas da sua família excêntrica não lhe deixam espaço para muitas lamentações. Claire, a irmã-gémea de espírito autoritário, muda-se de armas e bagagens, e um bebé na barriga, para casa de Doug, determinada a dar um novo rumo à vida do irmão.
Debbie, a irmã mais nova, anda obcecada com os preparativos de um casamento de princesa com o ex-melhor amigo do irmão. Mas a grande preocupação de Doug é o enteado, Russ, que se transformou de criança doce em adolescente problemático.

A minha opinião:
Comecei a ler este livro e não consegui parar. Com surpresa, descobri um romance comovente, inteligente e hilariante. Foca o amor, a perda, os absurdos do quotidiano, e recomeços mesmo sem saber como.
A empatia com o Doug surge nas primeiras páginas, porque, apesar de amargurado, confuso e revoltado, possui uma perspicácia extraordinária e um sentido crítico acutilante, que se manifesta em reflexões sarcásticas e diálogos mordazes.
As peripécias que lhe sucedem no relacionamento com o enteado Russ, Jim, o pai de Russ, a bela e excêntrica Claire, a infiel vizinha Laney e todas as outras fantásticas personagens, como o pai, a mãe, são divertidíssimas .
Imperdível.
Não me admira que em breve esteja adaptado ao cinema.

Os Olhos Amarelos dos Crocodilos

Autor:  Katherine Pancol
Edição: 2010, Julho
Páginas: 550
ISBN: 
Editora: Esfera dos Livros

Sinopse:
Este é um romance sobre uma mentira, mas também sobre a amizade e o amor, o dinheiro e a traição, o medo e a ambição.
A acção desenrola-se em Paris. Duas irmãs. Iris é uma mulher muito bonita, rica, elegante e sofisticada, mas vive desencantada com a vida e com o seu casamento. Joséphine é uma intelectual, historiadora, muito menos bonita do que a irmã e com uma vida bem mais difícil. Casada, tem duas filhas, vive nos subúrbios e trabalha para pagar as contas.
Certo dia, num jantar, Iris faz-se passar por escritora. Presa na sua mentira, convence a irmã a escrever o livro que ela própria assinará. Abandonada pelo marido, cheia de dívidas, Joséphine submete-se, como sempre, aos caprichos da irmã. Mas esta é uma decisão que vai mudar o destino destas duas mulheres.
A escritora francesa Katherine Pancol traça com mestria um retrato real e vivo de mulheres que tentam triunfar na carreira profissional, na vida familiar e alcançar o reconhecimento social. Mas que, por baixo desta aparente vida de sucesso, escondem uma profunda infelicidade, falta de confiança e frustração.
Os Olhos Amarelos dos Crocodilos é uma verdadeira lição de vida. Este romance, um verdadeiro best-seller em Espanha e França, dá-nos a conhecer as mulheres que somos, as que queremos ser, as que nunca seremos e as que talvez sejamos um dia. Mulheres à procura de um caminho na vida, em busca de si próprias e à descoberta de novos amores.

A minha opinião:
Que magnífico romance!
A capa e o nome não nos sugerem o quanto este livro é envolvente, inebriante e absorvente. O que o torna tão especial são as suas várias personagens que, de tão bem caracterizadas nas suas trajectórias e nos seus desenvolvimento s, têm uma dimensão humana que nos fazem sentir próximos ou íntimos.
Joséphine e a irmã Iris, a mãe Henriette, as filhas Hortense e Zoé, a amiga Shirley, o marido Antoine, o padrasto Marcel e a amante deste Josiane, fazem parte de uma narrativa viva, fluída, com ritmo, em que as transições sobre cada um são precisas e aumentam o suspense e o interesse.
De tão bem planeado e concretizado, li este livro com emoção e, certamente, o guardarei por muito tempo na minha memória.

O Mensageiro

Autor:  Andy Andrews
Edição: 2010, Junho
Páginas: 144
ISBN: 9789727119950
Editora: Pergaminho

Sinopse:
«Eu sou um mensageiro. Tenho um dom. Enquanto alguns nasceram para cantar e outros correm velozmente, eu reparo em coisas a que outros não prestam atenção e algumas delas estão mesmo à vista.»

O seu nome é Jones. Ninguém sabe muito bem que idade tem e parece que ninguém o consegue descrever muito precisamente; mas este misterioso e sábio desconhecido muda a vida de todos aqueles com quem se cruza.
Orange Beach, no Alabama, é uma pequena vila de gente simples. Mas, como todos os seres humanos no mundo, os habitantes de Orange Beach têm os seus problemas – casamentos à beira do divórcio, jovens desanimados e desmotivados com tudo, negócios em risco de falência, enfim, todos aqueles obstáculos que a vida nos serve em doses generosas.
Contudo, sempre que as coisas parecem estar mais negras e parece que não há solução à vista, um misterioso desconhecido chamado Jones aparece, como que por milagre. Este homem de aparência singela (de cabelo branco, vestido de jeans, t-shirt branca e sandálias, e sempre com a sua mala de cabedal) é uma alma invulgar.
Ele não oferece soluções mágicas, nem tem conselhos infalíveis para dar; o que ele traz a quem precisa é simplesmente… a capacidade de reparar. De reparar no amor, na beleza, na esperança e em todas as coisas que a vida tem para oferecer, mesmo nos momentos mais obscuros.
O Mensageiro é um livro inesquecível, comovente e inspirador que vai transformar a sua vida.

A minha opinião:
De fácil leitura, este pequeno livro de contos lê-se avidamente, mas não de ânimo leve, porque como observa Jones: "todas as pessoas, ou estão em crise, ou a sair de uma crise, ou a encaminhar-se para uma crise". Um termo muito recorrente hoje em dia.
O mensageiro Jones é uma personagem que nos realça o que menosprezamos e que normalmente são pessoas ou situações bem visíveis, mas em que não reparamos porque nos falta "perspectiva", ou seja, uma visão alargada que nos permita respirar fundo, recompor-nos e recomeçar.
Focamos a nossa atenção, pensamentos e energia no que está mal e esquecemos tudo o resto. Este livro impõe-nos um novo olhar e reflexão, porque, com certeza, o melhor ainda está para vir

A Força de Viver


Autor:  Robin Sharma
Edição: 2010, Junho
Páginas: 168
ISBN: 9789727119790
Editora: Pergaminho

Sinopse:
Julian Mantle, o inesquecível protagonista do best-seller internacional O Monge Que Vendeu o Seu Ferrari, regressa para transmitir as suas inspiradoras lições de vida.

A Força de Viver conta a história de Catherine, uma executiva de sucesso e viciada em trabalho que, quando é confrontada com uma escolha de vida extrema, se apercebe de que o verdadeiro sucesso consiste em ser feliz. Com a ajuda de Julian, Catherine empreende a longa jornada de transformar a sua vida, para poder dar prioridade às pessoas que ama e redescobrir o seu papel de mãe.
«Este é um livro maravilhoso que o vai ajudar a ser uma pessoa mais feliz… e também uma pessoa melhor.»
Richard Carlson

A minha opinião:
Este pequeno livro é realmente extraordinário.
É uma pena que as pessoas riam dos que lêem livros de auto-ajuda e de pensamento positivo, porque não compreendem que é natural e sagaz que cada um de nós possa dispor do seu tempo para cultivar a sua mente, o seu carácter e o seu espírito. Reflectir, organizar ou recordar como viver verdadeiramente . Deveríamos pensar no que saberão as gerações futuras de como vivemos.
Numa linguagem clara, concisa e objectiva, conta-se a história de dois irmãos Catherine e Julian que tiveram uma segunda oportunidade de viver. Julian transmite a Catherine, as cinco chaves de sabedoria que são preciosos ensinamentos. Pensamentos e sugestões inteligentes a assimilar.
Definitivamente um livro que vou adquirir para reler e também para partilhar com os meus filhos.

O Primeiro Dia

Autor:  Marc Levy
Edição: 2010, Julho
Páginas: 268
ISBN: 9789896660628
Editora: Edições Contraponto

Sinopse:
Um objecto misterioso encontrado num vulcão adormecido vai mudar para sempre a vida de Adrian e Keira. Juntos embarcarão numa aventura extraordinária que os levará das margens do lago Turkana, no coração de África, até às montanhas da China, em busca da resposta a uma das perguntas ancestrais da humanidade: como começou a vida na Terra?
Keira é uma arqueóloga ambiciosa e cheia de paixão que está a dirigir a sua primeira escavação no vale do Omo, na Etiópia. Quando uma tempestade de areia destrói a escavação, ela não tem outra hipótese senão abandonar a expedição e regressar a Paris. Traz consigo uma jóia estranha que lhe foi oferecida por um órfão etíope…

Adrian é um astrofísico de sucesso que está de licença sabática a fazer investigação num observatório remoto, no planalto de Atacama, no Chile. Contudo, incapaz de lidar com o ar rarefeito da altitude montanhosa, é obrigado a regressar a Londres.
Enquanto competem por uma bolsa prestigiosa em Londres, os caminhos de Keira e Adrian cruzam-se. Acidentalmente, Keira deixa a sua jóia com Adrian, fazendo despertar a sua curiosidade científica. Adrian começa a investigar as origens desta enigmática jóia, e rapidamente se apercebem de que há misteriosas personagens atrás do precioso objecto…

A minha opinião:
Um romance prodigioso, criativo, irreverente e muito divertido, que ainda assim nos faz pensar em coisas muito sérias, como é apanágio de Marc Levy.
Uma misteriosa e arrebatadora epopeia contada em pequenas capítulos com nomes de cidades (onde se desenrola a acção), acompanhando as sucessivas aventuras entre as duas personagens principais, que, quando se reúnem, colocam os seus conhecimentos e capacidades num perigoso desafio que um velho professor e espião lhes orienta, para desvendar a origem da Humanidade e saber mais sobre o Universo.
Subjacente a tudo isto, existe uma história de amor que remontava ao passado e que une Adrian e Keira.

Doces Tormentas

Autor:  Rui Vilhena
Edição: 2010, Maio
Páginas: 224
ISBN: 9789896262228
Editora: Esfera dos Livros

Sinopse:
Paulo é casado com Sílvia, que é amante de Carlos, que é marido de Marta, que tem um caso com Ricardo, que vive com Henrique, que está a sair com Paulo. Confuso? As grandes histórias de amor são assim: complicadas.
O autor Rui Vilhena, guionista das novelas mais vistas da televisão portuguesa, traz-nos uma comédia romântica apaixonante que nos leva aos meandros do misterioso mundo das relações e dos afectos, onde o tempo pode ser o maior inimigo do amor, mas, por ironia, é também capaz de despertar uma paixão adormecida.
Porque nada é o que aparenta, porque nada pode ser tomado como certo, porque no que toca aos sentimentos as surpresas estão em cada esquina, prepare-se para um romance surpreendente e divertido.
Uma coisa é certa, quando estes três casais amigos se sentaram à mesa do pequeno-almoço, estavam longe de imaginar que aquele não teria um final doce. E que, na ementa, entre doce de laranja e croissants, não faltava uma tentadora mousse de chocolate.

A minha opinião:
Como se de um guião se tratasse, esta deliciosa comédia romântica é sobre a difícil e complexa vida a dois. Três casais amigos mantêm uma proximidade que complica e tumultua ainda mais a vida de cada um e sua relação afectiva.
Uma divertida sátira às amizades, às relações desgastadas e ao desamor que, por comodismo, hábito ou equívoco, mantemos ao longo de anos.
Observações pertinentes, diálogos de surdos e de manipuladores e pensamentos profundos é o que esperamos e encontramos neste livro.
Uma óptima leitura de Verão.

Sete Dias para a Eternidade

Autor:  Marc Levy
Edição: 2010
Páginas: 224
ISBN: 9789896660482
Editora: Contraponto

Sinopse:
Deus e Lúcifer num braço-de-ferro final.
O mais angélico dos anjos e o mais demoníaco dos demónios são postos em cena para o derradeiro desafio.
Em apenas sete dias, joga-se o destino da humanidade.
Mas nem Deus nem Lúcifer poderiam prever o que resultaria de um encontro entre o anjo e o demónio...

A minha opinião:
Um conto bem pensado e melhor contado.
Compreendi porque Marc Levy é o autor francês mais lido e com tantas traduções. O talento não se questiona.
Um romance vertiginoso, porque, quando comecei a ler, não consegui mais parar e mantive um sorriso no rosto.
As personagens tão bem retratadas que senti como se fossem próximas, numa cidade que adoro - San Francisco. Uma batalha entre o bem e o mal que, apesar dos divertidos e irónicos diálogos, perturbaram-me com a intensidade de sentimentos que estavam subjacentes na descrição de situações difíceis.
Imperdível para retomar o gosto pela leitura e relaxar em férias.
Vou procurar ler outros livros deste autor.

Helena de Tróia - Vol II

Autor:  Margaret George
Edição: 2010, Junho
Páginas: 352
ISBN: 9789898032812
Editora: Chá das Cinco

Sinopse:
Filha de um deus, mulher de um rei, prémio da guerra mais sangrenta da Antiguidade, Helena de Tróia inspira artistas há milénios. E Margaret George dá nova vida ao grande conto homérico pondo Helena a narrar a própria história.

Através dos seus olhos e da sua voz, vivemos a descoberta da jovem Helena sobre a sua origem divina e beleza avassaladora. Pouco mais do que uma menina, Helena casa-se com Menelau, rei de Esparta, e dá-lhe uma filha. Aos vinte anos de idade, a mulher mais bela do mundo estava resignada com um casamento desapaixonado — até encontrar o atraente príncipe troiano, Páris. E quando os apaixonados fogem para Tróia, guerra, assassínio e tragédia tornam-se inevitáveis.
Em Helena de Tróia, Margaret George capturou uma lenda intemporal num conto hipnotizante acerca de uma mulher cuja vida estava destinada a criar conflito… e a destruir civilizações.

A minha opinião:
Todos sabemos o que acontece a Helena e Páris depois de fugirem, mas pensei que o II volume de esta lenda intemporal sobre um grande amor seria uma exaustiva narrativa sobre a Guerra de Tróia. Contudo, estava errada, porque o II volume superou o I e li maravilhada uma história rica e mágica, sobre temas universais como a busca de amor, o amor proibido, a ganância, a falta de escrúpulos e limites para a maldade e a violência, do ponto de vista feminino, o de Helena. A natureza humana no seu melhor e no seu pior.
As personagens bem caracterizadas são admiradas e repudiadas, porque são muito reais, tanto as divinas como as humanas. Os heróis fazem parte do nosso imaginário, com uma coragem e dignidade que muito desejamos encontrar, bem como a presença divina com a sua orientação ou participação na nossa existência.
Um livro maravilhoso que possivelmente é o melhor romance deste Verão.

Helena de Tróia - Volume I de II

Autor:  Margaret George
Edição: 2010, Abril
Páginas: 368
ISBN: 9789898032768
Editora: Chá das Cinco

Sinopse:
Filha de um deus, mulher de um rei, prémio da guerra mais sangrenta da Antiguidade, Helena de Tróia inspira artistas há milénios. E Margaret George dá nova vida ao grande conto homérico, pondo Helena a narrar a própria história. Através dos seus olhos e da sua voz, vivemos a descoberta da jovem Helena sobre a sua origem divina e beleza avassaladora. Pouco mais do que uma menina, Helena casa-se com Menelau, rei de Esparta, e dá-lhe uma filha. Aos vinte anos de idade, a mulher mais bela do mundo estava resignada com um casamento desapaixonado - até encontrar o atraente príncipe troiano, Páris. E quando os apaixonados fogem para Tróia, guerra, assassínio e tragédia tornam-se inevitáveis. Em Helena de Tróia, Margaret George capturou uma lenda intemporal num conto hipnotizante acerca de uma mulher cuja vida estava destinada a criar conflito... e a destruir civilizações.

A minha opinião:
Tomei o gosto pela leitura, quando, há vários anos atrás, uma amiga insistiu que eu lesse um livro - Presságio de Fogo de Marion Zimmer Bradley. Neste livro, também acontecia uma recriação da mítica história de Homero, recontada do ponto de vista feminino da bela e atormentada princesa troiana Cassandra.
Esta narrativa também é conduzida por uma bela, corajosa e decidida mulher - a própria Helena. Desde a sua infância marcada pela profecia e ascendência divina, até à desapaixonada escolha de marido, passando pelo seu apelo à deusa Afrodite, que, quando aceite, determina o encontro e a fuga com Páris.
Articulando história e mitologia grega, esta narrativa tem fascinantes personagens que se relacionam credivelmente num tempo em que profecias e presságios influenciavam e determinavam destinos.
Deuses e humanos convivem e são uma constante neste conto intemporal sobre a mais bela mulher do mundo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Livraria

Autor:  Penelope Fitzgerald
Edição: 2011, Setembro
Páginas: 174
ISBN: 9789898452603
Editora: Clube do Autor

Sinopse:
Inglaterra, 1959. Florence Green vive na pequena vila costeira de Hardborough, longe de tudo, e que se caracteriza precisamente por aquilo que não tem. Florence decide então, contra tudo e todos, abrir a primeira e única livraria da terra. Florence compra um edifício abandonada há anos, gasto pela humidade e com o seu próprio fantasma.
Como se não bastasse o mau estado da casa, ela terá de enfrentar as pessoas da vila que, de um modo cortês, mas inabalável, lhe demonstram a sua insatisfação com a existência da primeira livraria local. Só a sua ajudante, uma menina de dez anos, não deseja sabotar o seu negócio. Quando alguém sugere que coloque à venda a primeira edição de Lolita de Nabokov, a vila sofre um «terramoto» subtil, mas devastador. E finalmente, Florence começa a suspeitar da verdade: uma terra sem uma livraria é, muito possivelmente, uma terra que não merece qualquer livraria. A Livraria é uma obra-prima acerca do mundo dos livros, dos sonhos e das vicissitudes da vida, sob a forma de uma história envolvente e original.

A minha opinião:
Para mim este livro foi perturbadoramente inesperado. Não resisti a uma bonita e elegante capa acompanhada de uma sinopse intrigante com umas excelentes críticas, e embrenhei-me ansiosa na leitura.

Mas, o que se me deparou neste consistente livro foi uma muito bem caracterizada vila costeira e os seus habitantes numa narrativa nua e crua, sem apelo a sentimentalismos. Habituada que estou a personagens afáveis, ternas, solidárias e que criam empatia no leitor, não fiquei muito agradada no inicio. Nem mesmo com a corajosa, aliás sobrevivente viúva Florence Green que se decidiu a abrir a livraria porque

“Um bom livro é o precioso sangue vital de um espírito mestre, embalsamado e entesourado de propósito para uma vida para lá da vida, e como tal deverá seguramente ser um bem de primeira necessidade”.

Entretanto a personagem principal e o misterioso Mr. Brundish inquietaram-me e encantaram-me com a lucidez, integridade e a força das suas personagens no desenrolar dos acontecimentos, por oposição a toda uma vila que se subordinou aos caprichos de uma poderosa personagem.

Um livro que certamente não deixará ninguém indiferente porque “compreender torna a mente indolente”.

Amor em Lume Brando

Autor:  Anna Casanovas
Edição: 2010, Fevereiro
Páginas: 304
ISBN: 9789896281588
Editora: QuidNovi

Sinopse:
Guillermo, um reputado consultor financeiro, está farto de aviões, hotéis e diferenças horárias. Quer fazer mudanças drásticas na sua vida para se poder dedicar mais aos amigos e talvez até ao amor; mas de momento vê-se obrigado a passar uma temporada em Nova Iorque por causa da carreira. Emma sacrificou demasiados sonhos para se tornar uma boa médica, mas agora sente que chegou o momento de os concretizar, pelo que decide abandonar o hospital onde trabalha e matricular- se na escola de cozinha mais prestigiada de Nova Iorque.

Ambos se encontram no avião e, apesar de algumas embirrações iniciais, partilham uma história de amor inesquecível. Mas há segredos e receios que acabam por minar a relação e Guillermo regressa a Barcelona para começar sozinho a sua nova vida. Conseguirá o tempo unir o que o medo separou?

A minha opinião:
Um romance tão envolvente e verosímil que me fez abstrair de tudo e perder a noção do tempo. Perfeito para ler numa viagem de avião. De preferência, uma viagem não tão desconfortável como a que juntou as personagens Emma e Guillermo - ele, em mais uma deslocação de trabalho e ela, em conflito existencial depois da morte de um paciente que a marcou. Determinado, ele decidiu conquistá-la e ela resistiu e procurou manter as distâncias e os objectivos da lista.
No fim, apenas o medo de investir na relação e confiar um no outro os impedia.
Recordou-me os livros com continuação de Nora Roberts. O primeiro começou com a irmã Ágata e Gabriel este, e certamente que haverá outro com a história de Helena e Antony.
Romances que nos fazem sonhar.
 

Errar é Divino

Autor:  Marie Phillips
Edição: 2009
Páginas: 284
ISBN: 9789722342513
Editora: Editorial Presença

Sinopse:
Se os deuses são imortais, onde será que vivem e o que será que fazem em pleno século XXI? A resposta poderá surpreendê-lo. Sim, os deuses do Olimpo estão vivos, mas, como os seus poderes já não são o que eram porque já ninguém os venera, o seu dia-a-dia é muito pouco agitado. Um dia, porém, uma seta disparada por Eros vai instalar o caos entre deuses e meros mortais, com consequências hilariantes. Errar É Divino é um romance encantador e inteligente que lhe proporcionará inúmeros momentos de boa disposição.

A minha opinião:
Apreciei a capacidade criativa da autora para usar a mitologia grega e criar uma divertida e mirabolante história, em que os deuses desacreditados ficam com limitados poderes, vivem inseridos entre os humanos e muita coisa acontece.
Foi como que se estivesse a ler um livro de banda desenhada, sem os quadradinhos da BD, mas com fantásticas personagens de deuses e tolos mortais - Alice e Neil.
Este livrinho serviu-me para desanuviar a mente e preparar-me para outras leituras.



Cartas para Claudia

Autor:  Jorge Bucay
Edição: 2010
Páginas: 232
ISBN: 9789727119615
Editora: Pergaminho

Sinopse:
Lições de vida, de amor e de descoberta

Este livro é composto pelos escritos que, durante mais de três anos de trabalho terapêutico, Jorge Bucay dedicou aos seus pacientes. Trata-se de uma correspondência imaginária entre o autor e Cláudia, uma amiga muito querida que se torna destinatária de importantes lições de vida. Cada carta levanta questões e lança um desafio à reflexão: seremos verdadeiramente donos do nosso destino? Até que ponto somos determinados pelas circunstâncias? Será possível conhecermo-nos a nós mesmos, ou apenas às diversas máscaras que usamos? Que estratégias usamos para nos definirmos a nós próprios? Qual o verdadeiro sentido da liberdade? A felicidade estará ao nosso alcance? Como poderemos delinear e aceitar as nossas limitações? Num estilo convidativo, informal, por vezes divertido, por vezes quase cruel, Jorge Bucay inicia em Cartas Para Cláudia uma correspondência com todos os leitores, incentivando-os ao autoconhecimento e à busca da felicidade.

A minha opinião:
Li do mesmo autor, o "Conta comigo" e encantei-me com os contos. Assim, não podia deixar de ler este "Cartas para Claudia" fictícia amiga que muito admira e estima, e com quem partilha pensamentos, ideias e conceitos com uma clareza e inteligência que nos permitem aprender, reaprender e divagar sobre valores e vivências importantes da vida. Esta Cláudia é qualquer leitor que se envolva na leitura e pare para reflectir sobre o que lê.
Um pequeno livro que recomendo.


Um Violino na Noite

Autor:  Jojo Moyes
Edição: 2010, Abril
Páginas: 416
ISBN: 9789720045423
Editora: Porto Editora

Sinopse:
Isabel Delancey, uma mulher frágil e ainda jovem, alheada das vicissitudes do dia-a-dia, vivia para a música: era violinista numa orquestra sinfónica. O que a prendia à realidade era o amor que sentia por Laurent, o seu marido. Quando este morre num brutal acidente, Isabel vê-se obrigada a confrontar-se com a terrível situação financeira em que o marido deixou a família e a assumir o papel de mãe que sempre tinha sido desempenhado por uma ama.
A Casa Espanhola, uma propriedade que herda inesperadamente, sendo uma fonte inesgotável de problemas, vai ser ao mesmo tempo um desafio à sua coragem e determinação, transformando Isabel numa mulher madura. Ali, vai encontrar uma solidariedade inesperada, um rancor visceral e o amor.

A minha opinião:
Com este livro, ficamos próximos das personagens e lidamos com as suas dificuldades, e a leitura não pára até chegarmos ao epílogo. Começamos por perceber o sacrifício de Laura McCarthy por ambição de uma casa decrépita. Não se trata de uma casa qualquer, mas a Casa Espanhola, uma propriedade aprazível e privilegiada. De seguida, compreendemos a fatalidade de Isabel que, em determinado momento, me irritou um pouco. Uma mulher-menina que viveu dedicada à sua música. Um talento incrível como 1ª violonista e uma nulidade como mãe e mulher em todos os aspectos práticos do dia-a-dia. Assim, foi ludibriada e manipulada grosseiramente por Matt McCarthy que era obcecado pela casa, quando se ofereceu para as obras de recuperação.
O recatado Byron conquista-nos com a sua força e ternura silenciosa.
Percebemos o peso da comunidade e como cada um pode afectar um todo.
Mas, em toda a trama, compreendemos que, com esforço e determinação, tudo se pode superar pelo bem-estar da família, recomeçar a viver.