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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Voar no Quarto Escuro



A minha opinião:
Não fiquei surpreendida com a escrita apurada deste romance da Márcia mas fui apanhada pela intensidade dos sentimentos descritos. Não o li de imediato porque não me sentia preparada para a violência do que sabia capaz de exibir quando poucos o conseguem. É preciso coragem para enfrentar o que se oculta mal em muitos lares ou o que se calca no coração porque há o que proteger. Não é uma temática fácil mas presente e bem real, se estivermos atentos ao que se passa em nosso redor.

Acutilante e perverso este romance. Sentimentos e emoções fortes no sentir de várias mulheres com ligações entre si. Um mundo de pensamentos que voam no quarto escuro da mente de cada uma e fazem eco no leitor.  Solidão, culpa e amor num romance que li avidamente em poucas horas. 
Parabéns Márcia. Gostei muito. 

Autor: Márcia Balsas
Páginas: 196
Editora: Minotauro
ISBN: 9789898866646
Edição: 2019/ Agosto

Sinopse:
«Sou eu a minha prisão, agora. Até acordar cercada por grades, algures.»

Eduarda apenas sonhara em refazer a sua vida após a morte do marido, que a deixou sozinha no mundo com uma filha adolescente. Não desconfiou que essa nova casa, com um novo companheiro, a conduziria a uma vida de violência, destinada ao esquecimento. Anos de submissão encaminham-na para uma noite de tempestade.

Este é o momento em que as paisagens tão dissonantes da vida de seis mulheres se entrelaçam de uma forma inegável, numa demanda pelo significado da vida. Mães, filhas, amigas, amantes, casas devastadas pela dúvida e pela loucura - todas obrigadas a enfrentar o medo de voar no quarto escuro.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Nove Perfeitos Desconhecidos


A minha opinião:
O que me passou pela cabeça quando vi o título deste livro é que seria um quebra cabeças com nove personagens reclusas numa casa para um concurso televisivo. Estava parcialmente equivocada porque estão juntas num retiro terapêutico. Não procuram lucrar mas antes recuperar. Todos têm algo a contar. E todos têm voz que usam à vez. 

Na verdade, não são nove mas onze personagens. As histórias pessoais de cada um determinam o seu comportamento e ao longo da narrativa vamos sendo surpreendidos. Algumas revelações são difíceis de processar. E o final é brilhante. 

E mais não conto... mas continuo a admirar os enredos puzzle e as personagens incriveis que Liane consegue criar. 

A não perder!

Autor: Liane Moriarty
Páginas: 496
Editora: Edições Asa
ISBN: 9789892345888
Edição: 2019/ Agosto

Sinopse:
Se alguém lhe garantisse uma transformação total em apenas 10 dias, você aceitava?
Nove pessoas aceitam. Os seus motivos são diferentes mas todas embarcam num retiro de luxo. Esperam massagens, meditação e dieta detox. Estão longe de imaginar o desafio que têm pela frente.

Frances Welty é uma escritora bestseller em plena crise de inspiração (entre outras). Quer recuperar a alegria de viver.
Ben e Jessica ganharam 22 milhões de dólares na lotaria. Já não lutam para esticar o dinheiro até ao fim do mês mas passaram a lutar um com o outro. Querem salvar a sua relação.
Napoleon, Heather e Zoe sofreram uma tragédia familiar. Querem perdoar-se a si mesmos e reencontrar a paz (possível).
Tony é um ex-jogador de futebol que perdeu aquilo que mais amava.
Carmel é uma mãe (exausta) de quatro filhos que foi trocada por uma mulher mais nova.
Lars é um advogado gay que se debate com um dilema impossível…

Será que estas nove pessoas vão encontrar a solução para os seus problemas?
Ou será melhor fugirem enquanto podem?

É que Masha, a diretora do retiro, tem para os seus clientes um plano que nenhum deles conhece… 

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

A Agenda Vermelha



A minha opinião:
Simples. A agenda vermelha. Passa despercebido. O que é uma pena porque é um livro encantador. Doris escreveu para reunir as suas memórias, criar uma panorâmica geral da sua vida, o que faz deste romance uma espécie de diário. E é bom viajar  no tempo à boleia de uma grande senhora e conhecer a sua vida e o mundo pelos seus olhos. Doris fez o suficiente. 

A velhice e a solidão. Acho que nos esquecemos de reflectir sobre isso até nos tocar próximo e na relação de Doris com a sobrinha-neta, bem como com as cuidadoras e enfermeiras temos noção da importância do carinho e do respeito. Um romance que nos liga à vida. Um romance que nos faz reavaliar o que e quem nos rodeia. 

Continuo a ler romances nórdicos mas de géneros e estilos muito diferentes. Escrevem bem e conseguem ser arrojados e criativos. Este romance de estreia não é um romance cor-de-rosa. Não há finais felizes, ainda assim tem um final surpreendente e apaziguador. Gostei muito. 

Autor: Sofia Lundberg
Páginas: 320
Editora: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-03228-7
Edição: 2019/ Setembro

Sinopse:
Doris pode ter noventa e seis anos e morar sozinha em Estocolmo, mas tal não significa que não continue ligada ao mundo. Todas as semanas, aguarda ansiosamente o telefonema por Skype com Jenny, a sobrinha-neta americana que é, simultaneamente, a sua única parente. As conversas com a jovem mãe levam-na de volta à sua própria juventude e tornam mais suportável a iminência da morte, que Doris sente a rondá-la. De uma forma muitíssimo lúcida, escolhe, de entre as inúmeras memórias que uma vida longa carrega, as que estão relacionadas com aqueles que conheceu e amou e cujo nome inscreveu numa pequena agenda vermelha.

As histórias desse passado colorido – o amor platónico pelo pintor modernista Gösta Adrian-Nilsson; o trabalho como manequim de alta-costura em Paris, na década de 1930; a fuga clandestina num barco que é bombardeado pelos soldados alemães do III Reich, no auge da Segunda Guerra Mundial – recriam uma existência plena que, embora se aproxime do derradeiro final, não está isenta de surpresas: um lembrete agridoce de que, na vida, os finais felizes não são apenas ficção.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

1793

A minha opinião:
Mais um romance nórdico. Desta vez, um thriller histórico. Sombrio e sórdido, representativo do ano 1793, com protagonistas marcados pela guerra e pela doença e ainda assim carismáticos.

A letra miudinha dificulta a leitura. Os nomes são difíceis de fixar. O lado engro da trama também não facilita. Uma narrativa crua e cinematográfica que tanta fascina como perturba.

Um crime horrendo num cenário de terror ou não fosse a existência dos mais fracos e pobres sujeitas às piores barbáries.  Descobrir quem é a vitima e o responsável é o objetivo da policia e dos marcados Cecil Winge e Mikel Cardell, a dupla de protagonistas 

Na segunda e terceira parte dois novos infortunados protagonistas prendem a minha atenção e fico em suspense. Kristofer Bliss e Anna Stina.

Li impressionada a estreia de Niklas com uma escrita forte e segura, num cenário bem construído e com personagens que parecem sobrehumanas se não fossem tão profundamente desenvolvidas. Gostei muito.

Autor: Niklas Natt Och Dag
Páginas: 352
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9789896657925
Edição: 2019/ Julho

Sinopse:
No seu romance de estreia, 1793, Niklas Natt och Dag pinta um retrato convincente do final do século XVIII em Estocolmo. Através dos olhos dos diferentes narradores, o verniz em pó e a pintura da época são retirados para revelar a realidade assustadora, mas fascinante, escondida além dos factos secos dos textos de História.

Com um pé firmemente cravado na tradição literária e outro na literatura de suspense, Natt och Dag cria um género inteiramente novo de thriller histórico sugestivo e realista. Retrata a capacidade de se ser cruel em nome da sobrevivência ou da ganância — mas também a capacidade para o amor, a amizade e o desejo de um mundo melhor.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Mentiras Consentidas - Série Sebastian Bergman

A minha opinião:
Sebastian Bergman é o protagonista, sobejamente conhecido para quem gosta de thrillers policiais e segue esta série que já vai no sexto livro. Não é o único que se destaca porque toda a equipa em interação sobressai para tornar as investigações verdadeiramente empolgantes e carregadas de suspense. 
O interessante é o lado humano de cada um dos membros que carregam a sua própria bagagem emocional e que peso tem. Daí o compromisso de lr por ordem para acompanhar o desenvolvimento das personagens e o estágio em que se encontram. E é tão viciante como uma novela que não conseguimos parar de assistir até conhecer o desfecho. 
Quinhentas e tal páginas de adrenalina e no final ficamos a arfar, impacientes para ler o próximo livro, dado o enredo genial que se antecipa.

Desta vez procuram um violador em série e um assassino quando uma das vitimas morre. Poucos crimes afetavam a sociedade daquela maneira em que aterrorizava metade da população. Desde que se fosse mulher , qualquer uma, podia ser a próxima vitima. Ou não?! 
Muito bom!

Autor: Hjorth e Rosenfeldt
Páginas: 528
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9789896658762
Edição: 2019/ Setembro

Sinopse:
Os dias de Sebastian Bergman na Unidade de Homicídios terminaram e agora passa o tempo a dar palestras e a escrever livros. Após os eventos do caso de "A menina silenciosa", não tem notícias da sua filha Vanja há meses e a única pessoa com quem tem contato esporádico é Úrsula.

Vanja também não está na Unidade: agora trabalha como investigadora criminal em Uppsala. Desde o mês passado, está a investigar uma série de agressões contra mulheres. Quando uma das vítimas morre, a Unidade de Homicídios assumirá o caso e, muito em breve, também Sebastian Bergman.

Reunida, a equipa deve deixar de lado os seus problemas pessoais e conflitos para capturar o violador brutal que continua a assustar Uppsala. Tudo fica complicado quando as pistas indicam que as vítimas não foram selecionadas aleatoriamente. Mas qual é a ligação entre elas?

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Olga

A minha opinião:
Olga. A sua história e a História da Alemanha de boa parte do Sec. XX. A escrita simples, extraordináriamente eficaz define esta mulher forte, arguta, de pensamento livre, tornando-a inesquecível, sem ser nada de especial aos olhos do mundo de hoje. Os homens que amou buscavam a vastidão sem fim.

Contemplativa e muito pobre, cedo ficou orfã. A amizade com Herbert transformou-se num amor profundo e duradouro, com frequentes e longas ausências dele, perseguidos por preconceitos. 

Olga é o retrato de uma geração. Uma vida comum com o fascinio do passado recente. Esperava drama e encontrei amor. Esperava vertigem e encontrei intensidade. Esperava feitos heróicos e econtrei bom senso. Esperava que fosse pouco e é muito. Impactante.

Autor: Bernhard Schlink
Páginas: 272
Editora: Edições Asa
ISBN: 9789892345529
Edição: 2019/ Junho

Sinopse:
Na viragem do século XIX, Olga vive com a avó numa aldeia a leste do império alemão. Órfã e habituada a uma vida dura, tem no inquieto Herbert o seu único companheiro de brincadeiras. Herbert é oriundo de uma família abastada e tem o seu futuro planeado há muito; nele não se inclui uma mulher sem berço e sem meios. No entanto, os dois apaixonam-se e resistem, alimentando a ligação em encontros secretos e desesperados. Até que Herbert decide tomar as rédeas do seu destino num ato de insubordinação que, mais uma vez, não inclui Olga. Vítima da febre expansionista alemã, o jovem decide partir à aventura - primeiro em África e depois numa expedição ao Pólo Norte, da qual não regressará. O tempo passa, mas Olga nunca para de escrever a Herbert, no Ártico, vertendo sobre o papel o seu amor e a sua fúria pelo sacrifício feito em nome da pátria.
Anos mais tarde, Olga conta a sua história. É a história de uma mulher forte, apaixonada e em colisão com os preconceitos do seu tempo.

Com a nostalgia e a mestria que lhe são características, Bernhard Schlink fala-nos da alma alemã e das vicissitudes de um amor interrompido pela ambição de uma nação. E apresenta-nos a Olga, uma figura literária inesquecível.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

A Menina que Roubava Morangos

A minha opinião:
Da Série Chocolate, li un ou outro livro mas é fácil recordar as histórias de Vianne Rocher (que associo a Juliette Binoche do filme Chocolate) e da sua filha de verão - Anouk, bem como interessar-me e muito pela sua filha de inverno - Rosette. A menina que roubava morangos. A menina que herdou o bosque onde os colhia. A menina que não gostava de falar e se manifestava por gestos ou sons de animais. 

Três narradores e uma missiva epistolar como quarto narrador. A magia na arte de preparar o chocolate, o que me deixa as papilas gustativas aos saltos, num romance místico, com muitas metáforas, analogias e hipérboles. 
Maravilhoso até... meio. Depois, cansou-me. A rivalidade com Morgana não tornou a trama mais empolgante e a intriga na pequena vila entrou num impassse até próximo do fim quando fechou com chave de ouro. 

O amor e o temor de perder. A liberdade no apelo do vento.

Autor: Joanne Harris
Páginas: 376
Editora: Edições Asa
ISBN: 9789892345727
Edição: 2009/ Julho

Sinopse:
O coração de Vianne Rocher, a encantadora e inquieta maga do chocolate, parece ter finalmente serenado. A vila de Lansquenet-sous-Tannes, que em tempos a rejeitou, é agora o seu lar. Com a filha mais velha, Anouk, a viver em Paris, Vianne dedica-se por inteiro à chocolaterie e a Rosette, a filha mais nova, a sua menina "especial". A acompanhá-las estão os seus amigos do rio, os extravagantes vizinhos, e o circunspecto padre Reynaud. Mas o vento, quando sopra, traz sempre mudanças… E estas começam com a morte de Narcisse, o temperamental florista. A vila fica em alvoroço pois Narcisse deixa não só uma surpreendente herança a Rosette, mas também uma inesperada confissão.

Nada voltará a ser como dantes. E quando uma loja nova abre onde antes se dispunham as magníficas flores de Narcisse, tudo parece um prenúncio de algo: um confronto, alguma turbulência, ou talvez até… um crime? Conseguirá Vianne impedir que o vento leve tudo o que lhe é mais querido?

Há magia no ar. Há luz e sombra. Vingança e amor. Vinte anos depois da publicação de Chocolate, Joanne Harris regressa à pitoresca vila francesa num romance sobre a força do passado, o poder da memória e a aceitação das marcas que a vida deixa em nós.

sábado, 31 de agosto de 2019

Um Gentleman em Moscovo

A minha opinião:
Insidioso. É o que me apraz dizer sobre este romance. 
Subtilmente, ficamos viciados na inteligente languidez e no charme do Conde Rostov. Em prisão domiciliária, num grande hotel que tinha tomado como lar quatro anos antes, decide aceitar como se nada fosse e envolver-se no ambiente de uma forma única ou não fosse ele um arguto observador e um cavalheiro. 

Escrita elegante, personagens encantadoras e um enredo simples e genial. Poderia se pensar que é uma "seca" mas é o inverso. Uma discreta incursão pela História do Se. XX com um excelente analista do comportamento humano de refinado humor.

Não é preciso esperar pelo frio para nos deliciarmos a lê-lo. A densidade de um dicionário ou de uma Biblia que não se espera ter que deambular com ele. Faz jus à fama que tem. Estou extasiada com este grande romance. Não tenho mais palavras. Simplesmente FAN-TÁS-TI-CO.  

Autor: Amor Towles
Páginas: 544
Editora: Dom Quixote
ISBN: 9789722063869
Edição: 2018/ Fevereiro

Sinopse:
Por causa de um poema, um tribunal bolchevique condena o conde Aleksandr Rostov a prisão domiciliária. Ficará retido, por tempo indeterminado, no sumptuoso Hotel Metropol. A prisão pode ser dourada. Mas é uma prisão.

Estamos em Junho de 1922. Despejado da sua luxuosa suíte, o conde é confinado a um quarto no sótão, iluminado por uma janela do tamanho de um tabuleiro de xadrez. É a partir dali que observa a dramática transformação da Rússia. Vê com tristeza os magníficos salões do hotel, antes animados por bailes de gala, serem agora esmagados pelas pesadas botas dos camaradas proletários. E vê-se obrigado a negociar a sua sobrevivência, num ambiente subitamente hostil.

Aos poucos, porém, o aristocrata descobre aliados no hotel, com quem partilha o seu amor pelo belo - e a defesa de valores morais que nenhuma ideologia poderá vergar. Faz-se amigo do chef, dos porteiros, do barbeiro, do encarregado da garrafeira, e com eles conspira para devolver ao Metropol a sua antiga e majestosa glória. Ao mesmo tempo, toma sob a sua proteção uma menina desamparada, a quem provará que a vida não se resume à luta de classes.

Amor Towles oferece-nos um dos mais requintados (e melancólicos) romances dos últimos anos.
Uma obra épica, habitada por uma galeria de personagens inesquecíveis e servida por uma escrita de uma elegância cada vez mais rara nas letras contemporâneas. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Pessoas Normais


 



A minha opinião:
Quando vi este livrinho pensei que era muito juvenil. Depois li as criticas e mudei de opinião. 

A escrita é diferente, seca e dura, sucinta nos diálogos, sobre uma relação entre dois  jovens que parece perfeita mas é interrompida algumas vezes. A dificuldade de pessoas normais conseguirem ser felizes. A intensidade e perturbação do que sentem não facilita uma leitura distraída ou distanciada, o que é uma surpresa. Muito bom mas não sei se será do agrado de todos os leitores. 

Um romance que nos dá que pensar. Aliás... é tão avassalador que tive que intervalar a leitura para recuperar a razão. A crueldade que se esconde em vidas perfeitamente normais. A ânsia de poder e o desejo de ser amado. O impacto dos outros no quotidiano. A vida como ela é. Realmente, este livro é soberbo.

Autor: Sally Rooney
Páginas: 248
Editora: Relógio D'Água
ISBN: 9789896419363
Edição: 2019/ Julho

Sinopse:
Prémio Costa para Melhor Romance 2018
Livro do Ano Waterstones
Nomeado para: Man Booker Prize 2018, Women’s Prize for Fiction 2019 e Dylan Thomas Prize 2019

Connell e Marianne cresceram na mesma pequena cidade da Irlanda, mas as semelhanças acabam aqui. Na escola, Connell é popular e bem-visto por todos, enquanto Marianne é uma solitária que aprendeu com dolorosas experiências a manter-se à margem dos colegas. Quando têm uma animada conversa na cozinha de Marianne — difícil, mas eletrizante —, as suas vidas começam a mudar.

Pessoas Normais é uma história de fascínio, amizade e amor mútuos, que acompanha a vida de um casal que tenta separar-se mas que acaba por entender que não o consegue fazer. Mostra-nos como é complicado mudar o que somos. E, com uma sensibilidade espantosa, revela-nos o modo como aprendemos sobre sexo e poder, desejo de magoar e ser magoado, de amar e ser amado.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Rebecca

A minha opinião:
Ouvi falar deste livro. Uma referência. Inclusive em romances que li em que este livro era nomeado. 

Acho que o deixei "a marinar" na estante tanto tempo porque o considerava do tipo Lolita (associação do título com nome próprio), amargo e controverso. 

Começa com memórias de Manderley, uma casa de sonho num lugar paradisíaco e um ambiente inquietante. A narradora (sem nome), jovem,  recatada e silenciosa conhece Mr. Winter, um homem rico e viúvo. Um homem atormentado por quem se apaixona. 

E depois... tudo gira à volta de Rebecca, apesar desta já ter desaparecido e da sua Manderley. Poderia ser enfadonho mas as descrições são tão belas e vibrantes que nos sentimos lá, incomodadas com aquela presença que parece uma partida mental que não se consegue decifrar. E temos Mrs. Danvers. Que personagem fantástica!

Requintado e enigmático, é realmente um romance que não se consegue pousar. A escrita precisa e a narrativa empolgante fazem deste uma ambiciosa e viciante leitura. A reviravolta final é brilhante e mais não posso contar.

Autor: Daphne Du Maurier
Páginas: 209
Editora: Presença
ISBN: 9789722341035
Edição: 2009/ Março

Sinopse:
Escrito em 1938, Rebecca é uma obra de fôlego, diversas vezes adaptada ao cinema. Porém, só em 1941, numa versão de Alfred Hitchcock, o filme ganharia protagonismo, chegando mesmo a vencer dois Óscares estando nomeado para nove categorias. Rebecca é um clássico onde os sentimentos adquirem um lugar de destaque. Sentimentos no feminino, já que se trata da história de duas mulheres que se envolvem com o mesmo homem, apenas com uma particularidade: Rebecca está morta. E é o fantasma, embora nunca visível, do seu passado que assombra a nova mulher, agora casada com o nobre britânico e apaixonado de Rebecca. A intriga é assombrosa e ao mesmo tempo envolvente deixando sempre a sensação de que Rebecca é omnipresente. E é com esta imagem antiga que a nova mulher do viúvo Maxim de Winter terá de enfrentar todos os que amavam Rebecca e que a encaram como alguém que veio para lhe roubar o lugar. Rebecca é o romance que celebrizou Daphne du Maurier e que conheceu 28 reedições em quatro anos só na Grã-Bretanha.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Nas Águas Mais Calmas / Série Sandhamn - Livro 1

A minha opinião:
Ui! Não é apenas um romance policial. É o primeiro de uma série. E da breve pesquisa que fiz há mais seis romances com os protagonistas Thomas Andreassoon e Nora Linde. A série Sandhamn.

Um, dois, três mortos que estão relacionados sem motivo aparente. A policia à nora. Um romance simples e bem contado que se torna verossímel. Não é um romance trepidante mas a empatia com os protagonistas faz a diferença. Os seus problemas humaniza-os. E Sandhamn, a ilha, onde tudo se passa; que a autora adora e o leitor também começa a gostar. 

Não fui surpreendida com o final. Já o tinha imaginado. Leitora convicta dá nisto. Ainda assim, foi bom de ler até o confirmar. Acho que vou continuar, se os próximos livros da série sairem. Quero saber o que a Nora vai decidir e torço por um final roamântico... com ele.

Autor: Viveca Sten
Páginas: 440
Editora: Planeta
ISBN: 9789897772429
Edição: 2019/ Julho

Sinopse:
O verdadeiro perigo está muito mais perto do que imagina.

Um excelente mistério. O novo fenómeno do policial sueco chega a Portugal. Numa manhã quente de Julho, na idílica ilha de Sandhamn, na Suécia, um homem passeia com o cão e faz uma descoberta horrível: um corpo, emaranhado numa rede de pesca, deu à costa. Uma das autoras suecas mais populares e com mais êxito da actualidade. A série Sandhamn já vendeu mais de 4,5 milhões de exemplares em todo o mundo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

A Mulher que Correu Atrás do Vento

A minha opinião:
Finalmente li um livro de João Tordo.
Não sei ao certo ou se existe um porquê, mas nunca antes me senti tentada a ler os romances deste autor. A minha absurda anterior aversão por autores portugueses, de quando em quando, impõe-se. Lúgubre, era o que imaginava. No meu grupo de amigos o afecto não é consensual e talvez tenha sido essa a percepção que me ficou.

Não é um livro que nos conquiste de imediato. A escrita requintada não é fluída, dada a complexidade das personagens femininas que se procura compreender. 
A Lia encantou-me com a sua força dissimulada de fraqueza e fiquei agarrada. Lisbeth, uma mulher desfasada do seu tempo, depois do desconforto inícial também me seduziu. Não esperava o desconforto final. 
A estranheza e a curiosidade levaram a melhor na ligação entre as partes distintas de uma narrativa longa e algo confusa, se não for lida com alguma atenção.

"Nada é verdade, respondeu ele. E, contudo, o que se aprende ao escrever é que tudo é verdadeiro, mesmo quando mentimos." (pag.205)

Fantástica definição de um romance. 

O abandono, a solidão, a vergonha e a culpa que cercam estas mulheres, ligadas por um romance no final do sec. XIX. Trágico e muito bom.

Autor: João Tordo
Páginas: 504
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9789896657604
Edição: 2019/ Março

Sinopse:
1892, Baviera. Lisbeth Lorentz, uma professora de piano, apaixona-se por um aluno de 13 anos que sofre de autismo. Ao descobrir que ele é um prodígio, instiga-o a compor um concerto durante as aulas e, um dia, sem explicação, fá-lo desaparecer.

1991, Lisboa. Beatriz, uma estudante universitária —que sonha com o toque das mãos da mãe falecida —envolve-se com o autor d’A História do Silêncio, um romance sobre Lisbeth Lorentz. Ao mesmo tempo, enquanto voluntária num abrigo para mendigos, Beatriz conhece Lia, uma jovem adolescente com um passado incógnito e um presente destruído.

1973, Londres. Graça Boyard, portuguesa, dá à luz a primeira e única filha. Fugida de Lisboa durante as cheias de 1967, para escapar à tirania do pai e à mordaça da ditadura, regressa à capital após a Revolução, tornando-se uma actriz de renome —e abandonando a filha ainda criança.

2015, Lisboa. No consultório de uma terapeuta, Lia Boyard desfia a sua história, dos anos de mendicidade ao momento em que decide procurar a mãe. É aqui que começam a unir-se as pontas de um romance a várias vozes: a história de quatro mulheres - Lisbeth, Graça, Beatriz e Lia - que atravessam um século de História e diferentes geografias, unidas por uma força que transcende a própria vida.

Um livro sobre o poder do amor e o vazio da perda, sobre a amizade que nasce das circunstâncias mais improváveis e o terrível poder da confissão. E, quase no final, uma revelação chocante, a reviravolta que faz deste romance de João Tordo uma narrativa magnética.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Turbulência

A minha opinião:
Não esperava que este livro fosse tão fino.
O toque aveludado da capa (e das páginas), característica da Elsinore, é um luxo e um prazer num livro de capa dura que, não larguei desde que o comprei. Infelizmente, como referi antes, numa muito breve leitura. 

Turbulência não é apenas o que se sente numa viagem de avião. Turbulência é o que se passa num intímo de cada uma das doze personagens em demanda de um ponto a outro do planeta para reencontrar familiares ou atingir objectivos. As ligções que se estabelecem e as vidas que se tocam em etapas que não se escolhem. A viragem em que se confrontam com a solidão e a dor da perda. 

Capítulos com siglas do ponto de partida e destino para cada uma das desabrigadas histórias de vida, com a citação de Kennedy como pano de fundo "... em última análise, o mais básico laço que nos liga é que todos habitamos este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. Todos estimamos o futuro dos nossos filhos. E todos somos mortais."

Autor: David Szalay
Páginas: 128
Editora: Elsinore
ISBN: 9789897079887
Edição: 2019/ Junho

Sinopse:
Depois de um momento de turbulência, uma mulher mete conversa com o homem que se senta a seu lado no avião, revelando-lhe a sua intimidade. Ao chegar a casa, após outro voo, esse homem recebe notícias trágicas que implicam profundamente a vida de outra pessoa, um piloto de aviões, o qual, transtornado, acaba por procurar conforto nos braços de uma jornalista que conhece essa mesma noite, e cuja vida também se transformará antes de conseguir seguir para o aeroporto e terminar uma reportagem que, por sua vez, terá consequências no destino de outras pessoas.

De Londres a Madrid, de Dakar a São Paulo, de Toronto a Deli, em viagem para reencontrar amantes, irmãos afastados, parentes idosos ou ninguém, as histórias dos doze desconhecidos que compõem Turbulência são o retrato de um mundo global, e uma exploração corajosa e delicada dos efeitos que o nosso percurso, aparentemente tão pessoal, tem na vida dos outros - por vezes, de modo devastador.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Os Armários Vazios

A minha opinião:
Não contava gostar tanto deste livrinho. A escrita sublime não me bastava. A narrativa breve supunha antiga ou ultrapassada. A sugestão de uma boa amiga foi portanto acolhida com ceticismo.

Dora Rosário ganhou vida nas primeiras páginas, embora como personagem não esbanjasse energia. Orgulhosa e desencantada viúva que se tinha anulado durante o casamento com um homem sem ambição que tardiamente conheceu.

A sogra Ana e a tia jùlia, duas mulheres sós e vazias. Sonhadoras. 

Manuela, a misteriosa narradora a quem queriam ser leais e sobrou nesta história.

E, por fim, Lisa, a jovem de dezassete anos, filha de Dora e neta de Ana, num lar sem figuras masculinas, que sabia muito bem o que queria. 

Romance brilhante de escrita acutilante que deixa a alma a nu. Intemporal como é a natureza do ser humano. Uma história bestial. Quase real e sem final feliz. O mundo é dos espertos. No caso, das espertas.

Autor: Maria Judite de Carvalho
Páginas: 152
Editora: Ulisseia
ISBN: 9789725686713
Edição: 2011/ Abril

Sinopse:
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para a Formação de Adultos, como sugestão de leitura.

O grande romance de Maria Judite de Carvalho, obra central da literatura portuguesa da renovação de meados do século XX, volta aos temas de preferência da autora: a solidão da mulher na cidade. A vida moderna que prende as personagens de Maria Judite de Carvalho ao inferno de viverem sós no meio da multidão
.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Uma Estrela na Noite

A minha opinião:
No âmbito do projecto da Dora e "Covinhas" (gosto muito desta alcunha ternurenta) leio Kristin Hannah. Não sei se irei conseguir ler todos os que sugerem, mas por ora estou a gostar.

Aviso: Este romance é comovente. 
O que não surpreende se considerarmos que é a continuação do "As inseparáveis" sobre a amizade de Tully e Kate, até que Kate morre de cancro. 
Refazer é devastador e Kristin oube captar bem muitos dos sentimentos envolvidos e é por aí que o livro começa. Afinal, trata-se do luto. 

Não é necesário ler o livro anterior para saber os incidentes principais do que aconteceu entre elas. A resenha foi bem feita e o destaque é entregue a cada uma das personagens na sua dor. 

Custou mas chegou a redenção que eu ansiava ler. Dorothy, a mãe de Tully é a revelação (faltava desvendar o enigma da sua vida).

Afinal, o que importa é o amor, a familia, risos... e memórias. 

Autor: Kristin Hannah
Páginas: 400
Editora: Bertrand
ISBN: 9789722538060
Edição: 2019/ Julho

Sinopse:
Tully Hart e Kate Mularkey eram amigas inseparáveis. Agora, anos mais tarde, Tully tenta lidar com a perda da sua melhor amiga e cumprir a promessa que lhe fez de apoiar os seus filhos - mas Tully desconhece o que é ser mãe, ter uma família e preocupar-se com os outros. Marah Ryan, a filha de Kate, anda tão perdida na sua dor como Tully. Dorothy Hart, a mãe de Tully, é uma mulher instável que abandonou a filha muitas vezes no passado, mas reaparece desesperada por uma oportunidade de ser boa mãe.

Uma tragédia irá unir estas três mulheres e colocá-las num momento da vida poderoso e de redenção. Todas elas estão desnorteadas e vão precisar umas das outras - e talvez de um milagre - para transformar as suas vidas... 

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Entre Nós

A minha opinião:
Neste romance comecei por gostar da escrita suave e ritmada que embalava. E de Caleb. Um homem do campo. Um agricultor. Um amish. Os amish são pessoas de longos silêncios que não questionam as tradições e fazem as coisas á sua maneira.

Quando pensava neste povo apenas me ocorria as carroças puxadas por cavalos e as toucas. Fiquei empolgada com a perspectiva de saber mais sobre os dramas destas pessoas.

Caleb abandonou os seus sonhos pelos sobrinhos e quando Jonah sofre um grave acidente o seu mundo muda e uma nova personagem entra nas suas vidas - Reese. 

A história desenrola-se sem pressas com um cenário que valoriza o enredo, numa narrativa tão absorvente e agradável que conforta, com a comunidade amish em tema de fundo e uma paixão intensa em primeiro plano. Ainda aborda a violência doméstica, a religião e as expetativas e responsabilidades familiares. Uma autora a seguir. Recomendo. 

Nota: A capa é maravilhosa mas nada tem a ver com a história. 

Autor: Susan Wiggs
Páginas: 416
Editora: HARPER COLLINS
ISBN: 9788491394020
Edição: 2019/ Junho

Sinopse:
No coração pacífico das terras dos amish, uma situação de vida ou de morte destrói os alicerces desse mundo tranquilo. A autora número um em vendas do The New York Times, Susan Wiggs, oferece-nos uma história fascinante que desafiará as nossas crenças mais profundas.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Um Fio de Sangue

A minha opinião:
Num fim de tarde de praia li este pequeno livro. Elegante. Fácil de manusear. Um miminho, que muito grata fico a Ann Yeti. Adorei. Não do final que, apesar de bem conseguido não era o que desejava. Sou uma romântica. Talvez, por isso, não o vá esquecer.

Admiro sempre quem consegue escrever um bom livro que me apraz ler.

Uma história de amor possível contada pelos dois protagonistas. Obstáculos que gradualmente derrubaram numa afinidade indiscutível.

O início prendeu-me logo e as personagens numa relação que evoluiu não me deixaram pousar o livro até o terminar. Sem pontas soltas. Escrita concisa e ritmada para uma leitura compulsiva. Fico na expectativa do próximo livro.


Autor: Ann Yeti
Páginas: 118
Editora: Emporium Editora
ISBN:  9789898955241
Edição: 2019/ Dezembro

Sinopse:
Ela tem uma paixão secreta. Ele, um trauma profundo. Ambos ergueram barreiras dolorosas de transpor. A história de um amor maior do que a vida.

A obra Um Fio de Sangue faz-nos mergulhar no desconhecido que leva ao amor, à fantasia e à entrega. A narrativa pauta pela intensidade de emoções, sensações, apelando aos nossos sentidos. 

A autora guia-nos na viagem surpreendente da relação entre os personagens principais. 

Uma história de desejo, fantasia, entrega e amor com um final de cortar a respiração.

Lá, onde o vento chora

A minha opinião:
De vez em quando lemos um livro extraordinário. Um livro que nos faz sentir algo. Um livro que nos fala da natureza e do amor sem ser lamechas. Um livro que nos faz sentir vivos... na imensidão do Pantanal com a pequena e só Kya.

Uma obra-prima de conhecimento e grande beleza que preenche todos os recantos da alma. A nossa ligação à Terra e à vida natural que perdemos.

Menos é mais. Não me vou alongar a comentar este livro, para não retirar a cada um dos muitos que o irão ler o prazer da descoberta e o deslumbramento com o pulsar da vida que se sente na escrita simples, luminosa, musical deste romance intemporal. 

O Romance  e a personagem que nunca iremos esquecer - LÁ LONGE, ONDE O VENTO CHORA.


Autor: Delia Owens
Páginas: 392
Editora: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-03220-1
Edição: 2019/ Julho

Sinopse:
Kya tem apenas seis anos de idade quando vê a mãe sair de casa, com uma maleta azul e sapatos de pele de crocodilo, e percorrer o caminho de areia para nunca mais voltar. E à medida que todas as outras pessoas importantes na sua vida a vão igualmente abandonando, Kya aprende a ser autossuficiente: sensível e inteligente, sobrevive completamente sozinha no pantanal a que chama a sua casa, faz amizade com as gaivotas e observa a natureza que a rodeia com a atenção que lhe permite aprender muitas lições de vida. 
O isolamento em que vive durante tantos anos influencia o seu comportamento: solitária e fugidia, Kya é alvo dos mais cruéis comentários por parte dos moradores da pacata cidade de Barkley Cove. 
E quando o popular e charmoso Chase Andrews aparece morto, todos os dedos apontam na direção de Kya, a miúda do pantanal. E o impensável acontece.

Neste romance de estreia, Delia Owens relembra-nos que somos formatados para sempre pelas crianças que um dia fomos, e que para sempre estaremos sujeitos aos maravilhosos, mas também violentos, segredos que a natureza encerra.

domingo, 21 de julho de 2019

O jardim das flores de pedra

A minha opinião:
Deborah Smith é uma velha conhecida, desde que li "A doçura da chuva". Os livros dela são bálsamo para a alma.

Contudo, este livro não me agarrou como eu esperava. De início, a cidade e a menina cor-de-rosa herdeira dos mármores Hardigree pareceu-me um tanto principesco demais, mesmo para os exagerados padrões americanos. As personagens são como Deborah nos habituou. Ricas de conteúdo. Emocionam com a sua garra e coragem para lidar com os segredos que afectam a vida de todos. Segredos que provocam grandes reviravoltas na trama e deleitam a leitora. O tema é o amor. Uma idílica história de amor, ou melhor, duas e a família que não escolhemos e amamos para o bem e para o mal.

Autor: Deborah Smith
Páginas: 320
Editora: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-03205-8
Edição: 2019/ Junho

Sinopse:
Para Darl Union, a vida em Burnt Stand, na Carolina do Norte, foi sempre uma estranha mistura de riqueza, privilégio e solidão. Criada pela avó, uma mulher tão fria e dura como a pedreira de mármore que é a herança da família, o amor é-lhe estranho até ao dia em que se apaixona perdidamente por Eli Wade, o filho de um canteiro.

Porém, o amor adolescente e puro cedo se vê comprometido por uma teia de mentiras e de morte: o pai de Eli é considerado o responsável pelo desaparecimento da tia-avó de Darl e, embora inocente, acaba por ser morto.

Mas agora, vinte e cinco anos depois, há segredos que podem literalmente vir à superfície – e Darl e Eli têm finalmente uma hipótese de enfrentar e resolver o passado.