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sexta-feira, 8 de março de 2024

Mais Cedo Secará a Terra

 

A minha opinião:

"Mais cedo secará a terra" é uma história de familias, de sangue, de honra, de amor à terra, ambição, liberdade e matriarcado. Personagens fortes e de têmpera numa grande história de época em que as inimizades eram duradouras. Um grande livro de quatrocentas páginas que se lê com entusiasmo e sem querer perder os acontecimentos que envolvem aquelas personagens, mesmo as mais odiosas ou fracas. E claro, um romance que tem ardentes paixões. Quintas é aquela personagem justiceira que nos mantêm em suspense e marca a viragem na história. A que mais gostei.

As personagens femininas desta narrativa são incríveis e escritas por um homem como Fernando J. Múñez que teve uma figura incomensurável como a sua avó. 

"Mais cedo secaria toda a terra do que permitiria a desolação dos seus e das estirpes que estavam para vir".

Autor: Fernando J. Múñez
Páginas: 404
Editora: Singular
ISBN: 978-989-789-033-8
Edição: fevereiro/2024

Sinopse:
Uma história perfeita para nos emocionarmos e refletirmos sobre a importância das nossas raízes e do amor ao lugar a que pertencemos.
Galiza, 1845
André de Castronavea está radiante por regressar para junto da sua família e à casa onde nasceu, mas o seu maior desejo é rever a sua tia Iria, pouco mais velha do que ele, meia-irmã do seu pai. O reencontro dos dois liberta sentimentos até então aprisionados, e a relação proibida torna-se cada vez mais difícil de conter.
Enquanto isso, Dom Isidro Ordás, um empresário implacável de Ponferrada, abriu minas nas terras dos Castronaveas, iniciando um conflito com o patriarca Dom Dositeu, que preside a uma família marcada pelo seus próprios conflitos e segredos.
A luta pelo controlo da terra, o legado de Dom Dositeu e o inevitável confronto com os Ordás revelam como os laços familiares podem ser uma bênção ou uma condenação, levando a traições dolorosas, corações dilacerados e sacrifícios que exigem sangue, coragem e um amor inabalável.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Os Dez Degraus

 

A minha opinião: 

E com este livro regresso à Idade Media para um romance de Época intriga e morte num mosteiro pela mão de Fernando J. Múnez. Dom Alvar é um cardeal e o protagonista que com a morte do seu mentor foi desafiado para um brutal jogo de enigmas num ambiente fechado em que se mata por interesses espúrios. E Isabel o seu grande amor e coprotagonista que vive um casamento de terror. E esses capítulos muito me custou ler porque Sancho Osório é o marido que agia como dono por matrimónio, uma ideia que talvez ainda perdure de tão enraizada e dê vazão em tanta violência. 

O temporal de inverno também acresce alguma tensão e suspense nesta trama. Mário, o obltato, que auxilia Dom Alvar serve para questionar os dogmas e os preconceitos que perduram e que muito habilmente o autor decompõe numa grande aventura.

Personagens carismáticas numa trama bem pensada mas um tanto extensa. O final foi intenso e uma luta entre o bem e o mal para vencer a superstição e o fanatismo.

Autor: Fernando J. Múñez
Páginas: 496
Editora: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-03484-7
Edição: 2022/  maio

Sinopse: 
Amo-te tanto que me dói a vida se não te tenho…
Reino de Castela, 1283.
Alvar León de Lara, cardeal da Cúria Romana, 20 anos depois de ver a sua alma destruída pelo amor a uma mulher, regressa à abadia onde iniciou o seu postulado.
O pedido especial do seu antigo mentor desencadeia a tragédia: enigmas por trás de portas ocultas, crimes inexplicáveis, símbolos que conduzem a pistas e pistas que conduzem a logros.
Uma descida vertiginosa que fará Alvar enfrentar a verdade da mulher que lhe partiu o coração, a intransigência dos cobardes, a luta por manter-se entre os vivos e, finalmente, os Dez Degraus.
Fernando J. Múñez, autor do bestseller A Cozinheira de Castamar, transporta-nos para o lado mais obscuro da Idade Média, onde os personagens enfrentam demónios antigos que habitam entre nós ainda hoje: os preconceitos, as ideias irracionais e os dogmas inquestionados.
Dez Degraus podem ser os dez passos que faltam para fazer a diferença.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

A Cozinheira de Castamar

A minha opinião:
A cozinheira de Castamar  como o nome indicia é um hino à deliciosa gastronomia espanhola. A sedução vem do palato neste belíssimo romance.
 
Retrato de época que transporta o leitor para guerras, conquistas e lutas de poder, bem como para o ambiente doméstico dos ricos e privilegiados em que outras lutas em surdina também aconteciam. A história passa-se no sec. XVIII com uma cozinheira culta e inteligente, oriunda de uma família sem título que, com a morte do progenitor se viu na penúria e recorreu à sua arte para subsistir. Clara, assim se chama a protagonista tinha um problemazinho - não suportava espaços abertos quando foi contratada para a casa nobiliárquica Castamar, onde começou por ser hostilizada pelo aprumo da cozinha e uma ameaça à autoridade da governanta.
 
O início, logo nas primeiras páginas deixou-me rendida a uma narrativa vibrante, ainda que pautada com algumas descrições que evidenciam um bom trabalho de pesquisa para enquadrar a trama no tempo e no espaço. Uma história contada com o requinte e a elegância de um grande romance cinematográfico.
 
Ciúme e inveja levou a uma bem engendrada conspiração para destruir a família Castamar e foram precisas mais de seiscentas páginas para não deixar nada por contar e justificar que o amor vence o preconceito social. Maria Dueñas certamente encontrou um outro talento à sua altura. Fan-tás-ti-co!
 
Autor: Fernando J. Múñez
Páginas: 616
Editora: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-03172-3
Edição: 2020/ março

Sinopse:
OS SABORES DO AMOR NÃO CONHECEM BARREIRAS.
Espanha, 1720

Clara Belmonte é uma jovem de uma família abastada que, após a morte do patriarca, um dos mais prestigiados médicos de Madrid, se vê cair na mais completa pobreza.
Apesar da educação primorosa que recebeu, Clara precisa de uma forma de sustento e acaba por se candidatar a um trabalho nas cozinhas do palácio ducal de Castamar, que conquista graças ao talento para a culinária que herdou da mãe.
Clara não é bem recebida nos primeiros tempos. A sua eloquência, bem como o rigor na limpeza das cozinhas e a ousadia no requinte dos pratos, depressa a elevam na atenção dos habitantes da casa e no ciúme dos colegas de trabalho.
Mas é Dom Diego, o duque de Castamar, quem Clara mais impressiona. Arrancando-o à apatia absurda em que vive desde o estranho falecimento da mulher, a jovem cozinheira fá-lo derrubar todas as barreiras, despertando-lhe o palato, o intelecto e, por fim, o coração.