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segunda-feira, 4 de maio de 2020

Mistério em Nine Elms

A minha opinião:
A máscara de normalidade de um assassino. Peter Conway era policia e investigava com Kate Marshall o canibal de Nine Elms quando um elemento inesperado a levou a suspeitar. E quase a morrer por isso.
Quinze anos depois um fã imita os crimes e o pesadelo regressa. Esta é a trama, muito ao jeito de Stephen King. Este thriller policial lembrou-me muito a trilogia de Sr. Mercedes do referido autor. É igualmente verossímil e bem contado. Os diálogos e as personagens são consistentes e convincentes. Kate é rija, apesar do temor que esconde no íntimo e com o qual luta diariamente. E claro, temos o ponto de vista dos psicopatas.
 
Um bom thriller. De leitura compulsiva. Não sei se será o ideal para estes dias de recolhimento, expecto para quem gosta do género e não se deixa abalar. O desfecho é previsível mas até lá há muito que apurar e penar, com suspense e ansiedade, como convém.
 
P.S.- Não acho piada nenhuma à capa. Poderia ser mais apelativa ou sugestiva.

Autor: Robert Bryndza
Páginas: 360
Editora: Alma dos Livros
ISBN: 9789898999023
Edição: 2019/ novembro

Sinopse:
Kate Marshall era uma jovem e promissora detetive da polícia londrina quando apanhou o famoso assassino em série que operava na região de Nine Elms. Mas a sua maior vitória transformou-se de súbito num pesadelo devido a uma série de circunstâncias inesperadas. Traumatizada, traída e publicamente vilipendiada, Kate pouco pôde fazer enquanto via a sua carreira ser julgada na praça pública.

Mais de quinze anos passados desde esses acontecimentos, embora o seu tempo na polícia esteja ainda bem presente, vive agora uma vida tranquila numa cidade pacífica da costa inglesa. Um dia, porém, Kate recebe uma carta de alguém que faz parte do seu passado e é novamente lançada para a mente distorcida de um assassino que conhece demasiado bem, vendo-se envolvida nos meandros de um caso que só ela poderá resolver.

Com um talento invulgar para entrar na mente criminosa, Kate recorre às suas prodigiosas e há muito descuradas competências de investigadora para enfrentar um caso cujo sucesso promete redenção. Mas há demasiado em jogo: não é só Kate que quer apanhar o assassino… ele também a quer encontrar.

Um thriller brilhante, misterioso e inteligente.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Águas Profundas

Autor: Robert Bryndza
Edição: 2018/ janeiro
Páginas: 328
ISBN: 9789899993389
Tradutor: Ana Lourenço
Editora: Alma dos Livros

Sinopse:
Debaixo de água, o corpo afundou-se rapidamente. Ali permaneceu, imóvel e imperturbável durante muitos anos, mas, lá em cima, fora de água, o pesadelo estava apenas a começar.
Quando a detetive Erika Foster recebe uma denúncia anónima informando que uma prova fundamental relacionada com um caso de narcóticos estava escondida numa pedreira abandonada nos arredores de Londres, ela manda investigar a pista. No espesso lodo das águas encontram as drogas que procuravam, mas também os restos mortais de uma criança pequena. O esqueleto é rapidamente identificado como Jessica Collins, a menina de sete anos que fizera as manchetes das notícias vinte e seis anos antes.

Ao mesmo tempo que tenta juntar provas novas à investigação, Erika depara-se com uma família que guarda muitos segredos, uma detetive atormentada pelo fracasso e a morte misteriosa de um homem que vivia junto à pedreira.

Será o assassino alguém dos elementos mais próximos da menina? Há quem não deseje ver o caso resolvido. E tudo fará para impedir Erika de descobrir a verdade.

A minha opinião:
Gosto de um bom policial. Daqueles que nos agarram e não largam até chegarmos ao final. Um final que não conseguimos prever. Uma personagem antipática ou demasiado simpática que parece suspeita, sem com isso alcançarmos o mote para o crime. Uma trama tão bem urdida que acompanhamos atentamente sem perceber onde vai descambar quando surge a primeira pista. Uma intriga vagamente familiar a um outro caso muito mediático ainda por deslindar. Enfim... em dois dias devorei este livro e sem ser initerruptamente porque tive que trabalhar. 

Numa investigação descobrem um cadáver de uma criança e Erika decide que tem que desvendar este crime que ocorreu vinte seis anos antes e apanhar o rasto a um assassino que ficou impune e que vai querer desaparecer. O desaparecimento de uma criança é um crime hediondo e provoca forte comoção social. Como leitor também não se fica impassível. A angústia da incerteza que se quer apaziguar com respostas. São necessárias personagens fortes que interajam desembaraçadamente para não o defraudar, o que é plenamente conseguido neste policial.

O prólogo que termina com a frase "À superfície, o pesadelo estava a começar" deixou-me empolgada para perceber os contornos do enredo que deu origem a um outro crime simulado de suicidio. E não parei de admirar a narrativa assinalada por muitos diálogos e marcada por pequenos capítulos, muitos deles recuados no tempo. A familia de Jessica provocou-me calafrios. 

Um bom sortilégio levou-me a ganhar este livro num passatempo. Adorei.