Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Stephen King. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Stephen King. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Fim de Turno

Autor: Stephen King
Edição: 2018/ julho
Páginas: 376
ISBN: 9789722535458
Tradutor: Ana lourenço
Editora: Bertrand

Sinopse:
Bill Hodges, que agora gere uma agência com a colega Holly Gibney, fica intrigado com a letra Z escrita a marcador na cena de um crime para que são chamados.
À medida que se vão acumulando casos idênticos, Hodges fica espantado ao perceber que as pistas apontam para Brady Hartsfield, o célebre «assassino do Mercedes» que eles ajudaram a condenar. Devia ser impossível: Brady está confinado a um quarto de hospital num estado aparentemente vegetativo.

Mas Brady Hartsfield tem novos poderes letais. E planeia uma vingança, não só contra Hodges e os seus amigos, mas contra a cidade inteira.
O relógio bate de formas inesperadas…

A minha opinião:
Depois de ler "Sr. Mercedes", "Perdido e Achado", tinha que ler "Fim de Turno", o último livro da trilogia Bill Hodges do género Thriller Policial, que fecha em grande o ciclo Brady Hartshield. Em sequência, com uma breve resenha no início do primeiro,  pode perfeitamente ser lido sem os restantes. Apenas quem se apega a Holly e Bill como eu, tem que os ler todos, sem perder este Fim de Turno (termo utilizado na passagem à reforma de um policia). Fim de Turno é o que está prestes a acontecer ao antigo parceiro de Bill que o chama para um último caso. Um crime seguido de suicídio. Uma vitima do mediático assassino do Mercedes, que deixa estranhas pistas que o det-ref e a sua sócia seguem. Afinal, Bill duvida do estado vegetativo do príncipe do suicídio. 

Para este assassino não é o controle. Suicídio é controle. "Brady sabe que há alguma coisa porque toda a gente se preocupa, e os adolescentes preocupam-se mais do que toda a gente." (pag. 254) A capacidade de transformar o desagradável ruído de fundo dos adolescentes em monstros devastadores que os conduzem a um final definitivo que não desejam é o poder do vilão desta história. Afinal, cada suicídio que chega às redes sociais gera novas sete tentativas, cinco que são só para chamar a atenção e duas que são reais. 

O brilhantismo da narrativa repete-se com a mestria de Stephen King e o seu fascínio pelo terror e o fantástico. Adequando os vícios em eletrónica e jogos, bem como certos desenhos animados que são considerados potencialmente perigosos, cria uma trama hipnótica e genial, de suspense até ao fim. Muito fixe. 


domingo, 25 de março de 2018

Perdido e Achado

Autor: Stephen King
Edição: 2018/ março
Páginas: 392
ISBN: 9789722535083
Tradutor: Ana Lourenço
Editora: Bertrand

Sinopse: 

1978:
Morris Bellamy está tão obcecado por John Rothstein, um icónico autor norte-americano, que era capaz de matar para conseguir um livro inédito do escritor.

2009:
Pete Saubers, um rapaz cujo pai foi brutalmente ferido por um Mercedes roubado, descobre uma mala cheia de dinheiro e os cadernos de Rothstein.

2014:
Depois de trinta e cinco anos na prisão, Morris sai em liberdade condicional. E está determinado a recuperar o seu tesouro.

Cabe agora a Bill Hodges, detetive reformado que gere uma empresa de investigação chamada Finders Keepers, salvar Pete de um Morris cada vez mais desvairado e com sede de vingança...

A minha opinião:  
Depois de "Sr. Mercedes", "Perdido e Achado" é o segundo livro da trilogia Bill Hodges do género Thriller Policial. 

Ao contrário do que se poderia esperar, as primeiras cento e tais páginas não têm nada tem a ver com a história anterior, mas ainda assim Stephen King conseguiu um segundo vilão obcecado que me deixou impressionada e arrepiada. Uma história dentro da história, ou seja, o enredo  anterior é relembrado, mas o contexto é outro e conta com novas personagens. Os protagonistas são Pete Saubers e  Morris Bellamy, dois viciados na personagem Jimmy Gold que o escritor John Rothstein criou como ídolo de uma juventude. O desfecho desta personagem não agradou ao psicopata que anseia por novas estórias redentoras. O poder profundo da fantasia. O poder dos livros, não como objetos, mas pelas histórias e ideias que contêm, que faz ressonância na imaginação do leitor. 

"Esta merda não quer dizer merda nenhuma" 
(lema de Jimmy Gold)

O antes em 1978, e o depois em 2009, são duas das três partes que compõem esta história em que o trio improvável de detetives não se destaca. Aliás, neste segundo livro, a sua participação é quase irrelevante. Os protagonistas, tão semelhantes na sua motivação e distintos na sua envolvência familiar e social, que o autor não descura, bem como a narrativa emotiva fazem deste thriller uma leitura apaixonante. Outra coisa não seria de se esperar de Stephen King, mestre do suspense. Não é muito violento, mas o gostinho pelo terror está lá. Bill Hodges mantêm o carisma e a intuição, que o faz acreditar que o pesadelo não terminou. E assim, tenho que aguardar pelo terceiro livro. 

sábado, 9 de setembro de 2017

Sr. Mercedes

Autor: Stephen King
Edição: 2017/ março
Páginas: 472
ISBN: 9789722530477
Editora: Bertrand

Sinopse:
Numa madrugada gelada, uma fila de desempregados desesperados vai crescendo para conseguir lugar numa feira de emprego. Inesperadamente, um condutor solitário avança sobre a multidão num Mercedes roubado, atropelando os inocentes; depois recua e torna a avançar. Oito pessoas são mortas, quinze ficam feridas. O assassino foge. Meses mais tarde, noutro lugar da mesma cidade, um polícia reformado chamado Bill Hodges continua perturbado pelo crime que ficou por resolver. Quando recebe uma carta demente de alguém que se autodenomina «O Assassino do Mercedes» e ameaça um ataque ainda mais diabólico, Hodges desperta da sua reforma deprimente e decide a todo o custo evitar uma nova tragédia.

Brady Hartsfield vive com a mãe alcoólica na casa onde nasceu. Adorou aquela sensação de morte ao volante do Mercedes, e quer sentir aquilo de novo. Só Bill Hodges, com os seus dois novos (e improváveis) aliados, pode deter o assassino antes que ataque de novo. E não têm tempo a perder, porque a próxima missão de Brady, se for bem-sucedida, irá chacinar milhares de pessoas. Sr. Mercedes é uma luta épica entre o bem e o mal, e a exploração da mente de um assassino obsessivo.


A minha opinião:
Stephen King está a meio da tabela dos escritores de ficção que em 2016 mais lucraram. Conhecedora desse dado pensei que o devia ler. E se não o fizera antes com o tipo de histórias que o tornaram rico, poderia começar com o Sr. Mercedes, vilão e protagonista desta história. Uma mente engenhosa que encontra satisfação num crime de oportunidade. 

Uma carta que envia ao então reformado policia Bill Hodges, a reclamar o protagonismo reinicia a investigação sem intervenção das autoridades. A dedução e intuição de Bill Hodges que se associa a Jerome fazem-no avançar, apaixonar-se e conhecer Holly, a última das particpantes nesta corrida contra o tempo para impedir um crime ainda mais hediondo. 

O percurso existencial das personagens não é descuidado e as suas forças e fraquezas expostas, o que torna este thriller muito interessante dada a complexidade emocional e intelectual que se revela em personagens que nos parecem estranhas, mas às quais ficamos completamente rendidos.  O brilhantismo da narrativa fazem desta um sucesso com aproximadamente 500 páginas que se lêem sem tédio. 

Muito fácil de ler. Não sendo muito violento é um thriller muito competente que gostei.