Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Isaac. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Isaac. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 17 de junho de 2021

O que Dizer das Flores

A minha opinião:

Bom, tão bom.

Catalina, que personagem extraordinária. E o Formiga de Onde Cantam os Grilos, ou o Baltazar, ou Sr. Bilros, como a Catalina o chama, regressa neste novo romance de Maria Isaac. Imperdível a vida nesta pequena comunidade rural, Mont-o-Ver. 

Os segredos são perigosos, em especial aqueles que pertencem aos outros. 

Difícil é repetir ou superar um feito. Maria Isaac conseguiu. O primeiro romance é bom e o segundo é soberbo. Um daqueles romances que se lê devagar e se relê para saborear as palavras inspiradas e certeiras na caracterização das personagens ou no desenvolvimento da ação. E neste ambiente focado nada se perde e tudo é essencial para o desenrolar da trama que se iniciou dez anos antes com um grande incêndio.

Drama, intriga, aventura, suspense e romance.
E um final surpreendente. Nem o narrador foi como se esperava, o que me faz aguardar com expectativa o próximo livro da autora, provavelmente também ele recheado de personagens ricas de qualidades e defeitos que equilibram e que os leitores acarinham.

Autor: Maria Isaac
Páginas: 224
Editora: Cultura Editora
ISBN: 9789899039438
Edição: 2021/ maio 

Sinopse: 
Bem-vindo a Mont-o-Ver!

Português que se ponha a caminho da montanha, no inverno, ou da praia, no verão, é certo passar por esta planície de canaviais; mais certo ainda, nem dar por ela. A velha linha férrea passa-lhe ao lado e os comboios já nem sequer abrandam por aqui. Em tanto espaço igual, esta é paisagem fácil de se perder.

Pois permitam que vos apresente os ilustres da vila.
O padre Elias Froes, o homem santo que tem por hábito gastar tempo a pensar no mundo, raramente em si próprio. Guarda segredos que mais ninguém sabe.
Catalina Barbosa, aventureira e contestatária. Menina bem-comportada apenas aos domingos, quando a avó a amordaça dentro de um vestido bonito para ir à missa.
Rosa Duque, a mulher que, em tempos, teve tudo para ser feliz. Foi vencida por um coração partido e resgatada por uma flor.
Zé Mau, o terror na vida das crianças. Os irmãos Mondego, os vilões nas histórias dos adultos.
Este vilarejo pode até ser pequeno e parado, mas está cheio de gente atrapalhada com muita vida para esconder.

Descubram comigo o que aconteceu, afinal, na noite do grande incêndio de há uma década e quem são os verdadeiros heróis desta nossa história pitoresca, temperada com os habituais mal-entendidos.
Bem-vindo a Mont-o-Ver!

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Onde Cantam os Grilos

A minha opinião:
Imaginei que este romance tão admirado era uma fábula moderna com animais e qual não é o meu espanto ao constatar que a história é narrada como a criança de dez anos que foi numa abastada e tradicional herdade do norte e versa a família Vaz. Formiga era a sua alcunha. Esperto e ladino era feliz e acarinhado. Mais… a amargura de adulto levou-o a rebuscar na memória o motivo do seu arrependimento para contar esta história.
 
Simples e natural como a vida na terra. Bela, como uma história de amor. Inesquecível, como os grandes romances trágicos. Assim é este romance.
 
Os últimos romances que li foram de autores portugueses. Não foi planeado. Aliás, fui ao engano em todos eles. Contudo, a minha intuição ou perceção não falhou. Admiro sempre quem consegue escrever com tal mestria e sensibilidade. Até parece fácil. Espero que seja o primeiro de muitos que conto ler.
 
 
 Autor: Maria Isaac
Páginas: 296
Editora: Cultura Editora
ISBN:  9789898886026
Edição: 2017/ Outubro

Sinopse:
Ainda bebé, Formiga foi deixado num cesto nos degraus da casa da Herdade do Lago.
O mistério da sua chegada é apenas mais um na longa história da herdade e das várias gerações dos Vaz, que a assombra de lendas e maldições: uma fonte inesgotável de mistérios fascinantes para a imaginação do rapazinho cabeça de vento.

Deslumbrado pela vida da família que venera de forma atrapalhada, Formiga corre e trepa a árvores, encolhe-se, faz-se invisível, inventa um pouco de tudo para conseguir acompanhar conversas, descobrir mais um segredo.
Mas o último segredo que ele descobre revela-se demasiado grande para a curiosidade bem-intencionada de uma criança, e um erro seu acaba por destruir o único mundo que conhece e pôr fim à sua infância.

Mais de vinte anos depois, Formiga regressa à Herdade do Lago e escreve para um leitor invisível, relembrando tudo o que foi e que não deveria ter sido.
Uma história doce contada pela voz de um adulto que fala pela criança que foi um dia."