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sábado, 17 de setembro de 2011

Os Olhos Amarelos dos Crocodilos

Autor:  Katherine Pancol
Edição: 2010, Julho
Páginas: 550
ISBN: 
Editora: Esfera dos Livros

Sinopse:
Este é um romance sobre uma mentira, mas também sobre a amizade e o amor, o dinheiro e a traição, o medo e a ambição.
A acção desenrola-se em Paris. Duas irmãs. Iris é uma mulher muito bonita, rica, elegante e sofisticada, mas vive desencantada com a vida e com o seu casamento. Joséphine é uma intelectual, historiadora, muito menos bonita do que a irmã e com uma vida bem mais difícil. Casada, tem duas filhas, vive nos subúrbios e trabalha para pagar as contas.
Certo dia, num jantar, Iris faz-se passar por escritora. Presa na sua mentira, convence a irmã a escrever o livro que ela própria assinará. Abandonada pelo marido, cheia de dívidas, Joséphine submete-se, como sempre, aos caprichos da irmã. Mas esta é uma decisão que vai mudar o destino destas duas mulheres.
A escritora francesa Katherine Pancol traça com mestria um retrato real e vivo de mulheres que tentam triunfar na carreira profissional, na vida familiar e alcançar o reconhecimento social. Mas que, por baixo desta aparente vida de sucesso, escondem uma profunda infelicidade, falta de confiança e frustração.
Os Olhos Amarelos dos Crocodilos é uma verdadeira lição de vida. Este romance, um verdadeiro best-seller em Espanha e França, dá-nos a conhecer as mulheres que somos, as que queremos ser, as que nunca seremos e as que talvez sejamos um dia. Mulheres à procura de um caminho na vida, em busca de si próprias e à descoberta de novos amores.

A minha opinião:
Que magnífico romance!
A capa e o nome não nos sugerem o quanto este livro é envolvente, inebriante e absorvente. O que o torna tão especial são as suas várias personagens que, de tão bem caracterizadas nas suas trajectórias e nos seus desenvolvimento s, têm uma dimensão humana que nos fazem sentir próximos ou íntimos.
Joséphine e a irmã Iris, a mãe Henriette, as filhas Hortense e Zoé, a amiga Shirley, o marido Antoine, o padrasto Marcel e a amante deste Josiane, fazem parte de uma narrativa viva, fluída, com ritmo, em que as transições sobre cada um são precisas e aumentam o suspense e o interesse.
De tão bem planeado e concretizado, li este livro com emoção e, certamente, o guardarei por muito tempo na minha memória.

domingo, 21 de agosto de 2011

A Valsa Lenta das Tartarugas

Autor: Katherine Pancol
Edição: 2011, Abril
Páginas: 566
ISBN:
Editora: Esfera dos Livros

Sinopse:
A família Cortès está de volta. Joséphine é agora uma escritora de sucesso que deixa os subúrbios para se mudar para um requintado bairro de Paris. Apesar do mundo onde agora vive, mantém-se fiel a si própria e aos seus valores. Honesta, generosa, reservada. É uma mulher realizada, mas que ainda não encontrou o amor. A sua filha Hortense está a estudar moda em Londres e a filha mais nova Zoé começa a conhecer os desafios do coração. A sua irmã Íris, outrora perfeita e símbolo de sucesso, encontra-se agora no meio de uma profunda depressão. Juntamos a tudo isto um assassino em série, que aterroriza o bairro onde a protagonista vive, e um cão demasiado feio, e temos os ingredientes para mais um bestseller de Katherine Pancol. Um romance divertido e ao mesmo tempo negro, que fala do amor, de ser mãe, da amizade, da vida familiar, da adolescência, do trabalho, do mundo em que vivemos. Com mestria, cuidado e inteligência, ao longo destas páginas, vamos acompanhando o avançar obstinado e lento destas personagens, em busca dos seus sonhos, num mundo demasiado rápido e violento.

A minha opinião:
Outro romance magnífico, recheado de personagens carismáticas, envolventes, vibrantes e próximas. Algumas transitam do romance anterior para este com as suas trajectórias, dificuldades, grandezas e misérias.
Não é necessário ler o anterior para compreender este.

A grande qualidade deste livro é a mestria com que é escrito, em que a transição das várias personagens se faz com cuidado, sem quebrar o ritmo. A intensidade da narrativa e os emotivos diálogos prenderam-me até ao fim. Fim esse que não foi o que eu esperava.

Todas as personagens se destacaram e me fizeram sentir algumas emoções de empatia ou repúdio. A única que achei excessiva ou pouco verossímil foi o Júnior.
Percebe-se ainda que vai haver continuidade, como para a Hortense e o Gary.

Apesar da dimensão do livro e do grau de envolvimento que estabeleci com ele, tive que reler passagens para conseguir absorver e reflectir. É um romance actual.

Recomendadíssimo.