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sábado, 20 de agosto de 2022

O Caso Alaska Sanders

 

A minha opinião: 

Gosto de ler Joël Dicker mas não é um autor que me entusiasme por aí além. As tramas são bem urdidas e as narrativas acessíveis mas não chega para ser um autor imperdível. Ainda assim não podia deixar de ler esta sequela que iniciei com O livro dos Baltimore e continuei com A verdade sobre o caso Harry Quebert. Intrigas e mortes que o escritor Marcus Goldman investiga e escreve, avançando e recuando de modo a encaixar todas as peças de um puzzle que promete surpreendentes e credíveis reviravoltas, o que o torna a par com a escrita sucinta num livro de 700 páginas num autêntico page turner. O carisma e o sarcasmo do sargento da polícia Perry Gahalowood ajudam a consolidar esta narrativa como bem sucedida, ainda que não seja vertiginosa como eu gosto. 

Um crime perfeito, que não o é quando Marcus Goldman investiga como modo de exorcizar os seus próprios fantasmas, Minucioso, não deixa pontas soltas. 

Autor: Joël Dicker
Páginas: 712
Editora: Alfaguara Portugal
ISBN: 9789897846526
Edição: 2022/  junho

Sinopse: 
«Sei o que fizeste.» Esta mensagem é a chave da apaixonante investigação que volta a reunir Marcus Goldman e Perry Gahalowood, onze anos depois de terem colocado atrás das grades os presumíveis culpados de um homicídio.

Abril de 1999, Mount Pleasant, uma pacata povoação de New Hampshire: o corpo de Alaska Sanders, que chegara à localidade havia pouco tempo, é encontrado na margem de um lago. A investigação é rapidamente encerrada e arquivada. Mas um novo episódio trágico vem ensombrar as conclusões em torno da morte da jovem mulher. No começo de 2010, o caso vem novamente à tona. Gahalowood, sargento da polícia de New Hampshire, recebe uma carta anónima que o deixa perturbado. Estava convencido de que tinha, à época, resolvido o crime - terá, afinal, seguido uma pista falsa?

A única pessoa que o pode ajudar a descobrir a verdade é Marcus Goldman, escritor seu amigo que acaba de alcançar um sucesso tremendo. À medida que ambos descobrem quem era, realmente, Alaska Sanders, regressam todos os fantasmas do passado. E entre eles está o de Harry Quebert.

Uma intriga viciante, com reviravoltas surpreendentes a suceder-se a um ritmo imparável, como é apanágio de Joël Dicker, um dos grandes mestres do mistério literário.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

O Desaparecimento de Stephanie Mailer

Autor: Joël Dicker
Edição: 2018/ julho
Páginas: 661
ISBN: 9789896655884
Tradutor: José Mário Silva
Editora: Alfaguara

Sinopse: 
Na noite de 30 de Julho de 1994, a pacata vila de Orphea, na costa leste dos Estados Unidos, assiste ao grande espectáculo de abertura do festival de teatro. Mas o presidente da Câmara está atrasado para a cerimónia… Ao mesmo tempo, Samuel Paladin percorre as ruas desertas da vila à procura da mulher, que saiu para correr e não voltou. Só para quando encontra o seu corpo em frente à casa do presidente da Câmara. Dentro da casa, toda a família do presidente está morta.

A investigação é entregue a Jesse Rosenberg e Derek Scott, dois jovens polícias do estado de Nova Iorque. Ambiciosos e tenazes, conseguem cercar o assassino e são condecorados por isso. Vinte anos mais tarde, na cerimónia de despedida de Rosenberg da Polícia, a jornalista Stephanie Mailer confronta-o com uma revelação inesperada: o assassino não é quem eles pensavam, e a jornalista reclama ter informações-chave para encontrar o verdadeiro culpado.

Dias depois, Stephanie desaparece.

Assim começa este thriller colossal, de ritmo vertiginoso, entrelaçando tramas, personagens, surpresas e volte-faces, sacudindo o leitor e impelindo-o, sem possibilidade de parar, até ao inesperado e inesquecível desenlace.

O que aconteceu a Stephanie Mailer?

E o que aconteceu realmente no Verão de 1994?

A minha opinião: 
Não sou fã de Joël Dicker. A escrita e as personagens não me seduzem. Apesar disso, li quase todos os seus livros e admiro a sua capacidade de "emaranhar" uma trama a dois tempos e ainda conseguir "tecer" uma história consistente, plausível e perfeitamente perceptivel num esquema sem "malhas" soltas e ainda recheado de cor num padrão de belo efeito. 

Tanto quanto me lembro não difere muito do seu mais conhecido livro "A verdade sobre o caso de Harry Quebert". Admito que, como a expectativa não era alta foi bem sucedido e apesar das suas mais de 600 páginas foi um verdadeiro "page turner".

A ação passa-se em Orphea, nos Hamptons, (um lugar onde a vida parece mais doce) com várias personagens, em que todas elas escondem segredos que as torna suspeitas em algum momento. Jesse, instigado por Stephanie e Derek, os dois policias, na companhia de Anna, reabrem um doloroso processo de um quádruplo assassinato em 1994. Os equívocos e as revelações sucedem-se, enquanto a sorte protege quem procura recuperar pistas perservadas nesta narrativa hollywoodesca, de curtos capítulos e muito diálogo.

Em suma, não fica na memória, mas entretêm quanto baste. O final é francamente dececionante. Steven Bergdorf na sua relação com Alice foram os que menos me convenceram e o seu desfecho, ainda que irónico, manteve o mesmo registo. De resto, lê-se bem, mas está longe de ser dos thrillers policiais que mais gostei. 

sábado, 28 de janeiro de 2017

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert

Autor: Joël Dicker
Edição: 2013/ junho
Páginas: 664
ISBN: 9789896721824
Editora: Alfaguara Portugal

domingo, 31 de julho de 2016

O Livro dos Baltimore

Autor: Joël Dicker
Edição: 2016/ maio
Páginas: 552
ISBN: 9789896650674
Editora: Alfaguara Portugal

Sinopse: 
«Se encontrar este livro, por favor leia-o. Queria que alguém conhecesse a história dos Goldman de Baltimore.»

Até ao dia do Drama, existiam dois ramos da família Goldman: os Goldman de Baltimore e os Goldman de Montclair.
O ramo de Baltimore, próspero e bafejado pela sorte, mora numa luxuosa mansão. Encarna a imagem da elite americana, abastada e influente, que vive em bairros exclusivos, passa férias nos Hamptons e frequenta colégios privados. Já os Goldman de Montclair são uma típica família de classe média e vivem numa casa banal em Nova Jérsia. É a esta família modesta que pertence Marcus Goldman, autor do romance "A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert". Mas era à família feliz e privilegiada de Baltimore que Marcus secretamente desejava pertencer. Mas tudo isto se transforma com o Drama.
Oito anos depois do dia que tudo mudou, é a história da sua família que Marcus Goldman decide investigar. Movido pelas memórias felizes dos tempos áureos de Baltimore, procura descobrir o que se passou no dia do Drama, que mudaria para sempre o destino da família. O que aconteceu realmente aos Goldman de Baltimore?

A minha opinião: 
Provavelmente não teria lido este livro se não me tivesse sido oferecido. 

Até então não me tinha chamado a atenção, mas depois fui investigar. Constatei que tinha estado desatenta porque várias foram as vezes em que o autor foi referido por amigos que tinham lido as outras duas obras - "Verdade Sobre o Caso Harry Quebert” e "Os Últimos Dias dos Nossos Pais". Sem paralelo para mim que ainda não os li. 

"O Livro dos Baltimore" trata-se de uma promessa cumprida por Marcus Goldman ao seu tio Saul Goldman de Baltimore. 

Um cão, Duke, faz a ponte entre o escritor e Alexandra que se tinham afastado oito anos antes e Marcus que tentava ultrapassar um bloqueio criativo retoma ao passado com memórias felizes da adolescência e juventude quando pertencia ao "Gangue dos Baltimore". Saltos temporais marcam esta narrativa mas sem perder a cadência e o interesse pelo enredo desta família.

A perspectiva de Marcus apresenta lacunas que gradualmente ele vai preenchendo e o que parecia óbvio e inevitável percebe-se que não o foi. Os motivos prendem-se com o Drama que ele tende mas tarda em revelar, na proximidade com o curioso vizinho Leo que o julga e repreende como a voz da consciência, 

Sentimentos profundos e conturbados alteram o rumo de sucesso que parecia traçado para os Goldman. Inveja, orgulho e paixão ocultos no seio da família antes e depois do Drama de 2004. Segredos obscuros que tornam esta leitura empolgante e rápida e uma ótima leitura de verão.