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domingo, 23 de julho de 2017

A Chave para Rebecca

Autor: Ken Follett
Edição: 2017/ abril
Páginas: 384
ISBN: 978-972-23-6003-6
Editora: Presença

Sinopse:
Para os alemães, é conhecido por Esfinge; para os outros, é Alex Wolff, um empresário europeu. Espião alemão, Wolff chega ao Cairo vindo do deserto. Leva consigo um rádio, um punhal e um exemplar do romance Rebecca, de Daphne du Maurier. Trata-se de um homem implacável, violento e disposto a tudo para levar a cabo a missão de que foi incumbido.

Wolff tem de enviar a Rommel mensagens diárias, utilizando um código no referido exemplar. A campanha britânica no Norte de África está em perigo e só o major William Vandam, dos serviços secretos, e Elene, uma prostituta egípcia por quem este se apaixonou, podem travar as mensagens clandestinas de Wolff. À medida que as tropas de Rommel avançam, Vandam persegue Wolff em busca da chave do código secreto e do confronto final, do qual só um deles sairá vencedor.

Com uma história intrincada e maravilhosamente bem construída, A Chave para Rebecca é um dos thrillers mais entusiasmantes de Ken Follett.
   

A minha opinião:
Admito, li muito pouco de Ken Follett. Não resisti quando encontrei este livro a baixo custo. Não sabia que era uma nova edição de um livro já lançado anteriormente. Ainda assim, não desvaneceu em nada o prazer da leitura.

Thriller de espionagem em que ambas as forças intervenientes na Segunda Guerra Mundial procuram vencer. Alex Wolff é um espião alemão de regresso ao Egito, que se depara com o major William Vandam, chefe de segurança dos Serviços Secretos Britânicos no Cairo para o travar. O espião conhecido por Esfinge, consegue um bom avanço com a cooperação de Sonja, uma famosa bailariana do ventre, ao revelar aos alemães muitos dos planos e segredos dos Aliados. Elene, jovem, judia e egípcia, apaixona-se pelo viúvo major Vandam e aceita seduzir o espião para deste modo o localizarem e prenderem.

Uma intricada trama, com algumas personagens relevantes para a ação, e com um enredo inicíal muito simples. A diferença é no modo rápido e ritmado, como é contada a história. E nos detalhes que tornam esta trama coerente e consistente. Cinematográfica. O carisma e a inteligência do vilão é uma surpresa que, num outro romance de Ken Follett também me surpreendeu. Apesar disso, torci pelos bons. Não foi dos melhores livros que li do género mas foi uma agradável leitura. 

sábado, 1 de junho de 2013

O Estilete Assassino


Autor: Ken Follett  
Edição: 2013, janeiro
Páginas: 384
ISBN: 9789722525145
Editora: Bertrand

Sinopse:
Um agente secreto de Hitler, um assassino frio e profissional com o nome de código «Agulha», vê-se envolvido na manobra de diversão dos aliados que antecede o desembarque militar em França. Estamos em 1944, a semanas do Dia D.
O Estilete Assassino é um arrebatador bestseller internacional em que o destino da guerra assenta nas mãos de um espião, do seu adversário e de uma mulher corajosa.

A minha opinião:
Nunca li Ken Follett. Mas com tantos a admirar a escrita de géneros distintos, esperava uma boa leitura, que se concretizou numa escrita precisa, descritiva q.b. e escorreita que parece retirada do real sobre espionagem e contraespionagem no tempo da Segunda Guerra Mundial, onde um espião astuto e frio que gozava da confiança do próprio Hitler conseguiu resistir e descobrir a trama dos aliados com o qual poderiam vencer a guerra.

Suspense e crimes numa fuga aos que o perseguiam, Percival Godliman, um professor de história de meia-idade, suficientemente inteligente para ser recrutado para ajudar  a localizar este perigoso agente alemão com o nome de código "Agulha"/ Die Nadel e Frederick Bloggs, promissor agente ao serviço do M15.

Duas histórias em paralelo, uma vez que acompanhamos a recuperação de David e o inicio da sua relação  com Lucy, que amargou um casamento difícil numa ilha quase deserta e isolada. Mais tarde iremos perceber qual o papel a desempenhar por Lucy no desenrolar dos acontecimentos.

Uma das vertentes que prendem a atenção do leitor é a excelente caracterização das personagens em que mesmo o espião tem uma faceta humana e algo vulnerável que o mantêm vivo e vigilante. Um temor. Quanto a Lucy, é extraordinária. Forte mesmo sem o saber e aguerrida quando necessário. Uma dona de casa.

Uma história bem estruturada e bem contada, que vale todo o tempo a que nos dedicamos a ler. Contudo, tenho de confessar que não me arrebatou. Li com interesse mas não com paixão. Talvez porque não é o meu género de eleição. Mas para quem o aprecie, não deve perder.