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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Uma Estrela na Noite

A minha opinião:
No âmbito do projecto da Dora e "Covinhas" (gosto muito desta alcunha ternurenta) leio Kristin Hannah. Não sei se irei conseguir ler todos os que sugerem, mas por ora estou a gostar.

Aviso: Este romance é comovente. 
O que não surpreende se considerarmos que é a continuação do "As inseparáveis" sobre a amizade de Tully e Kate, até que Kate morre de cancro. 
Refazer é devastador e Kristin oube captar bem muitos dos sentimentos envolvidos e é por aí que o livro começa. Afinal, trata-se do luto. 

Não é necesário ler o livro anterior para saber os incidentes principais do que aconteceu entre elas. A resenha foi bem feita e o destaque é entregue a cada uma das personagens na sua dor. 

Custou mas chegou a redenção que eu ansiava ler. Dorothy, a mãe de Tully é a revelação (faltava desvendar o enigma da sua vida).

Afinal, o que importa é o amor, a familia, risos... e memórias. 

Autor: Kristin Hannah
Páginas: 400
Editora: Bertrand
ISBN: 9789722538060
Edição: 2019/ Julho

Sinopse:
Tully Hart e Kate Mularkey eram amigas inseparáveis. Agora, anos mais tarde, Tully tenta lidar com a perda da sua melhor amiga e cumprir a promessa que lhe fez de apoiar os seus filhos - mas Tully desconhece o que é ser mãe, ter uma família e preocupar-se com os outros. Marah Ryan, a filha de Kate, anda tão perdida na sua dor como Tully. Dorothy Hart, a mãe de Tully, é uma mulher instável que abandonou a filha muitas vezes no passado, mas reaparece desesperada por uma oportunidade de ser boa mãe.

Uma tragédia irá unir estas três mulheres e colocá-las num momento da vida poderoso e de redenção. Todas elas estão desnorteadas e vão precisar umas das outras - e talvez de um milagre - para transformar as suas vidas... 

domingo, 21 de julho de 2019

As Inseparáveis

A minha opinião:
Li este livro no âmbito do projecto Kristin Hannah e adorei. Um romance no feminino. Tully-e-Kate. Um romance sobre a amizade que liga estas duas mulheres tão distintas que se apoiam desde a adolescência nos idos anos setenta.

Sabia que este romance era muito pessoal para a autora, mas não sabia porquê. A explicação está no posfácio. Não sou de emoção fácil, mas este livro mexe connosco.

Repito. De mulheres para mulheres. Nem sempre as melhores amigas. Todas sabemos que às vezes são umas cabras e surge a  zanga, a separação, mas quando realmente interessa volta o diálogo e o apoio não falha. É assim a verdadeira amizade. 

Sem dúvida, um bom romance que não teria lido se amigas não o tivessem recomendado. 

Autor: Kristin Hannah
Páginas: 512
Editora: Circulo de Leitores
N: 7585
Edição: 2010/ Outubro

Sinopse:
Corre o ano de 1974 e o verão do amor está prestes a terminar. Os filhos das flores começam a perceber que não conseguem sobreviver apenas com paz e amor.
Kate aceitou o seu lugar no fundo da cadeia alimentar social do liceu. Até que, para seu grande espanto, a «rapariga mais fixe do mundo», Tully, a rapariga que todos os rapazes querem conhecer, muda-se para a casa da frente e quer ser sua amiga. Tully e Kate tornam-se inseparáveis e, chegado o fim do verão, prometem ser «melhores amigas para sempre».

Ao longo de trinta anos, Tully e Kate apoiam-se mutuamente, resistindo às tempestades próprias da amizade, do ciúme, da raiva, da dor e do ressentimento. Tully segue a sua ambição de conquistar o sucesso e a fama. Kate sabe que a única coisa que quer é apaixonar-se e ter uma família. O que ela não sabe é que ser mãe e esposa é algo que a vai mudar.

Julgam ter sobrevivido a tudo, até que um ato singular de traição as separa. Mas será que os laços de amizade que antes as uniram serão mais fortes do que esse afastamento quando surge uma tragédia?

segunda-feira, 8 de abril de 2019

A Grande Solidão

A minha opinião:
Desafiaram-me a ler Kristin Hannah, de quem tenho há muito alguns livros por ler.

Começamos com A Grande Solidão (como chamaram ao Alasca) contado por Leni, uma míuda de treze anos. O pai assustava-a e a mãe que o amava demais mantinha a esperança. Ernt tinha combatido e sido feito prisioneiro na guerra do Vietname. 

A narrativa rica em detalhes sobre a paisagem de grande beleza agreste e inflexível do Alasca deslumbra e é neste cenário onde buscavam encontrar paz, que se sente uma inquietação crescente que angustia e vicia. 

Na segunda parte, Leni tem dezassete anos e a família está em melhores condições financeiras. A vida no Alasca, naquela pequena comunidade continua, com personagens de fibra que apetece conhecer. Novos desafios surgem e o velho obstáculo das mulheres Allbright regressa, apesar de ser expectável que desapareça, o que me renovou o entusiasmo.

Por fim, avança mais alguns anos. As mulheres encontram um porto seguro, mas a vida não pára e novo revês impõe o regresso a onde pertencem. Muita adrenalina nesta inspirada história. 

Um romance épico de amor, dor, perda e redenção... que eu não planeava ler. Projecto Kristin Hannah. Brutal!

Autor: Kristin Hannah
Edição: 2019/ janeiro
Páginas: 456
ISBN: 9789722535991
Editora: Bertrand

Sinopse:
1974, Alasca. Indómito. Imprevisível. E para uma família em crise, a prova definitiva. Ernt Allbright regressa da Guerra do Vietname transformado num homem diferente e vulnerável. Incapaz de manter um emprego, toma uma decisão impulsiva: toda a família deverá encetar uma nova vida no selvagem Alasca, a última fronteira, onde viverão fora do sistema. Com apenas 13 anos, a filha Leni é apanhada na apaixonada e tumultuosa relação dos pais, mas tem esperança de que uma nova terra proporcione um futuro melhor à sua família. Está ansiosa por encontrar o seu lugar no mundo. A mãe, Cora, está disposta a tudo pelo homem que ama, mesmo que isso signifique segui-lo numa aventura no desconhecido. Inicialmente, o Alasca parece ser uma boa opção. Num recanto selvagem e remoto, encontram uma comunidade autónoma, constituída por homens fortes e mulheres ainda mais fortes. Os longos dias de verão e a generosidade dos habitantes locais compensam a inexperiência e os recursos cada vez mais limitados dos Allbright.

À medida que o inverno se aproxima e que a escuridão cai sobre o Alasca, o frágil estado mental de Ernt deteriora-se e a família começa a quebrar. Os perigos exteriores rapidamente se desvanecem quando comparados com as ameaças internas. Na sua pequena cabana, coberta de neve, Leni e a mãe aprendem uma verdade terrível: estão sozinhas. Na natureza, não há ninguém que as possa salvar, a não ser elas mesmas. Neste retrato inesquecível da fragilidade e da resiliência humana, Kristin Hannah revela o carácter indomável do moderno pioneiro americano e o espírito de um Alasca que se dissipa - um lugar de beleza e perigo incomparáveis. A Grande Solidão é uma história ousada e magnífica sobre o amor e a perda, a luta pela sobrevivência e a rudeza que existe tanto no homem como na natureza.