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domingo, 9 de agosto de 2020

33 Cartas de Montmartre


A minha opinião:
Uma comédia romântica. Exatamente o que me apetecia ler. Para mais, deste autor que sabe escrever com coração e engenho.
 
O que me fascina é que apela aos sentidos e visualizo o que descreve enquanto evoco os cheiros e os sabores. Um romance que começa num cemitério antigo e onde tem início, não uma mas duas histórias de amor. Um romance que nos faz desejar visitar Paris e calcorrear todas aquelas pequenas ruelas e praças. Um romance do qual intuímos e torcemos por aquele final e lemos sofregamente para o confirmar, arrebatados pelas personagens. Um romance tocante e mágico porque nos comove e diverte. Um romance que toca o coração.
 
Há muito tempo que não me lembro de ler um romance assim. Lindo.

Autor: Nicolas Barreau
Páginas: 244
Editora: Minotauro
ISBN: 9789898866998
Edição: 2020/ julho

Sinopse:
Ao perder a mulher, prematuramente, Julien Azoulay, escritor aclamado, deixa de acreditar no amor, perde a fé no lado mais feliz da vida - e com ela sua capacidade de escrever. Antes de morrer, Hélène faz o marido prometer-lhe que lhe escreverá 33 cartas, uma por cada ano da sua curta vida. Para seu espanto, Julien dá-se conta de que esta «correspondência», que deixa numa gaveta secreta na campa da mulher, no cemitério de Montmartre, acaba por ser o seu único conforto na perda.

Até que um dia descobre que as cartas desapareceram e, no lugar destas, encontra alguma pistas... O que Julien não sabe é que alguém o observa. Alguém que lê as cartas e que o quer ajudar. Alguém que se apaixonou por ele.
 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Encontras-me no Fim do Mundo

Autor: Nicolas Barreau
Edição: 2013, Março
Páginas: 216
ISBN: 9789897260513
Editora: Quinta Essência

Sinopse:
Jean-Luc Champollion é aquilo a que os franceses chamam um homme à femmes. O encantador proprietário de uma galeria bem-sucedida ama a arte e a vida, é muito sensível ao encanto das mulheres, que de bom grado lho retribuem, e vive num dos bairros da moda de Paris, em perfeita harmonia com o seu fiel dálmata Cézanne. Tudo corre bem até que, uma manhã, Jean-Luc encontra no correio um envelope azul, e a sua vida muda para sempre. A missiva é uma carta de amor, ou melhor, uma das declarações de amor mais apaixonadas que o galerista já viu, mas não vem assinada: a misteriosa autora decidiu esconder-se e convida-o a descobrir quem é. Jean-Luc fica inicialmente confuso, mas decide alinhar. A remetente anónima forneceu-lhe um endereço de e-mail e desafia-o a responder. Mas a tarefa não é fácil. Em breve, Jean-Luc tem apenas um objetivo: descobrir a identidade da caprichosa desconhecida, que parece conhecer muito bem os seus hábitos e gosta de o provocar incessantemente. Assombrado pelas suas palavras, Jean-Luc segue as pistas dispersas na correspondência, cada vez mais incapaz de resistir à mais doce das armadilhas. O objeto da sua paixão existe apenas no papel e na sua imaginação, mas ele sente conhecer melhor esta mulher do que os quadros expostos na sua galeria, mesmo que nunca tenha visto o seu rosto. Ou será que viu?

A minha opinião:
Com Nicolas Barreau viajamos até ao fim do mundo para encontrar a felicidade... das personagens.


"Às vezes olha-se para uma coisa cem, mil vezes, antes de verdadeiramente a vermos pela primeira vez".
Christian Morgensten

Com esta pequena nota de abertura, perspetiva-se que a principal personagem masculina, Jean-Luc -Le Duc não via o óbvio. Um grande amor mesmo debaixo do seu nariz. Mas também o leitor não o vê porque fica tão embrenhado e enredado na trama que não consegue senão sentir empatia, comoção e ternura pelo Jean-Luc que se apaixona pelas belas palavras (em detrimento da imagem) da sua misteriosa, inteligente e  enigmática Principessa que elege o estilo da literatura francesa do século XVIII para o seduzir. Afinal, "O mistério eleva o normal à categoria de extraordinário""A razão procura mas é o coração que encontra" .

Não é um tema novo mas depende da arte do autor para ser bem sucedido e com este romance passou-se o mesmo do que com o anterior. Fiquei seduzida e rendida desde as primeiras páginas deste pequeno romance. O autor é um exímio contador de histórias que enternecem e divertem sem nunca quebrar o ritmo ou a fluência tal é a vivacidade da narrativa e o encanto das personagens. E sempre em Paris. Que cenário maravilhoso, com cafés, restaurantes, bares e hotéis e outros recantos pitorescos e reais que nos fazem viajar, sonhar e espantar entre páginas.

Simplesmente maravilhoso e irresistível. Amei.   

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Sorriso das Mulheres



Autor: Nicolas Barreau
Edição: 2012, Abril
Páginas: 292
ISBN: 9789898228895
Editora: Quinta Essência

Sinopse:
O livro mais encantador da temporada

Para Aurélie Bredin, as coincidências não existem. Jovem, sensível e atraente, é a proprietária de um pequeno e romântico restaurante, Le Temps des Cerises, situado no coração de Paris, a dois passos do Boulevard Saint-Germain.
Naquele pequeno restaurante forrado a madeira, com toalhas aos quadradinhos vermelhos e brancos, o seu pai conquistou o coração da sua mãe graças ao menu d’amour. E foi ali, rodeada pelo aroma do chocolate e da canela, que Aurélie cresceu e onde encontra consolo nos momentos difíceis da sua vida. Mas agora, magoada pelo abandono de Claude, nem sequer a calidez acolhedora da cozinha é capaz de consolá-la.
Uma tarde, mais triste que nunca, Aurélie refugia-se numa livraria. Um romance, O Sorriso das Mulheres, chama a sua atenção. Quando o folheia, descobre que a protagonista é inspirada nela e que Le Temps des Cerises é um dos cenários principais.
Graças a esta prenda inesperada, volta a sentir-se animada. Decide entrar em contacto com o autor, Robert Miller, para lhe agradecer. Mas isso não é fácil. Qualquer tentativa de conhecer o escritor – um misterioso e esquivo inglês – morre na secretária de André Chabanais, o editor que publicou o romance.
Porém, Aurélie não desiste e quando um dia surge efectivamente uma carta do autor na sua caixa de correio, acaba por daí resultar um encontro bem diferente daquele que tinha imaginado…

A minha opinião:
Espirituoso.

Mais do que encantador, penso que a plavra que melhor o define é Espirituoso. Um romance que nos predispõe bem, e nos mantêm um sorriso no rosto porque o autor com a sua sensibilidade  e genialidade captou bem a natureza feminina e fez deste romance UM PRESENTE DOS CÉUS (palavras dele).

Gosto de ler os prefácios e os posfácios e recomendo que o façam porque melhor compreendemos o que se passa (passou) na mente do autor. Neste caso:

       "... pretendo que este permaneça um lugar da fantasia, um lugar em que os desejos ganham contornos de realidade e tudo se torna possível. O sorriso das mulheres é um presente dos céus, é o ínicio de qualquer história de amor..."

Este romance é belo na sua simplicidade e verossimilhança. Aurélie e André são credíveis. Podem ser inventados mas também poderia ser baseado nas muitas reviravoltas de duas pessoas apaixonadas (ou pelo menos uma delas), que finalmente se encontram depois de muitas peripécias, algumas delas hilariantes, outras nem tanto ou até mesmo sofridas, num cenário tão maravilhoso e romântico como o de Paris - a cidade luz/ cidade do amor e entre os requintados aromas e sabores da cozinha francesa.

Aguçaram-me a curiosidade sobre este romance. E ainda bem porque é um romance que deveria mesmo ler. O sentimento expresso neste divertido romance de André por Aurélie desde que ficou cativo do belo sorriso de Aurélie e que seduziu com o seu primeiro romance.

Um prazer de ler!
(Não gosto de classificar o que leio mas não resisto a definir o que me agradou muito como um prazer de ler. Normalmente são livros que pretendo adquirir e mais tarde reler.)