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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cartas para Claudia

Autor:  Jorge Bucay
Edição: 2010
Páginas: 232
ISBN: 9789727119615
Editora: Pergaminho

Sinopse:
Lições de vida, de amor e de descoberta

Este livro é composto pelos escritos que, durante mais de três anos de trabalho terapêutico, Jorge Bucay dedicou aos seus pacientes. Trata-se de uma correspondência imaginária entre o autor e Cláudia, uma amiga muito querida que se torna destinatária de importantes lições de vida. Cada carta levanta questões e lança um desafio à reflexão: seremos verdadeiramente donos do nosso destino? Até que ponto somos determinados pelas circunstâncias? Será possível conhecermo-nos a nós mesmos, ou apenas às diversas máscaras que usamos? Que estratégias usamos para nos definirmos a nós próprios? Qual o verdadeiro sentido da liberdade? A felicidade estará ao nosso alcance? Como poderemos delinear e aceitar as nossas limitações? Num estilo convidativo, informal, por vezes divertido, por vezes quase cruel, Jorge Bucay inicia em Cartas Para Cláudia uma correspondência com todos os leitores, incentivando-os ao autoconhecimento e à busca da felicidade.

A minha opinião:
Li do mesmo autor, o "Conta comigo" e encantei-me com os contos. Assim, não podia deixar de ler este "Cartas para Claudia" fictícia amiga que muito admira e estima, e com quem partilha pensamentos, ideias e conceitos com uma clareza e inteligência que nos permitem aprender, reaprender e divagar sobre valores e vivências importantes da vida. Esta Cláudia é qualquer leitor que se envolva na leitura e pare para reflectir sobre o que lê.
Um pequeno livro que recomendo.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Conta Comigo

Autor: Jorge Bucay
Edição: 2010, Abril
Páginas: 264
ISBN: 9789727119592
Editora: Pergaminho

Sinopse:
«Gaby estava de pé, diante da janela; as ondas do seu cabelo ruivo caíam-lhe sensualmente pelas costas, vestia uma das minhas camisas enquanto tomava um café e olhava para a rua sem ver.
Parecia um quadro, uma beleza perfeita, uma obra de arte fictícia e imóvel. (...)
Pela primeira vez, dei-me conta ao vê-la que aquela mulher inverosímil nunca se daria por vencida.
Gaby, que explicitamente tinha vindo para dizer que queria os papéis do divórcio, lá no fundo nunca aceitaria a nossa derrota... Ou deveria dizer o nosso fracasso...?
Não. Derrota é a palavra.
Porque a nossa relação fora sempre uma batalha, uma longuíssima guerra de anos, que nos custava terminar.»

Quando o amor tem de enfrentar a pressão do dia-a-dia, o peso do tempo e o desgaste do desencanto, será capaz de sobreviver? Se sobreviver, será ainda amor… ou algo ainda mais complexo? E se não sobreviver, será possível voltar a amar? Conta Comigo, o novo best-seller de Jorge Bucay, é um romance comovente e divertido que demonstra como, apesar do passar dos anos, nunca paramos de crescer, de aprender e de evoluir.
Passaram-se vinte anos e Damião, o inesquecível protagonista de Deixa-me Que Te Conte... (Pergaminho, 2004) já tem quase quarenta anos. Há muito tempo que deixou de ter contacto com «O Gordo», o psicoterapeuta que lhe ensinou a enfrentar os dilemas da vida com a magia dos contos. Mas, chegado à meia-idade, Damião entra em crise. O seu casamento falhou e tem de começar uma nova vida. Por motivos profissionais, vê-se obrigado a sair do seu país, a relação com a sua família dá uma reviravolta e aparece na sua vida uma mulher muito importante... Damião volta a procurar a ajuda de Jorge mas, desta feita, terá de confiar mais nos seus próprios recursos.

A minha opinião:
Há livros que parece que não somos nós que os escolhemos, mas eles que nos encontram. Este surgiu no momento certo.
Através da história do Damião, que procura o seu psicoterapeuta "Gordo" para compreender e superar o desassossego que o aflige, percebi que a narrativa e os diálogos ora sérios, ora divertidos, me envolviam e não estava a ler apenas para me distrair ou sonhar.
Os maravilhosos contos do "Gordo" me impeliram para alguma introspecção e reflexão sobre afectos, relações/ "ralações", escolhas, bloqueios/ medos. O modo como vivemos.
Penso, que muito do que li guardei para sempre recordar. Este livro não me deixou indiferente.