terça-feira, 15 de março de 2016

A Vida É Fácil, Não Te Preocupes

Autor: Agnes Martin-Lugand
Edição: 2016/ março
Páginas: 232
ISBN: 9789896650346
Editora: Suma de Letras

Sinopse:
Desde o seu regresso da Irlanda, Diane virou a página da sua tumultuosa história com Edward, determinada a reconstruir sua vida em Paris. Com a ajuda do seu amigo Felix, lança-se de cabeça na compra e abertura do seu café literário. E é aí, em As pessoas felizes lêem e bebem café, o seu refúgio, que conhece Olivier. É simpático, atencioso e principalmente compreende e aceite a sua recusa em ser mãe novamente. Diane sabe que nunca vai se recuperar da perda da sua filha.

No entanto, um evento inesperado muda tudo: as certezas de Diane, as suas escolhas, pelas quais tanto lutou, vão entrar em colapso, uma após a outra.
Será que Diane tem a coragem necessária para aceitar um outro caminho?

A minha opinião:
As pessoas felizes lêem e bebem café foi o romance anterior que me seduziu pelo titulo. Na ocasião, ainda não sabia que se tratava do café literário da Diane. A Vida É Fácil, Não Te Preocupes continua a ter esse efeito. Adoro o titulo deste romance. E continuo a adorar Diane e Edward, bem como Abby, Jack, Judith, Felix  e agora Declan.

Do que recordo, Diane estava a fazer um luto difícil e escapuliu se para a Irlanda por um ano, e nesse período ... conheceu uma família que lhe fez retomar a sua vida e regressar ao seu refúgio - Pessoas Felizes. Sei que fiquei um pouco desiludida porque esperava outro final, mas não imaginei que um novo romance surgisse para concluir em beleza.

As pessoas felizes fumam?! Diane e Edward sim, e fumavam mais quando não estavam felizes. Algo que tinham em comum, e desfrutavam sempre que podiam sem pejo.

Pobre Olivier. Empatia é o que sentimos pelas personagens e dai o sucesso deste romance que usa a formula do amor e da família para ultrapassar a dor e a perda, com uma escrita suave e tranquila que nos sussurra como se nos confidenciasse um segredo que devemos conhecer.

Quanto ao café literário, um sonho realizado como Diane o descreve.

"Eu queria que o Pessoas Felizes se tornasse um local de convívio, caloroso, aberto a todos, onde todas as literaturas encontrassem o seu lugar. Queria aconselhar os leitores permitindo-lhes sentir prazer de lerem as historias que tivessem vontade de ler, sem vergonha. Pouco importava que quisessem ler um prémio literário ou um sucesso popular, só uma coisa contava: que os clientes lessem, sem terem a impressão de estarem a ser julgados relativamente `a sua escolha. A leitura fora sempre um prazer para mim, desejava que as pessoas que frequentassem o meu café o sentissem, o descobrissem e, no caso dos mais refractários, que tentassem a aventura. Nos meus degraus, misturavam-se todas as literaturas; o romance policial, a literatura generalista, o romance sentimental, a poesia, o young adult, os testemunhos, os bestsellers e os títulos mais confidenciais. (...) Eu gostava do lado de caça ao tesouro de encontrar O livro. Os novos clientes eram iniciados progressivamente por uns e por outros."

Um prazer de ler.

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