domingo, 15 de janeiro de 2017

Eu Confesso

Autora: Jaume Cabré
Edição/Reimpressão: 2015
Páginas: 736
ISBN: 9789896712563
Editora: Tinta da China

Sinopse:
Na Barcelona franquista, o pequeno Adrià cresce num amplo e sombrio apartamento; o pai está determinado a transformá-lo num humanista poliglota, a mãe, num violinista virtuoso. Brilhante, solitário e tímido, o rapaz procura satisfazer as ambições desmesuradas que depositam nele, até ao dia em a morte violenta e misteriosa do pai o leva a questionar a origem da fortuna familiar. Meio século depois, Adrià recorda a sua vida, indissociável do turbulento percurso de um violino excepcional. Da Inquisição ao nazismo, de Barcelona ao Vaticano, vai-se desvelando a cruel história europeia: uma cadeia de eventos iniciada na Idade Média, com repercussões trágicas até à actualidade.

A minha opinião:
Eu confesso. Confesso que demorei muito mais tempo do que tinha planeado a ler este livro genial. Confesso que não esperava uma leitura tão complexa e rica que exigia atenção e concentração, mas que ainda assim marca. As folhas deste livro de baixa granulometria tornam este livro mais denso do que imaginei. Os saltos temporais e espaciais que podem ser de alguns séculos são espectaculares mas custaram-me a entrar inicialmente na história. Não pretendo deste modo dissuadir qualquer leitor de se embrenhar neste livro que asseguro é um livro de uma vida. Um livro para guardar, preservar, reler e recomendar.

Depois de o ler, fui fazer uma pesquisa na Net e o que encontrei dispensa que me alongue muito neste comentário porque foi sobejamente apreciado e bem julgado nos posts que li, que de todo consigo igualar. 

Uma criança sobredotada numa família sem amor e um violino único que nunca fora tocado por um musico talentoso mas que serve de mote para uma intrincada narrativa, em análise sobre o poder do mal desde a Inquisição passando pelo nazismo para Adrià que se debate com a culpa e o amor. 

Sara Voltes-Epstein é o amor de quem se viu separado em jovem e que mais tarde se reconciliou. No fim da sua vida escreveu uma longa carta no verso de um trabalho que entregou ao amigo Bernat. Sentimentos expressos de uma mente privilegiada que tal como o pai era um colecionador que conheceu o medo e a solidão. 

Um romance completo. O homem na sua complexidade. 

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