domingo, 8 de novembro de 2015

O que ela deixou para trás

Autor: Ellen Marie Wiseman
Edição: 2015/ setembro
Páginas: 352
ISBN: 9789897101861
Editora: Chá das Cinco

Sinopse:
luminado e provocador, este é um romance sublime sobre o desejo de pertença e os mistérios sob as vidas mais comuns. 
Há dez anos, a mãe de Izzy Stone disparou sobre o seu pai enquanto este dormia. Arrasada pela insanidade da mãe, a jovem recusa-se a visitá-la na prisão. Para a ocupar, os seus pais de acolhimento inscreveram-na como voluntária num asilo público. Ali, no meio de pilhas de pertences sem dono, Izzy descobre um molho de cartas por abrir, um jornal antigo e uma janela improvável para o seu passado.

Clara Cartwright, com 18 anos em 1929, está encurralada entre os seus pais superprotetores e o amor por um italiano. Irado por Clara recusar um casamento arranjado para ela, o pai coloca-a num lar sofisticado para pessoas nervosas. Mas, quando a sua fortuna se perde com o crash de 1929, não consegue suportar os custos do lar e Clara é enviada para um asilo público.
A história de Clara mergulha Izzy num passado cheio de enigmas. Se Clara, na verdade, nunca foi doente mental, poderia explicar-se de outra forma o crime da sua mãe? Completar as peças deste puzzle do passado conduz Izzy à reflexão sobre a sua própria vida e a questionar-se sobre tudo o que pensava saber e acreditar.

A minha opinião:
Nunca o proverbio "Não se pode julgar um livro pela capa", fez tanto sentido para mim. Um claro exemplo de que não podemos julgar uma obra pela imagem exterior. Um romance bem estruturado e definido, brilhante pela carga psicológica, com uma capa nada adequada. Uma jovem sonhadora e rica pode espelhar "Clara Cartwright, com 18 anos em 1929" mas não me parece que seja esta a moda da época, e tem pouco ou nada a ver com a narrativa de uma jovem sã internada num sanatório estatal lotado e com difíceis condições. Presa devido a uma educação severa que reprimia sem amar, um numero entre a multidão de esposas, mães, irmãs e filhas descartadas e esquecidas.   

Izzy é a outra jovem protagonista desta narrativa, com um passado marcado pelo assassinato do pai pela mãe. Nada romântico mas muito realista. O assombroso passado de Clara revela o o mistério do doloroso passado de Izzy com consequências que não contamos e que nos tiram o fôlego e obrigam a pausas dada a violência das cenas descritas (pouco comum num romance como o que esperamos com esta capa). A crueldade humana priva-nos de lucidez e é intemporal. Bullying e ... algo mais que não revelo. 

Um romance que inesperadamente nos marca sobre duas jovens que admiramos. O final compensa. Mas até lá chegarmos o que penamos na companhia de Clara, ou alternadamente na companhia de Izzy. MARAVILHOSO E INEBRIANTE!!!

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