domingo, 15 de novembro de 2015

Pequenas Grandes Mentiras

Autor: Liane Moriarty
Edição: 2015/ maio
Páginas: 480
ISBN: 9789892330945
Editora: ASA

Sinopse:
A vila costeira de Pirriwee é um bom lugar para viver. As ruas são seguras, as casas são elegantes, e os seus habitantes distintos. Bom… quase todos…

Madeline é tudo menos perfeita. Para começar, recusa-se a viver para as aparências e não se coíbe de dar a sua opinião (principalmente quando não é pedida). O seu lema "Nunca perdoar. Nunca esquecer." vai ser inesperadamente testado ao limite.

Celeste tem o tipo de beleza que leva as pessoas a parar na rua. 
É tão serena que ninguém repara que por detrás dos seus magníficos olhos se escondem sombras negras. Nem as suas melhores amigas sabem o que se passa quando a noite cai.

Jane acabou de chegar. Ao fim de anos a tentar encontrar um lar, a idílica vila parece ter tudo o que procura… e até já conseguiu fazer duas amigas, cujas vidas perfeitas, espera, venham a ter uma boa influência sobre si. É mãe solteira e tão jovem que, no recreio da escola, a confundem com uma babysitter. Mas a sua inocência há muito que se perdeu. 

Um acidente vai unir estas três mulheres numa amizade aparentemente indestrutível. Pelo menos, até à noite da festa. Na vila, nada mais será como antes. São muitas as versões mas o facto indiscutível é que houve uma morte. Como aconteceu? Quem viu? Acima de tudo, quem morreu?

A minha opinião:
BRUTAL!
A palavra que me ocorre imediatamente após terminar a leitura. A historia continua a "martelar-me" no cérebro com tantos significativos episódios e muitos detalhes tão banais e plausíveis, que nos passam despercebidos no quotidiano, mas que a autora recolheu para criar um enredo forte pela credibilidade dos acontecimentos e das personagens, que tomamos como nossas amigas e conhecidas nas suas peculiaridades e angustias (algumas podemos reconhecer como nossas, identificando-nos com as personagens).     

"Isto pode acontecer a qualquer pessoa."

Pois pode e acontece!

As historias não são tão preto e branco como as letras impressas nas paginas de um livro e as vitimas de actos cruéis, sádicos e egoístas não se parecem de todo com a imagem que esperaríamos que tivessem. Protegem-se com pequenas grandes mentiras e reagem como se a vida fosse perfeita até que tudo desabe. 
Acasos e equívocos num desfecho desejável onde a amizade prevalece numa pequena comunidade idílica. 

Quando leio uma historia assim fico sempre a pensar na extraordinária capacidade de transpor em palavras um enredo que se formou na mente criativa de quem a concebeu. E mais não escrevo porque não tenho esse dom.   

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