sábado, 18 de junho de 2016

Razões para viver

Autor: Matt Haig
Edição: 2016/ abril
Páginas: 260
ISBN: 978-972-0-04814-1
Editora: Porto Editora

Sinopse:

Um livro sobre como tirar o máximo partido da vida enquanto cá estamos. 

Aos 24 anos, o mundo de Matt Haig desabou: 

Durante algum tempo, fiquei parado junto ao abismo. Primeiro, a ganhar coragem para morrer; depois, a ganhar coragem para viver. 
Este é um relato na primeira pessoa sobre a forma como Matt mergulhou numa crise profunda, triunfou sobre uma doença que quase o matou e reaprendeu a viver.
Quando se está deprimido, sentimos que estamos sozinhos e que mais ninguém está a passar exatamente por aquilo que nos está a acontecer. Temos tanto medo de que os outros nos achem loucos que acabamos por interiorizar tudo. Temos tanto medo de que as pessoas nos ostracizem ainda mais, que acabamos por nos fechar numa concha. E não falamos sobre o que se passa connosco, o que é uma pena, pois ajuda se falarmos sobre o assunto.

A minha opinião:
Este é um testemunho importante que resulta da coragem de um homem em partilhar a sua experiência com uma doença como a depressão e explorando soluções que devem ser adequadas a cada um como razões para viver. 

Ler este livro foi opção quando a doença me tocou muito perto com um familiar chegado. Sabia bastante sobre o assunto porque infelizmente muitas são as pessoas com quem me cruzei ao longo dos tempos que sofriam deste flagelo. Algumas sabem-no e lutam bravamente contra, outras supõem que estão apenas infelizes afetadas por problemas banais, e outras ainda recusam encarar essa possibilidade por não serem malucos e não falam abertamente sobre o assunto mas apresentam sinais exteriores de risco como a ansiedade, a perturbação do pânico, entre outros.

Contudo este livro é mais abrangente porque nos faz encarar a vida e procurar tirar proveito dela realçando os aspectos positivos em que nos devemos focar, apreciar, sem ignorar o mundo em que vivemos e do qual fazemos parte em conjunto. Altos e baixos de quem sofre desta doença, como de qualquer existência. 

Descobri que a leitura é um excelente terapia porque "cada livro é fruto de uma mente humana num determinado estado" e "alguém que procura alguma coisa" como o leitor procura dentro de si com provisões de esperança e confiança. Apesar da escrita desarmada e fluída não consegui ler este pequeno livro todo de uma só vez e retomei-o sempre que precisava de acomodar e reter a informação que me transmitia. Gratificante, sem duvida, mas realista e como tal inquietante com o muito que desvenda, e simultaneamente redentor e positivo, mesmo que sem falsas esperanças de curas milagrosas.

Recomendo vivamente. 

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