domingo, 14 de outubro de 2012

O Mercador de Livros Malditos



Autor:  Marcello Simoni
Edição: 2012, Setembro
Páginas: 384
ISBN: 9789892240294 
Editora: Clube do Autor
 
 
Sinopse:
Uma incursão apaixomante pela história. Uma viagem no tempo até à época medieval.

É quarta-feira de cinzas do ano de 1205. O padre Vivïan de Narbonne é perseguido por um grupo de cavaleiros que ostentam estranhas máscaras. O padre possui um bem muito precioso que precisa de proteger a todo o custo, mesmo que tal possa significar a sua morte.
Treze anos passaram sobre este dia tenebroso. O amigo do padre, Ignazio de Toledo um mercador de relíquias, é encarregado de seguir o rasto de um livro raro, o Uter Ventorum. Diz-se que essa cópia de certos manuscritos persas pode conter o método de evocar os anjos e a sua divina sabedoria. As criaturas sobrenaturais, uma vez invocadas, estariam dispostas a revelar os segredos dos poderes celestes.
E assim se inicia a viagem de Ignazio através da Itália, da França e de Espanha em busca de um manuscrito que alguém terá desmembrado em quatro partes, escondido cuidadosamente e protegido por meio de intrincados enigmas. Só que o mercador não é o único a procurá-lo. Quem será o primeiro a conseguir descobri-lo? E o que estará cada um disposto a arriscar para desvendar o mistério?
O Mercador de Livros Malditos é uma história envolvente, marcada por intrigas, segredos ocultados durante séculos e mistérios que vão para lá do conhecimento de sábios e de alquimistas. Afinal, que segredo poderá conter a chave para o domínio absoluto do mundo?
 
A minha opinião:
Este é um daqueles casos em que a sinopse revela quase tudo sobre a história passada na obscura Idade Média, como a capa tão bem o documenta. Ainda assim, é uma bem urdida trama sobre uma tenaz e audaciosa busca de um misterioso livro, através de enigmáticas pistas que apenas a mente iluminada de Ignazio de Toledo decifra. No seu rasto, tenebrosas forças do mal procuravam apoderar-se desse objeto de culto, que acreditavam dar amplos poderes a quem o possuisse.
 
"- Diz-se que a Santa Vehme foi instituída por Carlos Magno para manter a ordem nas terras germânicas. Tratava-se de um tribunal secreto composto por cavaleiros que tinham o direito de vida ou de morte sobre quem quer que fosse. Ninguém estava isento do seu castigo, nem sequer os nobres. Com o tempo, vieram a ser chamados de "Videntes". Reivindicam as suas execuções deixando no lugar do delito um punhal cruciforme. Puniam uma infinidade de delitos, da descrença à usurpação do poder soberano, da necromancia à violência sobre as mulheres. Os suspeitos eram expulsos das suas casas e levados perante os juízes e se fossem considerados culpados eram imediatamente enforcados. À testa da Santa Vehme estão o grão-mestre, depois vêm os franco-condes e, por último, os franco juízes."
(pag. 194)
 
Um livro surpreendente, com Prólogo e Epílogo, dividido em seis partes e oitenta oito capítulos. Devido ao suspense numa narrativa bem concebida e com um adequado enquadramento de época, fui agradávelmente enredada na ação mas fiquei algo desapontada com o final que apesar de terminar no ... fim ... feliz, não se concretizou como eu esperava, apesar do fator inesperado com a personagem Uberto.
 
Um livro que recomendo para quem aprecia romances do género.

2 comentários:

  1. Olá Vera,
    Ainda ontem estive com este livrinho na mão, na dúvida se o comprava ou não mas pelo que li na tua opinião é do meu género acho que vou é esperar que chegue à biblioteca municipal para levantar.
    Boas leituras;)

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  2. Não conhecia este livro, mas parece muito interessante.
    Sou uma nova seguidora do blog :)

    LadyBug
    http://written-portairt.blogspot.pt/

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