quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Fragmento


"O amor, tal como a morte, segue um tempo que não se rege pelo calendário. Vais conseguir extrair um sentido de tudo isto que te escrevo. Se não for agora, talvez mais tarde. Farás por unir os fios frágeis da nossa ligação. Sem te dares conta, irás proteger a memória do nosso amor num longo álbum de recordações. A saudade abre-se com facilidade à nostalgia. Quando penso em ti, imagino um espaço de liberdade em que um dia, no futuro, cada um possa encontrar a felicidade à sua maneira. O tempo escoa-se, meu amor."

in "A Segunda Morte de Anna Karenina" de Ana Cristina Silva, pag. 112

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