sábado, 22 de agosto de 2015

Perguntem a Sarah Gross

Autor: João Pinto Coelho
Edição: 2015
Páginas: 448
ISBN: 9789722057103
Editora: Dom Quixote

Sinopse:
Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.

A minha opinião:
Certamente que quem gosta de ler, principalmente romances, sabe da existência deste livro e algo sabe sobre ele. Julgou, como eu, quando leu a sinopse ou ouviu comentar, que se tratava de um livro (mais um) sobre o Holocausto (Auschwitz) e hesitou ou desistiu, por ser um leitura difícil, que nos magoa e de que não nos conseguimos abstrair como sendo ficção. Não se pode esquecer, desvalorizar ou perder de vista. 

Este romance vale mesmo a pena ler e sem expectativas ou ideias preconcebidas. Demorei a escrever sobre ele, porque achei que não era capaz de o comentar com justiça e tinha que acomodar sensações e emoções. Não é tarefa fácil, e com agrado constato que cada vez mais sou surpreendida por autores portugueses que escrevem magistralmente romances de estreia. Parece que toda a sua vida ensaiaram para escrever bons livros. 

Estrutura narrativa bem conseguida, com duas vertentes, sobre os judeus de Auschwitz, recuando ao passado mas evoluindo gradualmente, até reunir a personagem Sarah a Kimberly no colégio. Duas mulheres misteriosas marcadas pelo passado.  

Auschwitz, surge com rigor histórico numa parte final do livro. O enredo e as personagens superam completamente todas as expectativas. E ultrapassam-nos nos acontecimentos. Um romance que nos conquista sem resistência quando estamos armados.

Um prazer de ler!

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