quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A Mulher do Camarote 10

Autor: Ruth Ware
Edição: 2017/ julho
Páginas: 344
ISBN: 9789897243806
Editora: Clube do Autor

Sinopse:
Emocionante e compulsivo, este romance evoca o ambiente clássico dos policiais de Agatha Christie: um ritmo que aumenta gradualmente de tensão, a sensação de perigo iminente e um conjunto de suspeitos reunidos num único lugar.

A jornalista Lo Blacklock recebe um convite irrecusável: acompanhar a primeria viagem do cruzeiro de luxo Aurora Borealis. O serviço é exclusivo e a bordo estão vários empresários e pessoas influentes da sociedade. No entanto, a viagem ganha outros contornos para a jornalista. Certa noite, testemunha aquilo que acredita ser um crime no camarote ao lado do seu.

Desesperada, denuncia o ocorrido ao responsável pela embarcação. Ninguém acredita na sua versão, pois todos os passageiros continuam no navio. Blacklock decide investigar o crime por conta própria. Colocando a carreira e a própria vida em risco, ela não vai descansar enquanto não encontrar resposta para o mistério do camarote 10.

A minha opinião:
Muitos comentários já circulam sobre este livro. Eu li uns quantos e refleti sobre a minha opinião. Um cruzeiro nos fiordes noruegueses com o propósito de ver as Luzes do Norte é certamente aliciante, mas... não para mim. Não gosto de estar "fora de pé", e como tal, sabia que este enredo ficcionado não me seria indiferente.  A escrita simples e direta não falhou em passar uma tensão constante num espaço confinado. 

No começo da história, sexta feira, dia 18 de setembro, Lo Blacklock foi assaltada. No domingo, rompeu com o namorado antes de viajar como jornalista para cobrir a inauguração do cruzeiro. Perturbada e frágil, embarcou num barco  bem menor do que imaginara, com tectos baixos, corredores estreitos e espaços acanhados que davam uma sensação de clausura. Neste estado de espirito testemunha um crime e começa a investigar no restrito núcleo de presentes, o suspeito ou suspeitos, enquanto estes põem em causa a fiabilidade do seu testemunho. Apesar de não ter sentido grande empatia pela personagem, ela é muito humana nas suas emoções e reações.  

Em determinado momento, fui averiguar qual o título original deste thriller para perceber porque razão o título não coincidia com o texto. A vitima do camarote 10 foi quase sempre referida como a "rapariga" e não a "mulher. Traduzido à letra, pensei se não seria para não se confundir com qualquer outra "rapariga" num outro meio de transporte, de um qualquer outro livro do género. 

Em jeito de conclusão, é uma história intensa e vertiginosa, como convêm. Bem escrita, tem ritmo, suspense, ação e um bom final. O que se quer. Uma autora a seguir.

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