domingo, 22 de outubro de 2017

Homens sem Mulheres

Autor: Haruki Murakami
Edição: 2017/ setembro
Páginas: 256
ISBN: 9789897418105
Editora: Casa das Letras

Sinopse:
O que têm em comum os Beatles, Hemingway, François Truffaut, Woody Allen, Tchékhov, um rapaz chamado Gregor Samsa, um médico doente de amor e o dono de um bar de jazz? Haruki Murakami, pois claro. São sete os contos que dão forma ao mais recente livro: Homens sem Mulheres. Sete homens desencantados e a contas com a solidão. Sete histórias de solidão, mágoa e luto que desafiam os lugares- -comuns sobre o amor. Sete maneiras de traduzir a mesma melancolia, enquanto lá fora «a chuva continua a cair, provocando no mundo inteiro um interminável calafrio». Mas não se deixem enganar: este livro está repleto de mulheres: desejadas, sonhadas, traídas, ouvidas, invocadas, incompreendidas, sobrevalorizadas, eternamente amadas e perdidas para sempre. Um dia, o leitor corre o risco de se transformar num homem sem mulheres. Depois não digam que não avisámos.

A minha opinião:
Nunca li nada de Haruki Murakami. Livros são os amigos que escolhemos ter e como tal sou razoávelmente seletiva. Não achei que Murakami pudesse ser incluido e deixei-o de fora.

Homens sem mulheres é exatamente isso, sete contos de homens sem mulheres.  Desamor, solidão, isolamento e muitos outros sentimentos são contemplados nestes contos numa escrita límpida, tão simples e honesta que fiquei a apreciar. 

Alguma melancolia mas adorei o primeiro conto "Drive my car"em que se assume que todos somos atores. "Yesterday", título da canção dos Beatles, letra inventada por um amigo improvável em que se reflete sobre as dores de crescimento na juventude. 

Na ausência de complicações e inquietações acumuldas, certas pessoas levam uma vida surpreendentemente artificial. O dr. Tokai em um "Orgão Independente" é para mim o conto mais marcante e dramático.

As mulheres têem o condão de anular a realidade mergulhando nela e sem essa intimidade feita de momentos especiais surge a consciência de uma profunda amargura como a Habara em Xerazade. Kino é mais misterioso, enigmático e impactante. Samsa saiu do quarto para aprender sobre o mundo e apaixonou-se. Homens sem mulheres é o último conto. Lidar com a perda no mundo quando se muda de perspetiva. Qualquer um pode saber. 

Qualquer um pode ler e mudar de opinião. 

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