sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Em nome do filho

Autor: Luísa Castel-Branco
Edição: 2011, Outubro
Páginas: 300
ISBN: 9789898452818
Editora: Clube do Autor

Sinopse:
Ema, uma menina de Lisboa, é a filha mais nova de uma família burguesa, que, no período da Revolução, se vê obrigada a mudar-se para uma propriedade no campo. Conhecendo todos os segredos da terra, Ema tem o dom de comunicar com a vida e os outros de forma misteriosa e especial. Com o fim da idade da inocência, a sua felicidade, no entanto, só é plenamente conseguida depois de satisfazer o seu desejo de maternidade.
Felismina, uma rapariga pobre, anormalmente recatada para a época, cresce nos arredores de Lisboa. Educada por uma mãe cruel e manipuladora, consegue libertar-se das amarras da sua vida de miséria. Sai de casa, muda de identidade, passa a chamar-se Mi Sores, e o seu aspeto, outrora macilento e triste, passa a ser sofisticado e luminoso.
O destino destas duas mulheres cruza-se inesperadamente quando o bebé de Ema é raptado. O pesadelo vivido pela mãe desencadeia uma teia de mistérios e revelações surpreendentes.

A minha opinião:
O primeiro livro desta autora que leio e foi bem apreciado. Frequentemente quando apanhava algum dos pequenos jornais diários, aproveitava para ler alguma crónica que era publicada e para além de partilhar do ponto de vista apresentado, apreciava a objectividade e linguagem.

Com este romance que espelha uma realidade familiar e uma forma de estar muito nossa em que todos participam, intervem e se ajudam em bons e maus momentos, bem como o lado generoso e abnegado de outros que solidarizam com as vitimas de maus tratos e injustiças, percebemos nesta ficção do quão complexo é o ser humano. As muitas camadas de emoções ou sentimentos que cobrem o intimo de pessoas sofisticadas, elegantes e realizadas ou de pessoas fortes, humildes e bem formadas.

Apesar dos saltos temporais que inicialmente me pertubaram a leitura até os compreender e antecipar, gostei muito da escrita e do enredo desta estória que envolvia duas personagens femininas da mesma faixa etária e da mesma zona urbana. Ema, muito amada, realizada e feliz depois de conseguir ser mãe  e Felismina (Mina), solitária e independente que se reinventou para sobreviver a uma vida amargurada e dolorosa.
Duas personagens mais idosas - a mãe da Ema Maria da Conceição e Emilia, a testemunha, são admiráveis e a ancora de Ema. Opostamente, Esperança, a mãe de Felismina concentra em si tudo de mau e determinou a  personalidade de Felismina e os acontecimentos desta trama.

Mais um romance da literatura portuguesa que me surpreendeu pela positiva e que me convence que é bom ler autores portugueses.

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