sábado, 22 de setembro de 2012

Lembro-me de ti

Autor:  Yrsa Sigurdardóttir
Edição: 2012, Agosto
ginas: 400
ISBN: 9789897220432
Editora: Quetzal

Sinopse:
Três jovens propõem-se recuperar uma velha casa de uma aldeia abandonada, algures nos Fiordes Ocidentais islandeses. Mas não imaginam o cataclismo que este inofensivo trabalho vai desencadear. Na outra margem do fiorde, um psiquiatra investiga o suicídio misterioso de uma mulher mais velha que poderá estar ligado ao desaparecimento do seu próprio filho.

Estas duas intrigas vão convergir para uma história de um enorme suspense que os críticos têm considerado tratar-se da melhor que até agora saiu da pena de Yrsa Sigurdardóttir – Lembro-me de Ti foi galardoado com o Prémio de Ficção Policial Nórdica de 2011, e os direitos de adaptação ao cinema comprados pelo produtor islandês radicado em Hollywood Sigurjón Sighvatsson (Wild at Heart e The Killer Elite, entre dezenas de outros).
Um thriller policial arrebatador, uma leitura saborosamente arrepiante.

A minha opinião:
Quebrei um pouco o meu ritmo de leitura mas tal, deve-se certamente a alguma fadiga e não aos bons livros que tenho tido oportunidade de ler. Por temperamento, gosto de arriscar, principalmente quando encontro um  livro com um título sugestivo, uma capa atraente (perfeitamente enquadrada com o conteúdo) e uma sinopse apelativa como é o caso, mas foi com alguma relutância que saí da minha zona de conforto. Romances últimos de autores nórdicos que se distinguem pela sua escrita menos emotiva e pelas paisagens frias que descrevem com realismo. Não me desiludi.

Este thriller em duas estórias aparentemente distintas, alternando capítulo a capítulo em que cada um destes termina em suspense,  até que num dado momento convergem.  Uma destas narrativas é sobre três jovens mundanos, Katrín, Gardar e Lif, (e o pequeno cão Putti) que em dificeis circunstâncias pessoais se lançam na aventura de recuperar uma velha casa com o intuito de a transformar em fonte de rendimento. A outra, começa com a investigação policial de um ato de vandalismo de uma escola e um suicidio, sem suspeitarem que o psiquiatra Freyr seria pessoalmente envolvido através de indícios ao inexplicável desaparecimento do seu filho três anos antes. 
Em cada uma delas, o narrador é simultâneamente a personagem principal, Katrín e Freyr. Ambos se apercebem dos contornos sobrenaturais ou surreais do que os rodeia, com mais ou menos ceticismo.

Bem estruturado, escrita firme e segura, para um enredo enigmático e intrigante em torno do desaparecimento de crianças, com o sofrimento que lhe está associado (o que mais me perturba). Um género que quebrou a minha "rotina" literária, mas que irei repetir certamente por ser excelente.

1 comentário:

  1. Olá, deixei-te um selo no meu blog (http://odesafiodaleitura.blogspot.pt/2012/09/novo-selo-versatile-blogger.html).

    Bjs

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