sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A Magia das Estrelas

Subtítulo: A fabulosa vida de Konstantin
Autor:  Tom Bullough
Edição: 2012, Outubro
Páginas: 212
ISBN: 9789898461452
Editora: Matéria-Prima

Sinopse:
Estamos no Inverno de 1867, em Ryazan, uma cidade nas margens do rio Oka, na Rússia Central. Konstantin tem dez anos e os dias cheios de sonhos de voo — até Moscovo, até às estrelas distantes. Um dia, apanha uma constipação nos bosques gelados, perto de casa, e todo o seu mundo se torna silencioso. Surdo depois da escarlatina, as perspectivas de futuro parecem desesperadas. Apenas o seu encantamento pela nova era de mecanização e as suas extraordinárias visões acerca do futuro da humanidade parecem fazer chegar-lhe alguma esperança.
Para fugir à Terra, Konstantin aprende que tem de viajar a uma velocidade dez vezes superior à de uma bala de espingarda, e oitocentas vezes maior do que a de um comboio expresso. Mas como atingir tão incrível velocidade?
Tom Bullough, dá-nos a conhecer o ambiente de um país no final do século XIX.
Das florestas infestadas de lobos, aos bordéis de Moscovo, dos confins da vida na aldeia, ao deslumbramento da Era do Vapor, de uma terrível tragédia à maravilhosa descoberta de um grande amor, A Magia das Estrelas, o brilhante e inspirador romance de Tom Bullough, conta-nos a história extraordinária, e real de Konstantin Tsiolkovsky, o primeiro homem a acreditar que viajar no espaço iria ser uma realidade. A história de um homem, da natureza e do ilimitado poder da imaginação.

A minha opinião:
Raramente me distancio de uma narrativa a ponto de interromper a leitura e não desejar retomá-la. Assim se passou com este livro, por várias razões. Umas subjectivas, outras não. As subjectivas é desnecessário esmiuçar porque serão certamente temporárias e transversais, como o cansaço e o stress normal desta época do ano. As relacionadas com a narrativa é que me tenho esforçado por compreender.
Gosto de romances de época ou históricos, gosto de histórias de vidas reais que algumas menos romanceadas dão interessantes biografias, outras romances fascinantes e envolventes, mas não é este o caso. Falta empatia e envolvimento numa narrativa que considerei árida e gélida como as paisagens descritas ou as pouco expressivas personagens. A pobreza/ miséria também me afetou um pouco. O desenvolvimento da personagem como professor foi o que mais me cativou.

Escrita cuidada e fluída numa linguagem que não domino apesar de simplificada. Fisica e matemática. Ui...
Konstantin é um rapaz diferente. Introspectivo e muito inteligente focou o seu olhar e interesse no que estava longe do seu alcance - no céu. 
As circunstâncias que rodeavam o passarinho (como a mãe o chamava) eram dificeis. Terriveis mesmo, mas ele sobreviveu  à escarlatina que o condenou à surdez "parcial" e para o qual inventou a  corneta acústica e venceu como pai da ciência espacial russa.

Talvez seja um romance para retomar mais tarde e ler pausadamente.

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