sexta-feira, 13 de junho de 2014

Quando éramos mentirosos

Autor:  E. Lockhart
Edição: 2014/ maio
Páginas: 312
ISBN: 9789892327365
Editora: ASA

Sinopse:
E se alguém lhe perguntar como acabar este livro… MINTA.

A família Sinclair parece perfeita. Ninguém falha, levanta a voz ou cai no ridículo. Os Sinclair são atléticos, atraentes e felizes. A sua fortuna é antiga. Os seus verões são passados numa ilha privada, onde se reúnem todos os anos sem exceção.

É sob o encantamento da ilha que Cadence, a mais jovem herdeira da fortuna familiar, comete um erro: apaixona-se desesperadamente. Cadence é brilhante, mas secretamente frágil e atormentada. Gat é determinado, mas abertamente impetuoso e inconveniente. A relação de ambos põe em causa as rígidas normas do clã. E isso simplesmente não pode acontecer.
Os Sinclair parecem ter tudo. E têm, de facto. Têm segredos. Escondem tragédias. Vivem mentiras. E a maior de todas as mentiras é tão intolerável que não pode ser revelada. Nem mesmo a si.

A minha opinião:
Pode parecer, mas não se trata de um romance comum. Não é mais um conto de encantar. No início, com um capítulo dedicado às boas vindas, é sugerido um romance com uma forte carga dramática, sobre a bela Família Sinclair, onde os quatro mentirosos são os protagonistas - Johnny, Mireen, Cady (primos) e Gat, e assim é. 

Nas primeiras páginas temos um mapa da ilha privada dos Sinclair, o que se revela muito útil para conseguir visualizar o cenário onde a ação se dá, assim como a árvore genealógica da família de modo a não nos perdermos numa estória onde os nomes próprios são uma constante, numa narrativa espartilhada em pequenos capítulos, composto por frases curtas e incisivas. 

O modo como a autora escolheu contar esta estória consegue apanhar o leitor desprevenido. Narrativa singela e inocente que se adensa gradualmente, com detalhes horríveis e contornos sinistros, para um desfecho inesperado e marcante. As notas de imprensa da capa não são mera publicidade. 

Patriarcado manipulador, irmãs inúteis e frustradas que, na rivalidade entre si, perdem o que de mais importante têm, enquanto os jovens perdem a inocência, mas mantêm a amizade que os liga e o amor de Gat e Cadence subsiste para sempre.

Um romance inesquecível.

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