domingo, 23 de outubro de 2016

Como Vento Selvagem


Autor: Sveva Casati Modignani                                        
Edição: 2016/ outubro
Páginas: 376
ISBN: 978-972-0-04866-0
Editora: Porto Editora
Mistral Vernati, o grande campeão de Fórmula Um, está em coma no hospital, depois de um terrível acidente na pista de Monza. Enquanto Mistral luta pela vida, uma pequena multidão de personagens move-se à sua volta, com motivações diversas e nem sempre confessáveis. Maria, a companheira, o seu primeiro e único amor; a mãe, que nunca conseguiu compreender as suas opções de vida, mas para quem ele era a sua razão de viver; Chantal, a mulher que nunca o libertou de um casamento falhado, e que mesmo naquele momento dramático só pensa em arruiná-lo; os filhos, Manuel e Fiamma. Entre recordações e segredos, descobriremos a verdadeira história de Mistral e Maria.

A minha opinião: 
Nada de novo!
Ando às voltas com as palavras para tentar explicar porque sempre que um novo romance da Sveva saí eu me apresso a comprar e a ler.  

Procuro o conforto no encontro com personagens fortes e carismáticas numa estrutura narrativa  que se mantêm e aprecio. 

"Mistral Vernati era o piloto mais rápido da história do automobilismo mundial." Desta vez, uma incursão pela fascinante modalidade da Fórmula Um com uma personagem com o nome do vento frio e seco do noroeste que sopra selvagem sobre a Provença. Uma personagem boa, mas o destaque vai para Maria Guido que conheceu na juventude e que sempre amou. Uma mulher fascinante. Mas não a única. A mãe Adèle Plouvin, a manager Florence Roussel, a enteada Fiamma, e Moretta são também relevantes nesta trama em que todo o seu passado é desvendado.

A Máfia que todos afecta e tudo controla é outro dos temas fortes da Sveva presente nesta trama.

Li este romance com a rapidez de uma corrida em que pretendia chegar em primeiro lugar. Não por competição mas pelo prazer de sentir o tempo desaparecer enquanto testemunha de tantos acontecimentos de amargura e esperança. O final é de superação. 

Que bom! Nada de novo!

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