domingo, 18 de fevereiro de 2018

Reino de Feras

Autor: Gin Phillips
Edição: 2018/ janeiro
Páginas: 272
ISBN: 9789896655259
Tradutor: Ester Cortegano
Editora: Suma de Letras

Sinopse:
Lincoln é um bom menino. Aos quatro anos, é curioso, inteligente e bem-comportado. Lincoln faz o que a mãe diz e sabe quais são as regras.

«As regras hoje são diferentes. As regras são que temos de nos esconder e não deixar que o homem da pistola nos encontre.» 

Quando um dia comum no Jardim Zoológico se transfoma num pesadelo, Joan fica presa com o seu querido filho. tem de reunir todas as suas forças, encontrar a coragem oculta e proteger Lincoln a todo o custo - mesmo que isso signifique cruzar a linha entre o certo e o errado, entre a humanidade e o instinto animal. 

É uma linha que nenhum de nós jamais sonharia cruzar. 

Mas, por vezes, as regras são diferentes. 

Um passeio de emoção magistral e uma exploração da maternidade em si - desde os ternos momentos de graça até ao poder selvagem. Reino de Feras questiona onde se encontra o limite entre o instinto animal para sobreviver e o dever humano de proteger os outros. Por quem deve uma mãe arriscar a sua vida? 

A minha opinião:

Pequeno livro, fácil de transportar, ótimo de manusear, tem ainda assim um peso imenso. O peso é em sentido figurado. O peso é o temor de qualquer mãe. Proteger o seu filho.

Não é uma leitura fácil, e por isso, comecei e larguei, por recear o que lá vinha. No início, o rimo é lento, com uma mãe paciente com um filho curioso e imaginativo num recanto mais isolado do Jardim Zoológico. Eu receava que o enredo descambasse para a ameaça dos animais que no seu reino se virassem contra esta mãe e o seu filho. Não poderia estar mais equivocada. A estória segue outro rumo, não menos tenso e angustiante. Explora a complexidade e intensidade do vinculo materno e é uma narrativa extrordináriamente bem conseguida com todas as minúcias do quotidiano e o primário instinto de sobrevivência. A perspetiva global é de Joan, que apela aos seus sentidos e emoções para determinar como agir, mas surgem outras personagens sobreviventes reféns neste espaço de lazer e convivio familiar. Assim como um dos psicopatas. 

Nem sempre mantêm o mesmo ritmo mas ainda assim é uma leitura intensa. Um thriller. 

Não amei mas gostei. 

Sem comentários:

Enviar um comentário