sábado, 5 de abril de 2014

O olhar de Sophie

Autor: Jojo Moyes
Edição: 2014/ março
Páginas: 456
ISBN: 9789720046451
Editora: Porto Editora

Sinopse:
Duas mulheres separadas por um século, unidas na determinação em lutar pelo que mais amam.
Somme, 1916. Sophie vive numa vila ocupada pelo Exército alemão, tentando sobreviver às privações e brutalidade impostas pelo invasor, enquanto aguarda notícias do marido, Édouard Lefèvre, um pintor impressionista, que se encontra a lutar na Frente. Quando o comandante alemão vê o retrato de Sophie pintado por Édouard, nasce uma perigosa obsessão que leva Sophie a arriscar tudo - a família, a reputação e a vida.

Quase um século depois, o retrato de Sophie encontra-se pendurado numa parede da casa de Liv Halston, em Londres. Entretanto, Liv conhece o homem que a faz recuperar a vontade de viver, após anos de profundo luto pela morte prematura do marido. Mas não tardará que Liv sofra uma nova desilusão - o quadro que possui é agora reclamado pelos herdeiros e Paul, o homem por quem se apaixonou, está encarregado de investigar o seu paradeiro…
Até onde estará disposta Liv a ir para salvar este quadro? Será o retrato de Sophie assim tão importante que justifique perder tudo de novo?

A minha opinião:
Por vezes, mesmo para alguém como eu que tanto aprecia ler, é difícil articular as palavras para melhor expressar o que sinto e retirei do que li. Mas este é realmente um excelente romance e mesmo não querendo elevar de tal modo as expectativas que se torne uma desilusão para quem o pretender ler, não posso deixar de enaltecer a extraordinária capacidade de contar uma história em dois períodos distintos, sem que nenhuma das partes se destaque ou sobreponha à outra, bem como o conjunto de notáveis personagens que pela sua humanidade permanecem connosco muito depois de terminarmos a leitura.

O enigma de "A Mulher Que Deixaste Para Trás", o quadro que retrata Sophie Lefévre. Por vezes, "a história de um quadro não é apenas sobre o quadro. É também a história de uma família, com todos os seus segredos e os seus delitos". (pag. 282) 
É partindo desta premissa que a autora conta a história de duas mulheres honestas, determinadas e corajosas que estão ligadas a este quadro. Duas heroínas inesquecíveis - Sophie Lefévre e Liv Halston, que me provocaram um frenesim de ansiedade em saber mais e mais sobre as suas bravatas e sem conseguir antever o desfecho.

"O quadro faz-me pensar em ti e no tempo em que éramos felizes juntos. Faz-me pensar que a humanidade é tão capaz construir amor e beleza quando promover destruição." (pag. 333) 

O desvendar de um passado para determinar a posse de um objeto que tanto valor em si contêm, seja ele afetivo ou monetário, mas que suscita diferentes emoções e sentimentos em diferentes graduações, desde comoção e apreço a revolta e ganância. Como leitora, em nenhum momento fui indiferente a todos esses estados de alma. O amor, a beleza e a destruição de que somos capazes de sentir e compartilhar.

Um imenso prazer de ler!

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