domingo, 7 de maio de 2017

Hoje Vai Ser Diferente

Autor: Maria Semple
Edição: 2017/ abril
Páginas: 304
ISBN: 9789724751313
Editora: Editorial Teorema

Sinopse:
Hoje vai ser diferente! - pensa Eleanor. 
E, de facto, vai… mas não da maneira que ela imagina. 

A vida de Eleanor Flood é um caos. Mas ela está decidida a mudar. Hoje vai ser diferente, acredita. Hoje vai tomar duche e vestir roupa elegante. Vai à aula de ioga depois de deixar o filho, Timby, na escola. Vai almoçar com uma amiga. Não vai dizer asneiras. Vai tomar a iniciativa na cama com o marido, Joe. Mas antes de conseguir pôr em prática o seu plano, a realidade obriga-a a travar… a fundo.

Pois hoje é o dia em que Timby decide fingir-se doente para ficar com a mãe. É também o dia em que Joe resolve gozar uns dias de férias mas se esquece de avisar Eleanor. E quando parece impossível as coisas piorarem, um antigo colega desencanta uma relíquia do passado, obrigando-a confrontar-se com velhos segredos de família e uma irmã desaparecida.

Introspetivo, trágico e cómico, "Hoje Vai Ser Diferente" marca o tão-aguardado regresso de Maria Semple após o sucesso de "Até Ao Fim do Mundo".

A minha opinião:
A expetativa era alta quando encarei este livro nas estantes de uma livraria e apressei-me a comprar. Sei o quanto apreciei a escrita e a irreverência de Até ao Fim do Mundo

Na senda do anterior com personagens extravagantes. Geniais intelectualmente mas desajustados na relação com os outros e no quotidiano mundano. Humor corrosivo e drama com Eleanor. Senão vejamos:
Perdeu a mãe aos nove anos, por causa de um cancro de pulmão. O pai, um bêbedo, abandonou as filhas que tiveram que se desenvencilhar sózinhas sem nunca saberem se ele regressava. A irmã, virou-se desconcertamente contra ela depois de se casar com um pedante rico e controlador de New Orleans. Casou com Joe, um conceituado cirurgião especializado em mãos, abandonou uma carreira como novelista gráfica com intenção de escrever um livro e teve um filho.  

Loucura e bravata com antecendentes que o justificam. Uma personagem tão terra a terra e despretensiosa que conquista. Uma personagem que assume as suas fragilidades e o desenquadramento com o meio em que vive de Seatle. Uma personagem que luta contra a carência e dor da ausência. E Timby, um garoto especial que a observa e protege com amor. 

Narrativa vibrante e divertida. Escrita fluída e ritmada que prende num desconcertante carrocel de emoções. Mais um romance de Maria Semple que se estranha mas que entranha. Narrativa sem falhas ou gralhas que me chamou a atenção para a tradução, que confirmei ser de Tânia Ganho. 

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