sábado, 28 de janeiro de 2012

O Dom

Autor: Richard Paul Evans
Edição: 2011, Novembro
Páginas: 304
ISBN: 9789896373849
Editora: Saida de Emergência

Sinopse:
Não há coração que o amor não transforme

Enquanto para o mundo o Natal era um dia de alegria e celebração, para Nathan Hurst era a lembrança do acontecimento que lhe destruiu a infância. Tudo muda na sua vida e no seu coração no dia em que uma tempestade de neve e um voo cancelado o levam ao encontro de uma jovem mãe e o seu filho. Aquilo que parece ser uma obra do acaso, poderá ser afinal, o encontro com a sua paz interior. Poderá Nathan descobrir que o Natal é, de facto, a época dos milagres?

A minha opinião:
Um livro muito especial para almas sensíveis. Emociona com a sua linguagem simples numa estória terna sobre amor e cura.

Percebemos a magia deste livro quando o abrimos e deparamos com uma mensagem do autor para o leitor que nos conta uma pequena história pessoal e explica que "O Dom é sobre o poder de curar. Por vezes, o que mais desejo na vida é ser curado. Talvez o mesmo se possa dizer do mundo. Caro leitor, espero que este livro possa curar o seu coração..."

Um livro que nos conforta e nos aquece o coração com a profundidade dos sentimentos expressos pelas magnânimas personagens que podem ser qualquer um de nós quando nos damos ao próximo espontaneamente. Vamos cultivando medos e inseguranças e deixamos de reparar nos outros.Centramo-nos em nós e justificamo-nos com o ritmo acelarado das nossas vidas ou dificuldades. Um sorriso pode fazer diferença.

Nathan Hurst era alguém que apesar de adoentado reparou numa mãe e duas crianças em dificuldades e no amor que as ligava. Ofereceu ajuda e o retorno foi uma recompensa divina.
No desenrolar dos acontecimentos que envolvem Collin (uma criança tão especial que nem consigo descrever) vamo-nos confrontando com o bem, por todos os que o compreenderam e amaram e do mal, através do seu pai e dos seus juízos de valor. Também percebemos o impacto dos media e a cegueira das pessoas quando não pensam nas consequências dos seus actos infuenciadas por certas notícias.

A sociedade perdeu alguns valores que é preciso recuperar. Talvez este modesto livro contribua para alguma reflexão e nos modifique um pouco. Teve esse efeito sobre mim.

Pequenos capítulos com pequenos apontamentos do diário de Nathan Hurst  são outras perólas que o autor nos presenteia, como por exemplo:

"A história mais importante que alguma vez escreveremos na vida é a nossa própria... e não o faremos com tinta, mas com as nossas opções quotidianas."

Terno, eloquente e enternecedor. Um prazer de ler.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Mil noites de paixão

Autor: Madeline Hunter
Edição: 2012, Janeiro
Páginas: 336
ISBN: 9789892316727
Editora: ASA

Sinopse:
Eles não têm absolutamente nada em comum.
Lady Reyna é uma mulher virtuosa e erudita, que preferia morrer a quebrar uma promessa ou voto.
Ian de Guilford é um sensual mercenário, um cavaleiro errante cujo temperamento fogoso lhe valeu a alcunha de Senhor das Mil Noites.
Ela não conhecia a sua fama quando, fazendo-se passar por cortesã, transpôs as linhas inimigas com um plano desesperado para salvar o seu povo. Agora que está frente a frente com o guerreiro a cujos encantos, diz-se, é impossível resistir, Reyna apercebe-se de que subestimou o seu inimigo. Ele está decidido a tudo para subjugar a sua virtude. A bem do seu povo, ela não pode ceder... e a sua audácia leva-a a fazer algo com que nunca sonhou: pôr em jogo o seu coração.

A minha opinião:
Volúpia, astúcia e aventura.  Depois de o ler, estas foram as palavras que me ocorreram para o descrever.
A bela capa deste livro, que o torna tão apelativo, remete-nos para isso mesmo: volúpia e feminilidade.

Esta escritora escreve romances históricos com personagens fortes, intensas e muito envolventes, que nos arrebatam nas suas tramas/ aventuras e intrigas plenas de suspense, onde não faltam combates por conquistas territoriais ou lutas/ duelos por honra e cavalheirismo, mas também intimidade com muita paixão e sexo.

Romance apaixonante e de leitura voraz que se passa no sec XIV em que as mulheres serviam como moeda de troca para apaziguar questões politicas e sociais e os homens eram donos e senhores do seu destino, como um bem ou propriedade.
Ainda assim, paixões e morte andavam frequentemente próximo e as duas personagens principais tem o seu passado para esconder e esquecer, mas que também os define. Circunstâncias aproximam-nos mas a relação nada tem de pacífica. Muitos conflitos e segredos vão sendo desvendados e as surpresas mantêm-nos presos no desenvolvimento do romance.

Madeline Hunter escreve muito bem e torna as personagens plausiveis e reais para a leitora numa estória ritmada e fluida em que não se perde o interesse ou o encantamento. Personagens masculinas fortes, corajosas e virís e personagens femininas belas, virtuosas e sensuais, o que se prevê encontrar num romance histórico.
Recomendo para uns bons momentos de lazer e dispersão.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

2012 O segredo das profecias Maias

Autor: Gerald Benedict
Edição: 2011, Outubro
Páginas: 256
ISBN: 978-989-668-132-6
Editora: Vogais

Sinopse:
Os Maias previram a emergência do Cristianismo, a ascensão de Hitler ao poder... e o fim do Mundo como o conhecemos em 2012. Confirmar-se-á, a 21 de Dezembro, a previsão indicada pelos sofisticados calendários maias? Será essa a data do apocalipse, ou o princípio de uma nova era de ouro para o ser humano?
Inclui os Calendários Maias decifrados e as 21 profecias explicadas com base nos textos originais.
O que 2012 significa para o destino do Homem, e como podemos preparar-nos para as mudanças previstas para essa data.
Como os Maias anteviram a evolução da Humanidade e a decadência da sociedade moderna.

A minha opinião:
Diferente do que eu esperava mas ainda assim muito interessante.

No ínicio, uma breve introdução sobre o que significa - profecias e umna apresentação da história e cultura dos Maias.
Os Maias são famosaos pelos seus vastos conhecimentos nomeadamene de matemática e astronomia representados nos seus calendários - Calendário de contagm longa e do período de precessão de 26 mil anos marcado o seu termo com o Solstício de Inverno de 21 de Dezembro de 2012.
No fim, como anexos, os calendários.

Contrariamente às profecias da desgraça, as 21 profecias dos Maias assinaLam o ponto de viragem da Humanidade como uma mudança radical mas optimista, de evolução em ruptura com vários obstáculos. Mas, apesar disso temos que ser nós a engrenar esses processos e para tal, é necessário liderança espiritual.
Sincronização galáctica é o contexto para outras fundamentais mudanças que permitirão resolver problemas ecológicos.

Um livro de esperança!

domingo, 15 de janeiro de 2012

O sentido do fim

Autor: Julian Barnes
Edição: 2011, Novembro
Páginas: 160
ISBN: 9789725649893
Editora: Quetzal

Sinopse:
Tony Webster e a sua clique só conheceram Adrian Finn no fim do liceu. Famintos de livros e de sexo, e sem namoradas, viviam esses dias em conjunto, trocando afetações, piadas privativas, rumores e mordacidades de todo o género. Talvez Adrian fosse mais sério do que os outros, e seria certamente mais inteligente. Mesmo assim, juraram que ficariam amigos para o resto da vida. Tony está agora reformado. Teve uma carreira, um casamento e um divórcio amigável. E nunca fez nada para magoar ninguém – ou pelo menos acredita nisso.
Mas a chegada da carta de uma solicitadora desencadeia uma série de surpresas, acontecimentos inesperados que lhe vão mostrar que a memória é afinal uma coisa altamente imperfeita.
Com marcas da literatura inglesa clássica – na apreciação do júri que o distinguiu com o Man Booker Prize 2011 –, O Sentido do Fim constrói, com grande delicadeza e precisão, uma trama tensa, forte, e revela a mestria de um dos maiores escritores dos nossos tempos.

A minha opinião:

Este livro atraiu-me desde o momento em que o vi. Vencedor do Man Brooker Prize 2011 tornava-o promissor. Mas mais do que isso, era a convição de que iria gostar muitisisimo de o ler.

Na primeira parte, uma história comum escrita de um modo simples mas irreprensível sobre as vivências de quatro jovens nos anos sessenta, narrada pelo personagem principal - Tom Webster. Neste grupo de amigos destacava-se Adrian pela sua inteligência e objectividade, em oposição aos seus três amigos que usavam o senso comum.

              "A História são as mentiras dos vencedores...e também a ilusão dos vencidos"

              "São mais as memórias dos sobreviventes, dos quais a maioria não é vitoriosa nem vencida."

Na segunda parte, a história ganha impulso com um episódio inesperado e a leitura toran-se absorvente e imparável. "Aprender as novas emoções que traz o tempo" porque a acção se passa 40 anos depois. Ressentimentos, dúvidas, incertezas, em suma, sentimentos recalcados e emoções mal resolvidas são revistas por uma perspectiva diferente.

Pode parecer monótono mas num livro com 152 páginas e com tanto para assimilar e reflectir sobre como vivemos e qual o controle e percepção que temos, fica no fim, uma sensação de querer mais, mesmo depois do final surpreendente e perfeito.

            "Quantas vezes contamos a história da nossa vida? Quantas vezes adaptamos, embelezamos, fazemos cortes matreiros? E, quanto mais a vida avança, menos são os que à nossa volta desafiam o nosso relato, para nos lembrar que a nossa vida não é a nossa vida, é só a história que contamos sobre a nossa vida. Que contámos aos outros mas - principalmente - a nós próprios."

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Steve Jobs - Nas suas próprias palavras

Autor: George Beahm 
Edição: 2011
Páginas: 133
ISBN: 9789724047119
Editora: Almedina

Sinopse:
Tendo por base mais de três décadas de comunicações aos media, este livro constitui uma homenagem às melhores e mais inovadoras ideias apresentadas por Steve Jobs, contando com mais de 200 citações de leitura essencial a todos os que procuram soluções inovadoras e inspirações aplicáveis aos seus negócios, independentemente do seu tamanho.
Steve Jobs faleceu a 05 de outubro de 2011 com 56 anos, tendo sido cofundador da Apple em 1976. Abdicou do cargo em agosto de 2011, pondo fim a uma das maiores e mais transformadoras carreiras de negócios da história. Ao longo dos anos, Jobs deu inúmeras entrevistas, explicando o que ele chamou a sua incomparável visão e habilidade de imaginar e, com sucesso, trazer para o mercado produtos de consumo que as pessoas achavam simplesmente irresistíveis.
Jobs deixou uma marca indelével em vários setores e desempenhou um papel importantíssimo na criação de outros. Considerar como Steve Jobs e a Apple moldaram as áreas dos computadores pessoais (laptop e desktop), aplicativos (para múltiplos dispositivos eletrónicos), computador de animação (da Píxar), música (iTunes), telecomunicações (SPhone), dispositivos digitais pessoais (iPod), livros (íBook) e, mais recentemente, tablets (iPad) torna-o o maior visionário na área dos negócios da nossa era.

A minha opinião:

"Temos de descobir o que adoramos.E isso é tão válido para o trabalho cono para os amantes. O nosso trabalho irá preencher-nos grande parte da nossa vida, e a única forma de ficarmos verdadeiramente satisfeiros é fazermos aquilo que consideramos ser um ótimo trabalho. E a única forma de se fazer um ótimo trabalho é adorarmos o que fazemos... Não se acomodem."
                                                                         Steve Jobs
Na era do conhecimento, este homem teve um papel preponderante. Entendo que precisamos de admirar pessoas assim, com provas dadas. 

Tal como o próprio título indica, este livro trata essencialmente de reproduzir citações (como a que incluia acíma), organizadas por temas, que ao longo dos anos, foram expressas por Steve Jobs e, para concluir, um pouco da sua biografia.
Exactamente o que eu pretendia ler e saber sobre este homem, para o qual já muitos adjectivos foram usados. Nas suas próprias palavras, afirmava que tinha bastante experiência, muita energia, um pouco "daquela coisa de ser visionário" e não tinha medo de começar do zero.

Um livro acessível e muito agradável.

EM BREVE O AMOR ACONTECE - ASA


Sinopse:
Eles não têm absolutamente nada em comum. Lady Reyna é uma mulher virtuosa e erudita, que preferia morrer a quebrar uma promessa ou voto. Ian de Guilford é um sensual mercenário, um cavaleiro errante cujo temperamento fogoso lhe valeu a alcunha de Senhor das Mil Noites. Ela não conhecia a sua fama quando, fazendo-se passar por cortesã, transpôs as linhas inimigas com um plano desesperado para salvar o seu povo. Agora que está frente a frente com o guerreiro a cujos encantos, diz-se, é impossível resistir, Reyna apercebe-se de que subestimou o seu inimigo. Ele está decidido a tudo para subjugar a sua virtude. A bem do seu povo, ela não pode ceder... e a sua audácia leva-a a fazer algo com que nunca sonhou: pôr em jogo o seu coração.

Sinopse:
Alessandra Cecchi tem quase quinze anos quando o pai, um próspero mercador de tecidos, contrata um jovem pintor para pintar um fresco na capela do palazzo da família. Alessandra é uma filha da Renascença, tem uma mente precoce e um temperamento artístico… e rapidamente fica inebriada pelo génio do pintor.
Muitos anos depois, a irmã Lucrezia morre no convento onde passou grande parte da sua vida. Perplexas, as outras freiras observam a estranha serpente tatuada no seu corpo. É que, antes de entrar para o convento, a irmã Lucrezia era Alessandra. Jovem, bela e inteligente, ela viveu o esplendor e luxo da Florença renascentista, conviveu com os ricos e poderosos, criou, amou, transgrediu... Como foi ela parar àquele convento? O que significa a tatuagem na sua pele? Quais foram afinal as causas da sua morte?

Sinopse:
Sultana é o pseudónimo de uma corajosa princesa da Arábia Saudita. Ela é uma das dez filhas da família real mas a sua vida, rodeada de luxo e riquezas inimagináveis, está longe de ser um conto de fadas. No seu país, as mulheres - qualquer que seja o seu estrato social - estão sujeitas à tirania ditada por um fanatismo religioso que promove a poligamia, dá ao homem o poder de castigar cruelmente qualquer mulher e incentiva os casamentos forçados, as mutilações e a violência sexual, as execuções por apedrejamento ou afogamento. Quando aceitou contar a sua história à jornalista e escritora Jean Sasson, Sultana sabia que estava a pôr em risco a própria vida. Foi conscientemente que abdicou da sua segurança pessoal para denunciar o brutal quotidiano das mulheres sauditas. A sua voz dá-nos a conhecer um mundo no qual a sumptuosidade e a extravagância coexistem com a violência e a barbárie. A princesa partilha connosco a sua intimidade e a das mulheres que a rodeiam: as suas filhas, primas, amigas... mas, na sua franqueza e coragem, ela fala por todas as mulheres.

Se a primeira impressão é que perdura, então deixem-se seduzir.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O Coração de Murano

Autor: Marina Fiorato
Edição: 2011, Julho
Páginas: 288
ISBN: 978-972-0-04286-6
Editora: Porto Editora

Sinopse:
O fabrico de vidro e cristal representa um inestimável monopólio para a República e os espelhos venezianos são considerados mais valiosos do que o ouro. Sob a vigilância atenta do Conselho dos Dez, os sopradores de vidro de Murano vivem praticamente aprisionados na pequena ilha, onde os segredos do seu ofício são guardados a sete chaves. Mas o maior dos artífices, Corradino Manin, ver-se-á forçado a revelar os seus métodos e a vender a alma a Luís XIV, o Rei Sol, para proteger a sua filha ilegítima.
Quase quatro séculos depois, Leonora Manin deixa para trás um passado infeliz em Londres para iniciar uma nova vida como sopradora de vidro em Veneza. Será na cidade mágica dos canais que encontrará o amor e a possibilidade de refazer a sua vida. No entanto, à medida que os segredos da traição do seu antepassado vão sendo desvendados, Leonora verá o seu próprio destino interligado com o de Corradino.
Entre dois tempos, o período renascentista e a actualidade, O Coração de Murano é um romance inesquecível que decorre na mais bela cidade do mundo.

A minha opinião:
Aguardava com alguma expectativa a oportunidade de ler este livro. Não porque conhecesse e admirasse a
escrita desta autora, uma vez que é o primeiro que dela leio mas, o que me fez desejar lê-lo foram as óptima criticas ou comentários sobre o mesmo. Contudo, agora devo admitir que não gorou as minhas expectativas mas também não as superou.
 
Talvez por ter lido alguns romances muitos interessantes que se passavam em Veneza nesta época do Renascimento por Michelle Lovric que sabia quanto baste sobre alguns aspectos da política e sociedade daquela República. Fascínio, grandiosidade e sedução, assim como traição, corupção e morte. Como as máscaras apresentava duas faces.

Através de Donna Leon soube da ilha de Murano onde ficavam cativos da sua arte e do poder económico e político,  os talentosos artífices sopradores de vidro.
 
Mistério, intriga e romance numa narrativa a duas "vozes" sobre o enigmático Corradino Manin, detentor exclusivo da arte de fazer espelhos e da bela Leonora Manin que se busca a si própria e á sua felicidade. Alternando sobre a história de ambas as personagens vislumbramos ecos do passado e da actualidade, mas sem nunca perdermos a noção temporal da narrativa. Ainda assim, o que me prendeu como leitora foi a trajectoria e personalidade de Corradino porque Nora pareceu-me um tanto ínsipida e a sua história muito linear e previsível.
Gostei particularmente da linguagem rica e acutilante de Marina Fiorato ao descrever tão bem sensações e espaços em Veneza e Paris que nos transporta para esse mundo que percepcionamos.
 
Manuseável nas suas dimensões e com uma letra adequada, este é um bom romance para nos acompanhar no nosso dia-a-dia em breves momentos de leitura.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012


Em jeito de balanço e pela ordem em que foram lidos, descrimino os livros que mais apreciei.
  • Tudo pode mudar - Jonathan Tropper
  • Coisas do coração - Emily Giffin
  • Maldito karma - David Safier
  • A Terra toda - José Manuel Saraiva
  • A valsa lenta das tartarugas - Katherine Pancol
  • A casa dos amores impossíveis - Cristina Lopez Barrio
  • A Lacuna - Barbara Kingsolver
  • Quando sopra o vento norte - Daniel Glattauer
  • O ladrão de sombras - Marc Levy
  • Um ano à beira-mar - Joan Anderson 
  • Um coração cheio de estrelas - Alex Rovira e Francesc Miralles
  • Os 30 - Nada é como sonhámos - Filipa Fonseca Silva
  • Mister Gregory - Sveva Casati Modignani
  • O Livro do Amanhã - Cecelia Ahern
  • Água, Pedra, Coração - Will North

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Dei-te o Melhor de Mim

Autor: Nicholas Sparks
Edição: 2011, Novembro
Páginas: 304
ISBN: 9789722347044
Editora: Presença

Sinopse:
Dei-te o Melhor de Mim, o novo e aclamado romance de Nicholas Sparks, conta a história emocionante de Amanda e Dawson, dois adolescentes envolvidos na mágica experiência do primeiro amor. Contudo, sob a pressão familiar e social, são obrigados a seguir vidas distintas. Somente vinte e cinco anos mais tarde voltam a encontrar-se, por altura da morte do único homem que tinha protegido o jovem casal apaixonado. E se para ambos o amor de outrora se revela intacto, confrontam‑se inevitavelmente com as escolhas feitas e os compromissos assumidos. Qual então o sentido daquele encontro, se nada podia mudar o passado?

A minha opinião:
Um belissímo romance. Terno, sensível e profundo.

Depois de acabar de o ler, levei algum tempo a ponderar sobre o que comentar. Gosto preferencialmente de ler romances. Sou fiel leitora de alguns inspirados escritores.
Curiosamente pensava que seriam as mulheres, mais emotivas e organizadas as melhores escritoras de romances. Contudo, nem sempre é assim. Alguns escritores conseguem contar muito bem uma estória simples e descrever emoções e sentimentos profundos e intensos de um modo conciso e objectivo, como é reconhecidamente o caso de Nicholas Sparks.

Um reencontro entre duas pessoas que nunca se deveriam ter separado porque o que os ligava era mais forte que o tempo ou a distãncia. O entendimento e a cumplicidade fazia deles os melhores amigos e simultâneamente proporcionavam um ao outro o melhor de si.

Não sou grande apreciadora de finais emocionalmente dramáticos ou trágicos, porque o que desejo ler são finais felizes. Mas Nicholas Sparks cria com grande efeito finais que se aproximam da realidade e que por ironia equilibram a estória. Assim é neste romance. 

As personagens e a sua história de vida encantam o leitor. Personagens maduras, racionais e equilibradas  que em uma encruzilhada tem que fazer escolhas. Personagens que admiramos e identificamos.

Um prazer de ler.

domingo, 1 de janeiro de 2012

A Papisa Joana

Autor:  Donna Woolfolk Cross
Edição: 2010
Páginas: 460
ISBN: 9789722326414
Editora: Editorial Presença

Sinopse:
Personagem histórica envolta em lenda, a papisa Joana protagoniza a notável ascensão de uma mulher que não aceita as limitações que a sua época lhe impõe. Dotada de uma inteligência esclarecida e de uma imensa força de carácter, atinge o mais elevado grau da hierarquia religiosa católica. Apoiado numa investigação rigorosa, este é um romance magnífico, cativante, que prende o leitor nas complexidades da luta pelo poder, das conspirações e segredos políticos e dos fanatismos sangrentos. O livro que inspirou um grande filme épico realizado em 2010.


A minha opinião:
Há coincidências espantosas. No fim da semana passada comentei este livro com uma amiga. E hoje tive oportunidade de ver o filme, o que muito me agradou e me possibiltou recordar o quanto tinha apreciado este livro extraordinário.
A primeira vez que ouvi falar sobre este livro e opinavam o quanto era bom, desvalorizei. Algum tempo depois, chegou-me às mãos e constatei o quanto esta história era brilhante, possivelmente baseada num mito ou não, mas ainda assim resultado de um excelente trabalho de investigação de uma mente criativa e inteligente ao descrever um tempo de dogmas e preconceitos em que uma mulher ávida de saber, ousou e conseguiu instrução e cultura que lhe era vedada.
Não me vou alongar a qualificar este livro, porque gostos não se discutem mas é uma das minhas leituras de referência.
Recomendadissimo.