quarta-feira, 19 de junho de 2013

As coisas impossíveis do Amor


Autor: Ayelet Waldman
Edição: 2012, agosto

Páginas: 328
ISBN:  9789722348584
Editora: Editorial Presença


Sinopse:

Emilia Greenleaf casou com o homem da sua vida, Jack, um advogado bem-sucedido por quem nutre uma paixão intensa. Mas com o marido não veio só uma vida idílica em Manhattan, veio também William, o enteado de cinco anos, uma criança precoce e superprotegida, cuja teimosia e observações constantes deixam Emilia exasperada. A distância que os separa aumenta ainda mais quando Emilia se vê confrontada com a morte da sua filha recém-nascida e consumida pela dor e pela culpa. Conseguirá Emilia manter-se à tona sem pôr em perigo tudo aquilo que é mais importante na sua vida? 

Com um sentido de humor e uma honestidade desarmantes, As Coisas Impossíveis do Amor é um romance intenso, já adaptado ao cinema com Natalie Portman no papel de protagonista. 

A minha opinião:       

Há muito este romance aguardava na minha estante a sua oportunidade de ser lido. Outros o sucederam e sem a qualidade de deixar memória enquanto este esperava pacientemente a sua vez. Nada como uma pausa na frenética atividade diária com umas retemperantes férias para ler alguns bons livros. (E nem imaginam o belíssimo bronzeado que se pode adquirir em tão agradável companhia. Ultimamente até reparo em algo que não consigo fazer. Caminhar e ler em simultâneo deixa-me fascinada).

Romance atual tem como protagonista e narradora Emilia Greenleaf, uma judia que reside em Nova Iorque que atravessa uma crise na sua vida pessoal e onde sempre que pode procura encontrar a paz e tranquilidade perdida no Central Park. 

Recentemente numa peça hilariante sobre mulheres ouvi algo que me recordou este livro. Que todas as mulheres são desequilibradas mas algumas parecem sãs mas é falso porque sabem-no disfarçar melhor, o que significa que são piores que as outras. A protagonista não o esconde e a sua franqueza desconcertante não nos deixa amolecer ou enredar em lamechice ou compaixão porque com  sua perturbante visão das coisas tenta assim superar o luto e expiar as culpas. A sua relação com enteado é excepcional.

Loquaz e divertido apesar do lado sério das situações. Uma narrativa que não esquece. Os conflitos internos de uma mulher que transgrediu as suas próprias expectativas.

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