segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A Persistência da Memória

Autor: Daniel Oliveira
Edição: 2013, novembro
Páginas: 240
ISBN: 9789897411076
Editora: Oficina do Livro

Sinopse:
Camila está em conflito permanente com a sua consciência. Dotada de uma aptidão rara, a que a medicina designa por síndrome de memória superior, tem a capacidade de se recordar ao pormenor de todos os acontecimentos da sua vida, mesmo aqueles que desejaria esquecer. Nesta teia de emoções, onde se misturam passado e presente, amor e perda, culpa e prazer, Camila busca a liberdade que a memória não lhe concede, sobrevivendo entre relações extremas e perversas.

Um segredo inconfessável e a frágil fronteira entre sonho e realidade atravessam este romance desconcertante sobre a intimidade de uma mulher perseguida pelas sombras da sua própria história.

A minha opinião:
Nada como uma tempestade Stephanie para dar um bom andamento nas leituras durante o fim-de-semana. Abrigada e aconchegada no conforto do lar, com um livro entre mãos, senti que o tempo passou agradavelmente. 

Daniel Oliveira é sobejamente conhecido do público por um programa de grande audiência que eu semanalmente não perco. O programa com reconhecido mérito deve-o ao entrevistador  que sabe como preparar e conduzir uma entrevista em que nos dá a conhecer o lado mais humano de figuras públicas. Inteligência e sensibilidade caracterizam-no e depois de uns quantos comentários apreciativos, decidi ainda que relutante, ler este romance. O início foi auspicioso e fiquei intrigada em conhecer Camila Vaz, uma mulher que reúne em si tantas outras na sua desilusão amorosa, com a agravante da sua super memória que não a deixa esquecer todos os detalhes relacionados com a sua vida. Depois..., banalizou-se e divagou sem rumo por um passado de algum despudor e liberdade. 
Apesar de bem escrito, a coerência e consistência da trama perdeu-se e deixou-me com uma promessa não cumprida. Em muito semelhante a alguns livros, até eróticos, que por aí abundam.

Camila peca por falta de profundidade, ao contrário do que consegue Daniel Oliveira extrair das pessoas que escolhe entrevistar.

Não é um livro que persista na minha memória.

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