sexta-feira, 23 de maio de 2014

O jogo de Ripper

Autor: Isabel Allende
Edição: 2014/ fevereiro
Páginas: 400
ISBN: 9789720044983
Editora: Porto Editora

Sinopse:
Indiana e Amanda Jackson sempre se apoiaram uma à outra. No entanto, mãe e filha não poderiam ser mais diferentes. Indiana, uma bela terapeuta holística, valoriza a bondade e a liberdade de espírito. Há muito divorciada do pai de Amanda, resiste a comprometer-se em definitivo com qualquer um dos homens que a deseja: Alan, membro de uma família da elite de São Francisco, e Ryan, um enigmático ex-navy seal marcado pelos horrores da guerra.

Enquanto a mãe vê sempre o melhor nas pessoas, Amanda sente-se fascinada pelo lado obscuro da natureza humana. Brilhante e introvertida, a jovem é uma investigadora nata, viciada em livros policiais e em Ripper, um jogo de mistério online em que ela participa com outros adolescentes espalhados pelo mundo e com o avô, com quem mantém uma relação de estreita cumplicidade.

Quando uma série de crimes ocorre em São Francisco, os membros de Ripper encontram terreno para saírem das investigações virtuais, descobrindo, bem antes da polícia, a existência de uma ligação entre os crimes. No momento em que Indiana desaparece, o caso torna-se pessoal, e Amanda tentará deslindar o mistério antes que seja demasiado tarde.

A minha opinião:
Mistério e suspense no romance de Ripper.

Os membros de Ripper eram um exclusivo grupo de freaks que comunicavam pela internet para encurralar e destruir o misterioso Jack, o Estripador, ultrapassando obstáculos e vencendo os inimigos que apareciam pelo caminho. Cada um deles, criou uma personagem para si mesmo enquanto jogador, e aproveitou as suas aptidões quando o local de ação se transferiu para São Francisco  em 2012. Amanda Martin, de 17 anos, dirigia e coordenava o grupo com os préstimos do esbirro, seu avô. Inteligente e arguta, cedo Amanda desenvolveu uma reprovável curiosidade pela maldade em geral e pelo homicídio em particular, consequência de ser uma leitora voraz, com os perigos que isso implica. O facto de o pai ser o chefe do Departamento de Homicídios de São Francisco contribuiu para o pernicioso interesse com o conhecimento das malfeitorias que aconteciam na cidade, lugar idílico que não convidava ao crime.

Não li muitas das obras de Isabel Allende e como tal, não posso ser incluída no seu clube de fãs, mas do que li, apreciei bastante. Este romance que foge ao realismo mágico em que é exímia, proporcionou-me momentos de leitura verdadeiramente empolgantes. O tom irónico e crítico não me passou despercebido. Empatia pelas personagens ou a inquietação de querer desvendar mais do que então sabia sobre os crimes tornaram esta leitura viciante. Numa escrita fluída e ritmada, a autora relevou gradualmente e na medida do meu interesse, tudo o que precisava saber sobre as personagens que tão bem caraterizou ou a trama.

Curiosamente, adorei a personagem Indiana, a generosa e altruísta "bruxa" boa que arrasava corações, enquanto duas outras personagens que lhe eram chegadas me incomodavam sobejamente, ainda sem imaginar a participação que teriam. O ser surpreendida foi talvez o mais gratificante desta estória bem construída, mas outros aspectos já referidos a tornaram um prazer de ler.

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