domingo, 16 de março de 2014

O Ano em que Me Apaixonei por Todas

Autor: Use Lahoz
Edição: 2014, fevereiro
Páginas: 304
ISBN: 9789898626301
Editora: Topseller

Sinopse:
Uma ode à beleza da vida, ao amor e à amizade.
Sylvain, um jovem parisiense que está a caminho dos trinta, sofre de um caso grave de síndrome de Peter Pan: recusa-se a entrar na idade adulta. Embora possua inúmeras virtudes — é perspicaz, simpático, inteligente e versado em várias línguas —, tem também muitos defeitos: é incapaz de seguir em frente quando se trata de amor. A ideia de crescer assusta-o de morte, o que o leva a aceitar um trabalho mal remunerado em Madrid, para estar mais perto de Heike, a antiga namorada que ele não consegue esquecer.

Sylvain traz consigo um plano para reconquistar Heike, mas, entre tantas outras pessoas incríveis com quem se cruza, alguém muito especial irá levá-lo a fazer uma escolha. E quando descobre acidentalmente um manuscrito que contém toda a saga da família do seu vizinho Metodio Fournier, revela-se diante dos seus olhos uma história maravilhosa e excitante, cheia de estranhas coincidências, que muda para sempre a sua visão do amor e do mundo.
No final desse ano inesquecível em Madrid, Sylvain regressará a casa, onde abraçará o seu destino.

A minha opinião:
Expresso a minha opinião agora, com uma outra perspectiva, devido a algum distanciamento por ter lido este romance há alguns dias. Na ocasião, li-o com gosto e não me pareceu tão pueril como agora o sinto. Personagens não tão jovens assim, refiro-me ao grupo de Sylvain, que viviam intensamente e sem responsabilidades lidando com as perdas e fracassos com novos relacionamentos e algumas farras desgarradas. Sem dúvida, que retrata uma geração que tarda em crescer e a acção decorre em Madrid, cidade bem conhecida pela intensidade da vida nocturna e ambiente aprazível e propício ao convívio e diversão.
“Dizem que uma pessoa é do local onde se apaixona”

Sempre que Sylvain ou a mãe tinham desgostos de amor reparavam o coração na velha oficina de Monsieur Tatin, num registo surreal que nos surpreende ao longo de toda a narrativa. Um toque irreverente e fantástico que adorei porque sempre desejamos ter um Monsieur Tatin nas nossas vidas e este era realmente especial. 

Em paralelo, surge Metodio Founier com o seu manuscrito “Aberto por Amor” numa saga famílial a oferecer à mulher amada. Um percurso de vida precocemente amadurecido, de muita labuta e dedicação, diametralmente oposto ao de Sylvain com quem se cruza.

Um romance que não sendo excecional é apaixonante pela estória equilibrada e personagens masculinas. O título é esclarecido no final do livro e deixa-nos plenos de reconhecimento e satisfação.

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