quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Sobe a Maré Negra

Autor: Margaret Drabble
Edição: 2019/ janeiro
Páginas: 360
ISBN: 9789897224706
Tradutor: Telma Costa
Editora: Quetzal

Sinopse:
Fran pode ser velha, mas não vai desistir sem luta. Por isso, pinta o cabelo, saboreia cada copo de vinho e percorre incansavelmente as estradas do país.
Embora trabalhe com uma ONG, vão longe os seus dias do que se chama «vida ativa» - aqueles em que criava os filhos, em que tentava aprender a cozinhar e a lidar com um marido muito ocupado e bastante ausente. Agora, aproveita os momentos de solidão e liberdade como pequenas ilhas de uma felicidade quase perfeita. À sua volta, porém, o mundo prossegue o curso de vida e morte, e não falta variedade às maneiras como as pessoas (o seu grupo de amigos e conhecidos) se entregam ao destino final.
Com ecos de Simone de Beauvoir e Samuel Beckett, este romance é uma meditação sobre a morte, e uma interpelação sardónica e comovente do que torna uma vida boa - e a morte também.

A minha opinião:
Margaret Drabble escreve sobre a velhice e a morte. 
Ao contrário do que se poderia esperar , não é lúgubre ou pesado, antes mordaz, lúcido e de fácil leitura.

O diatado popular de que as conversas são como as ceresjas aplica-se a esta narrativa. As personagens divagam sobre a vida e a perspectiva da morte no processo de envelhecimento. A vida em perspectiva. Simples assim. Resumos retrospectivos, vidas truncadas e leituras duplas numa linguagem fascinante. Muito Bom!

Várias personagens intervêm em distintos cenários. Fran e as amigas, Jo e Theresa. 
Poppet, filha e Claude, ex-marido de Fran em Inglaterra. Sir Bennett e Ivor, acompanhados de Christopher em Lanzarote, terra tentadora , morna e pitoresca. Alguns temas são abordados como a crise dos refugiados com a imigração ou as alterações climáticas, subtilmente inseridos na narrativa. Outros, menos subtis, são objecto de reflexão.

"Porque envelhecer é, diz Fran...uma viagem fascinante em direção ao desconhecido." (pag. 31)

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