quinta-feira, 8 de março de 2012

O Caso Rembrandt


Autor: Daniel Silva
Edição: 2011, Outubro
Páginas: 448
ISBN: 9789722523585
Editora: Bertrand Editora

Sinopse:
Decidido a cortar os laços com o Departamento, Gabriel Allon refugiou-se nos penhascos da Cornualha com a sua bela mulher, Chiara. Mas, uma vez mais, esse isolamento é interrompido por alguém vindo do seu complexo passado: Julian Isherwood, o sedutor e excêntrico negociante de arte londrino. Como de costume, Isherwood tem um problema. E apenas Gabriel o pode resolver. Em Glastonbury, um restaurador de arte é brutalmente assassinado e um quadro de Rembrandt, há muito desaparecido, é misteriosamente roubado. Apesar da sua relutância, Gabriel é persuadido a utilizar os seus talentos singulares para encontrar o quadro e os responsáveis pelo crime.
Mas, ao seguir meticulosamente um rasto de pistas com início em Amesterdão, passagem por Buenos Aires e fim numa villa nas margens graciosas do Lago Genebra, Gabriel descobre que há segredos mortíferos associados ao quadro. E homens malévolos por trás deles. Uma vez mais, Gabriel vai ser atraído para um mundo que pensava ter deixado para sempre e deparar-se-á com um elenco extraordinário: uma deslumbrante jornalista londrina, determinada a desfazer o pior erro da carreira, um esquivo ladrão de arte, atormentado pela sua consciência, e um influente multimilionário suíço, conhecido pelas suas boas ações mas bem capaz de estar por trás de uma das maiores ameaças que o mundo enfrenta.

A minha opinião:
O primeiro que li dos dez volumes que até então foram editados da saga Gabriel Allon. Não posso fazer comparações, mas ainda assim não posso negar o excepcional talento de Daniel Silva para construir uma estória bem equilibrada e balanceada de espionagem, suspense, intriga, acção e emoção que me agarrou quase imperceptivelmente desde as primeiras páginas numa leitura compulsiva.

Curiosamente sempre pensei que fossem livros essencialmente para leitores do sexo masculino, talvez pelo género. Estava errada. Carismáticas e enigmáticas personagens mas com grande nível de humanismo alimentam o imaginário e informação sucinta mas suficiente de arte, história, entre outros, despertam o interesse para uma estória bem construída. A narrativa adensa-se num crescendo desde a investigação do roubo de um valioso quadro, aos crimes do Holocausto que enriqueceram homens gananciosos e sem escrúpulos, a atuais homens de negócios que sobre os holofotes da opinião pública posam de respeitáveis e preocupados mas são amorais quando constroem impérios com todo o tipo de crimes ocultos inclusive ajudando o desenvolvimento de programas de armamento nuclear que podem possibilitar um novo holocausto.

"O retrato de uma jovem" conduz à Operação Obra-Prima. E como leitora fiquei fã. Provavelmente irei ler outros livros deste autor.

"A mente é como um recipiente... Podemos enchê-la e despejá-la à vontade..."
pag. 257

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