sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

As Primeiras Luzes da Manhã

Autor: Fabio Volo
Edição: 2013, Fevereiro
Páginas: 228
ISBN: 9789722349901
Editora: Editorial Presença
 
Sinopse:
Elena vive uma vida sem paixão. Mas agora, ao aproximar-se dos quarenta, a rotina fastidiosa que tomou conta dos seus dias e do seu casamento é cada vez mais difícil de ignorar. Deseja ardentemente uma mudança, mas o medo de arriscar é proporcional a esse desejo, e Elena continua à espera que seja a vida a tomar a iniciativa... Até ao momento em que ganha coragem e aceita o convite do colega de trabalho que há algum tempo se insinua junto dela. Este envolvimento intenso e inesperado inicia-a num erotismo pleno e sem tabus que a liberta e finalmente lhe abre caminho para a tão desejada intimidade com o seu próprio mundo afetivo.

A minha opinião:
Não conheço a escrita de Fabio Volo e qualquer um dos seus anteriores romances e daí o interesse em experienciar uma leitura de um bem sucedido e para mais italiano, autor. A sinopse tornou imperiosa e prioritária esta leitura. As primeiras páginas confimaram a  minha decisão porque de imediato gostei da direta e passional Elena. Uma mulher com alguma maturidade que toma consciência de si e da sua falhada relação matrimonial e abertamente assume opiniões, percepções, emoções e sentimentos mais profundos. Não é um tema novo mas a diferença está no modo como é abordado e a proximidade que o mesmo toca o(a) leitor(a).

O que me surpreendeu um pouco foi a descoberta da sensualidade e erotismo por Elena (um pouco à semelhança de alguns romances que grassam por aí recentemente), e depois perdeu-se num devaneio que não prometia terminar bem. 

Um autor que me cativou e que irei seguir. Admirável como consegue compor uma personagem feminina com tal sensibilidade e expressividade que se reconhece em amigas e conhecidas com experiências de vida análogas.
Se possivel vou tentar ler os romances anteriores para desfrutar de um autor que parece ter muito a contar.
 
"Toda a mulher deveria encontrar um homem que a levasse pela mão e a guiasse até à sua própria intimidade. Um homem capaz de, com um só abraço, reconstituir-lhe uma vida inteira."
(pag. 97)

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