quinta-feira, 25 de abril de 2013

Como Tudo Começou


Autor: Penelope Lively
Edição: 2013, fevereiro
Páginas: 264
ISBN: 9789722634595
Editora: Civilização

Sinopse:
Quando Charlotte é assaltada e fratura a anca, a sua filha Rose não pode acompanhar o patrão, Lord Peters, a Manchester, por isso a sobrinha dele, Marion, tem de ir no seu lugar; Marion envia ao amante uma mensagem escrita que é intercetada pela mulher… e isto é apenas o início de uma cadeia de acontecimentos que irão alterar várias vidas.

Neste romance sedutor, absorvente e escrito de forma brilhante, Penelope Lively mostra-nos como um simples acontecimento acidental pode significar a destruição e salvação de um casamento, uma oportunidade que aparece e depois desaparece, o encontro entre dois amantes que de outra forma nunca se teriam conhecido e a mudança irrevogável de várias vidas. Divertido, humano, comovente e astucioso, Como Tudo Começou é um trabalho brilhante de uma autora que está no seu melhor.

A minha opinião:
Não há melhor forma de abordar do que se trata senão com um fragmento, sobre o qual irei acrescentar algumas palavras minhas.

"E esta foi a história. Estas foram as histórias de Charlotte, Rose e Gerry, Anton, Jeremy e Stella, Marion, Henry, Mark, de todos eles. As histórias são caprichosamente desencadeadas porque, certo dia, algo aconteceu a Charlotte na rua. Porém, claro que este não é o final da história, das histórias. Um final é um dispositivo artificial; nós gostamos de finais, são satisfatórios, convenientes e têm um propósito. No entanto, o tempo não tem um final e as histórias sucedem-se ao ritmo do tempo. De igual forma, a teoria do caos não pressupõe um final; o efeito em cadeia continua, inquebrável. Estas histórias não tem um final; elas seguem em direções diferentes, cada uma no seu próprio caminho." 
(pag.256)

Histórias de vidas. De pessoas. Personagens que bem poderiam ser reais. Identifiquei-me com uma delas e essa empatia estabelece-se com o leitor. Uma proximidade e entendimento com as personagens que nos deixa estarrecidas. Não é aventura ou romance, mas consistência e autenticidade.

As palavras fluem, ágeis e rápidas e eloquentes. Sentimentos, pensamentos e ações. Muitíssimo bem escrito e caracterizado. Maturidade na escrita.

Quando escolhi este romance esperava uma narrativa leve e algo banal para entretenimento e lazer. Depois reconheci a autora de um outro romance que li - Consequências- e percebi que seria outro tipo de leitura. Mais contido e rico. Mais descritivo talvez. Mas, certamente um bom romance. 

Gostei muito e recomendo mas não para jovens. Foge dos padrões habituais. Mais próximo do real e mais distante do sonho e da fantasia ou da perfeição que tanto almejamos.

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