sábado, 6 de abril de 2013

Predestinado

Autor: Philippa Gregory
Edição: 212
Páginas: 312
ISBN: 9789722635790
Editora: Civilização


Sinopse:

Estamos em 1453 e todos os sinais apontam para que o fim do mundo esteja iminente. Acusado de heresia e expulso do seu mosteiro, Luca Vero, um atraente jovem de 17 anos, é recrutado por um misterioso estranho para registar o fim dos tempos por toda a Europa. 
Obedecendo a ordens seladas, Luca é enviado a cartografar os medos da Cristandade e a viajar até à fronteira do bem e do mal. Isolde, de 17 anos, abadessa, está presa num convento para impedir que reclame a sua enorme herança. Quando as freiras ao seu cuidado enlouquecem com estranhas visões, sonambulismo e exibindo feridas que sangram, Luca é enviado para investigar e todas as provas incriminam Isolde. 
No pátio do convento constrói-se uma pira para a queimar por bruxaria. Forçados a enfrentar os maiores medos do mundo medieval – magia negra, lobisomens, loucura – Luca e Isolde embarcam numa busca pela verdade, pelo seu próprio destino e até pelo amor, enquanto percorrem os caminhos desconhecidos até à personagem histórica real que defende as fronteiras da Cristandade e detém os segredos da Ordem das Trevas.

A minha opinião:
Aprecio q.b. um romance histórico. E esta é uma autora considerada neste género literário que eu não conhecia. Creio que também não foi a escolha adequada porque é uma obra ficcional com quatro personagens que reflete a realidade histórica daquele período - obscuro e de superstições alimentadas pelo medo, mas vocacionada para um público jovem e inocente

Sob esse prisma, é sem dúvida, uma narrativa muito interessante porque a demanda que os levou em tais aventuras é empolgante e divertida, além de pedagógica. Afinal, esta é uma época com muito para explorar, como seja, o forte domínio da Igreja Católica no quotidiano, a Inquisição, os modos de vida limitativos de pessoas de vários estratos sociais. 

As mulheres estavam vinculadas à autoridade paternal e parental masculina enquanto jovens e depois quando casadas eram "propriedade", sem direitos próprios do marido. Daí, a opção ou imposição da vida religiosa.
Os homens de condição humilde não tinham grandes oportunidades de se instruir exceto na vida eclesiástica. Por vezes, nem de sobreviver, em famílias muito numerosas e com terríveis carências. Alguma qualidade especial ou aptidão, ou mesmo o senso comum poderia fazer toda a diferença. Poderiam ser inclusive "propriedade" de um qualquer senhor de terras.

A personagem mais fascinante é Ishraq, muçulmana, que tinha educação e cultura distinta e sobressai nesta narrativa. Exótica, inteligente e preparada para resistir a todas as vicissitudes de tempos tão perigosos. Mitos difíceis de desmistificar que estes jovens argutos deslindam em trabalho de equipa. 

Entretenimento. 

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