sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Uma Carta Inesperada

Autor: Barbara Taylor-Bradford
Edição: 2012, Julho
Páginas: 432
ISBN: 9789892319780
Editora: ASA

Sinopse:
Justine Nolan é uma mulher de sucesso com uma carreira artística fulgurante. Mas as memórias que guarda com mais carinho remontam à sua infância, um tempo que recorda como mágico. De visita a casa da mãe, Justine abre inadvertidamente uma carta que vai mudar tudo o que ela julgava saber sobre a sua família e até sobre si própria.
As revelações são tão chocantes que a jovem pede a ajuda e o conforto de Richard, o seu irmão gémeo. Juntos, resolvem descobrir a verdade custe o que custar.

Mas para o fazer, ela terá de viajar até Istambul – a vibrante e sedutora cidade onde se cruzam Ocidente e Oriente. É um lugar com os seus próprios segredos e cujo magnetismo aproxima Justine de um homem fascinante que parece saber mais do que aquilo que está disposto a revelar.
E quando os enigmas ocultos durante décadas pareciam finalmente deslindados, Justine recebe um revelador livro de memórias. No coração deste diário reside a sua verdadeira identidade. Esta é a sua grande oportunidade de sarar as feridas de traições do passado e de abraçar um novo amor e uma nova vida.

A minha opinião:
É curioso que, tal como o livro anterior que li, a acção se dê em Istambul. A carta que Justine abriu e leu tinha sido expedida desta cidade, e trazia uma chocante revelação sobre a avó que julgava falecida há dez anos.

"Istambul. Cidade de contrastes. Europeia. Oriental. Exótica... uma cidade cosmopolita, diversificada em todos os aspetos ..."
(pag. 101)

Uma cidade que conheço e gosto de recordar, com locais e monumentos maravilhosos, que a autora tão bem carateriza neste romance. Através da personagem Anita destaca os sons e os cheiros peculiares de Istambul do que considera o seu refúgio.

Uma capa elegante e atrativa, muito feminina, para um romance com uma narrativa leve e fluída que se lê despreocupadamente e em bom ritmo apesar das 400 páginas. Peca por ser muito redundante.
 
O mistério sobre a Gabri (a avó) é o fio condutor de toda a narrativa e o passado que desvenda através das memórias de Fragmentos de uma Vida é o mais envolvente e viciante desta narrativa.
O romance muito cor-de-rosa entre Justine e Michael não me convenceu. Amor à primeira vista entre personagens que de tão fantásticas parecem irreais. Um convite ao sonho e à fantasia.
 
Uma leitura agradavél mas não muito profunda. Alguma reflexão sobre o período do Holocausto, um tema presente em muitos romances e sobre vários ângulos conforme a participação/ presença das personagens na narrativa.
 
"Toda a gente se emociona a ler sobre o Holocausto, os campos de concentração, o número astronómico de vitimas. Até os soldados bem treinados dos exércitos aliados, americanos, ingleses e franceses, ficaram chocados e devastados quando descobriram esses campos em abril e maio de 1945.
Simplesmente não conseguiam acreditar no que viram... esqueletos ambulantes a cambalear na direção deles. Braços estendidos para os seus salvadores, de pé graças apenas à vontade que tinham de viver, de derrotar os nazis. Os soldados ficaram horrorizados, enfurecidos. O que aconteceu na Alemanha nazi foi o assassínio em massa mais díabólico de toda a história. Lembra-te, morreram seis milhões de pessoas."
(pag.397)

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