terça-feira, 13 de setembro de 2011

A máquina de Fazer Espanhóis

Autor: valter hugo mãe
Edição: 2010, Janeiro
Páginas: 312
ISBN: 
Editora: Alfaguara uma chancela da Objectiva

Sinopse:
Esta é a história de quem, no momento mais árido da vida, se surpreende com a manifestação ainda de uma alegria. Uma alegria complexa, até difícil de aceitar, mas que comprova a validade do ser humano até ao seu último segundo. A máquina de fazer espanhóis é uma aventura irónica, trágica e divertida, pela madura idade, que será uma maturidade diferente, um estádio de conhecimento outro no qual o indivíduo se repensa para reincidir ou mudar. O que mudará na vida de antónio silva, com oitenta e quatro anos, no dia em que violentamente o seu mundo se transforma?

A minha opinião:
Tenho tendência a evitar os actuais autores portugueses porque me maçam. Este livro foi uma tentativa bem conseguida de me reconciliar com quem se aventura a escrever bem com alma lusitana.
Escrever bem e com um estilo particular - em minúsculas, com pontos, parágrafos e virgulas apenas, não me dificultou a leitura, porque lemos mentalmente e rapidamente construía o sentido ao texto.
Contudo, no início ainda pensei em desistir, porque a raiva e revolta de António Silva, que abruptamente perde a mulher e a sua casa (as suas referências) e é colocado no lar Feliz Idade, incomodou-me. Persisti e entretanto fui envolvida pelo convívio de um limitado grupo de idosos que nos leva a "olhar" e a reflectir sobre um passado recente. Através do Silva(s)que se confronta com os seus fantasmas e reavalia a sua vida, percebe-se que, mesmo que tardiamente, podemos sempre mudar e aproximarmo-nos dos outros.

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