sábado, 20 de agosto de 2011

O Coração não Envelhece

Autor: Marie de Hennezel
Edição: 2011, Fevereiro
Páginas: 214
ISBN:
Editora: Casa das Letras

Sinopse:
Envelhecer amedronta-nos. A nossa sociedade dá-nos uma imagem desastrosa da velhice. No entanto, este envelhecimento inevitável pode não nos condenar à solidão, ao sofrimento, à perda ou mesmo à dependência. Se é verdade que todos envelhecemos, também é verdade que podemos decidir não nos tornarmos «velhos». Esta é a mensagem que Marie de Hennezel nos transmite, e ensina, neste livro.
E como poderemos envelhecer sem ser velho? Graças ao coração, ou seja, à nossa capacidade de amar e desejar. É o coração que nos pode ajudar a superar os nossos medos e apoiar-nos no seio das piores agruras da velhice.
Marie de Hennezel orienta-nos no sentido de uma verdadeira «arte de envelhecer». Baseada em vários testemunhos recolhidos não só da sua experiência clínica, mas também com a sua grande amiga - a Irmã Emmanuelle - ela revela-nos o quão profundo e intenso pode ser este momento da nossa vida, como podemos conviver com os desgostos e desfrutar as alegrias que a velhice nos traz.

A minha opinião:
Um livro sobre uma problemática muito actual- envelhecimento, solidão e morte. Mas não é um livro de auto-ajuda.

O meu interesse surgiu com uma amiga.
Apesar de se encontrar reformada, ela apresenta uma vitalidade e energia extraordinárias e dedica-se a várias actividades que lhe ocupam todo o tempo disponível após a atenção e cuidado que dedica a uma família de mais de 13 pessoas. 
As actividades são várias, como o exercício físico, voluntariado, artes e ensino. 
Ela é radiosa e eu admira-a imenso. A vontade de viver intensamente o presente e o passado bem resolvido, faz dela uma excelente companhia, em que o humor e a inteligência compensam as rugas ou os cabelos brancos porque é um espírito jovem.

Neste livro encontrei uma análise cuidada, sensível e inteligente sobre todas as perspectivas do envelhecimento. Como é encarada pela sociedade, como envelhecemos física, intelectual, emocional e sexualmente, a eutanásia, entre outros.
"Não alinda as coisas", mas apresenta um olhar de frente para o que nos amedronta tanto na idade avançada - mas também de não as ensombrar, em nome da lucidez.
Um novo olhar com o coração aberto.
Recomendadíssimo.

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